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Radar: MMX aprova emissão de debêntures e PortX sai da bolsa na segunda

Indústrias Romi adquire 2,999 milhões de ações em programa de recompra e CVM aceita proposta de R$ 70 mil de ex-diretor do Minerva

Por  Nara Faria

SÃO PAULO – Em um dia instável, o Ibovespa operava às 13h18 (horário de Brasília) em queda de 0,54% no pregão desta sexta-feira (17), devolvendo parte dos ganhos registrados na véspera.

Na Europa, o mercado repercute o pronunciamento da chanceler alemã, Angela Merkel, que reafirmou seu compromisso de fazer “o possível” para defender o euro e garantiu que a Alemanha está “em linha” com o posicionamento do BCE (Banco Central Europeu) de ajudar na redução dos custos de financiamento de países endividados.

Na agenda norte-americana desta sexta, o mercado acompanha o dado sobre a confiança do consumidor norte-americano, que veio acima do esperado para o mês de agosto. Já o resultado do Leading Indicators veio acima das projeções do mercado.

MMX anuncia emissão de debêntures
No setor corporativo, o noticiário segue menos agitado com o fim da temporada de balanços referente ao segundo trimestre. Entre as notícias acompanhadas, a MMX (MMXM3, R$ 5,55, -0,54%), mineradora do empresário Eike Batista, aprovou a emissão de R$ 600 milhões em debêntures pela subsidiária MMX Sudeste Mineração SA.

“Os recursos obtidos nesta emissão de debêntures serão investidos no projeto de expansão da Unidade Serra Azul, localizada no Quadrilátero Ferrífero, em Minas Gerais, com o objetivo de atingir a capacidade de produção de 29 milhões de toneladas por ano”, diz a companhia, em nota.

Cyrela também comunica emissão
No mesmo sentido, a  Cyrela Brazil Realty (CYRE3, R$ 16,76, -1,46%) comunicou a realização da sexta emissão de debêntures simples da companhia, não conversíveis em ações, em série única. A emissão é composta por 400 debêntures, com valor nominal unitário de R$ 1 milhão, somando R$ 400 milhões. 

Cemig acredita na continuidade da obra de Belo Monte…
No setor de energia, o presidente da Cemig (CMIG4, R$ 39,85, +0,13%), Djalma Bastos de Morais, considera que a decisão da Justiça que suspendeu as obras da usina hidrelétrica de Belo Monte, será revertida. “Temos certeza que vamos dar continuidade a obra. Acredito que esse é um fato passageiro.”

A companhia também anunciou que o foco dos investimentos até o final deste ano será para o segmento da distribuição, visando a inclusão no processo de revisão tarifária prevista para abril de 2013.

Além disso, o diretor de finanças e relações com investidores, Luiz Fernando Rolla, afirmou que a liquidação antecipada da dívida relacionada à CRC (Conta de Resultados a Compensar) pelo governo de Minas Gerais está em processo de aprovação junto à Secretaria do Tesouro. Segundo ele, o processo deve ser concluído até o final deste mês.

Brookfield fará proposta de emissão de R$ 600 mi em ações
Após o conselho da Brookfield (BISA3, R$ 3,54, -2,21%) aprovar aumento de capital, a companhia convida os acionistas para uma nova assembleia geral a fim de deliberar a proposta para emissão de até R$ 600 milhões de ações, perfazendo um montante de R$ 400 milhões. A assembleia ocorrerá no dia 3 de setembro. 

Embraer assina acordo com Investe SP
Além disso, a Embraer (EMBR3, R$ 13,64, +0,74%) assinou na véspera um acordo com a Investe SP, para assessorá-la em um investimento de US$ 25 milhões no novo centro em Sorocaba (SP). Além de anunciar o início das obras para construção, a companhia assinou também um protocolo de intenções com a Investe SP.

Desdobramento de ações da MPX
Também na véspera, as ações da MPX Energia (MPXE3 R$ 11,76, -1,51%) foram desdobradas. Cada detentor de um papel MPXE3 na véspera acordou com três ativos em carteira, cada uma com um terço do valor do fechamento da última quarta-feira (15). Embora o valor possa ter assustado os investidores mais desavisados, a intenção é benéfica, já que deve atrair mais liquidez, dizem analistas.

PortX se despede da bolsa na segunda
Já as ações da PortX (PRTX3, R$ 2,82, +0,36%), resultado da cisão parcial da LLX Logística (LLXL3, R$ 13,18, -1,24%) em dezembro de 2010 – compreendendo os seus ativos no Porto Sudeste -, não estarão mais em negociação na BM&FBovespa no pregão de segunda-feira (20), se despedindo da bolsa nesta sessão, já que a companhia será incorporada totalmente pela sua controladora MMX Mineração, encerrando uma novela que vem se arrastando há mais de um ano.

CVM aceita proposta de R$ 70 mil de ex-diretor do Minerva
A CVM (Comissão de Valores Mobiliários), por sua vez, aceitou a proposta de pagamento de R$ 70 mil do ex-diretor financeiro e de Relações com Investidores do frigorífico Minerva (BEEF3, R$ 9,90, -0,60%), Carlos Watanabe, para encerrar processo na autarquia. O executivo foi acusado de ser o responsável de elaborar e divulgar, no balanço anual de 2008, informações indevidas relativas a créditos de PIS/Cofins.

Indústrias Romi adquire 2,999 milhões de ações em programa de recompra
Já a Indústrias Romi (ROMI3) R$ 5,68, -2,07%) anunciou o encerramento do programa de recompra de ações, que autorizou a aquisição de três milhões de ações ordinárias. Durante o programa, a companhia comprou 2,999 milhões de ações pelo valor total,de R$ 17,849 milhões, com valor médio de R$ 5,95 por ação.

CVM aceita proposta do Minerva
Por fim, a CVM (Comissão de Valores Mobiliários) aceitou a proposta de pagamento de R$ 70 mil do ex-diretor financeiro e de Relações com Investidores do frigorífico Minerva (BEEF3, R$ 9,90, -0,60%), Carlos Watanabe, para encerrar processo na autarquia. O executivo foi acusado de ser o responsável de elaborar e divulgar, no balanço anual de 2008, informações indevidas relativas a créditos de PIS/Cofins.

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