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Radar: Eletrobras segue em queda; OGX sobe apesar de produção menor

Agenda de resultados é cheia, com números de Telefônica Brasil, Anhanguera, São Carlos, Panamericano, Sonae Sierra, Marcopolo e outras

SÃO PAULO – Após cair na véspera – na volta do feriado de Dia dos Finados -, a bolsa brasileira sustenta o terreno positivo desde a abertura do pregão desta terça-feira (6). Às 13h10 (horário de Brasília), o Ibovespa registrava alta de 0,56%, com investidores no aguardo das eleições presidenciais nos EUA.

A corrida para a Casa Branca está acirrada: pesquisas mostram um empate entre o presidente Barack Obama e o republicano Mitt Romney nesta terça. Isso faz com que muitos investidores atuem em compasso de espera de mais clareza sobre o cenário político norte-americano antes de montar grandes posições.

Há também outros eventos relevantes ao longo desta semana, como a reunião de política monetária do BCE (Banco Central Europeu) e a transição de poder na China, que contribuem para “segurar” os negócios em bolsa.

Tendência de queda da Eletrobras continua
No front corporativo, as ações da Eletrobras (ELET3, R$ 10,75, -2,63%; ELET6, R$ 15,10, -2,08%) continuam a chamar atenção na ponta negativa da bolsa, pressionadas pela indenização menor que a esperada para as concessões com vencimento entre 2015 e 2017.

Conforme matéria publicada pelo Valor Econômico, a companhia já discute medidas para amenizar os impactos de uma redução da receita anual de R$ 8,5 bilhões por conta das novas regras. Entre as medidas em estudo, está a venda de participação nas distribuidoras do grupo, diz a reportagem.

Cesp questionará a revisão tarifária
Ainda no campo das elétricas, a Cesp (CESP6, R$ 17,09, -0,58%) anunciou na noite anterior via comunicado à CVM (Comissão de Valores Mobiliários) que vai questionar judicialmente tanto as indenizações quanto a metodologia de cálculo das tarifas. A Cesp tem três usinas cujas concessões vencem em 2015 e que respondem por 67% de sua capacidade de geração. A tarifa estabelecida para esses projetos em caso de renovação é de R$ 7 por MWh, cerca de um terço do valor anterior. A indenização ficou em R$ 1 bilhão.

Produção da OGX em Waimea declina
Por sua vez, a OGX (OGXP3, R$ 4,77, +1,27%) informou que a produção no complexo de Waimea, na bacia de Campos, caiu para 10,3 mil barris de óleo equivalente por dia em outubro, ante os 10,4 mil boe/dia em setembro.

De acordo com o comunicado, a média de produção por poço em outubro foi de 5,2 mil boe/dia, a mesma do mês anterior, dentro do nível de produção estabelecido, “ainda sem injeção de água”.

Calendário de oferta do Minerva
Já o frigorífico Minerva (BEEF3, R$ 11,25, +1,08%) anunciou que as ações de sua oferta serão negociadas na bolsa a partir de 30 de novembro. O preço por papel será fixado em 28 de novembro. A companhia havia entrado com o pedido de emissão de 37,5 milhões de ações em oferta primária em 19 de outubro.

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Sonae Sierra vende participação em três shoppings
A Sonae Sierra (SSBR3, R$ 31,50, -4,83%) anunciou acordos para a venda das participações que detinha em três shoppings no Brasil, por R$ 212,9 milhões. A companhia venderá a fatia de 51% no Shopping Penha e de 31% no Tivoli Shopping ao CSHG Brasil Shopping FII, fundo administrado pelo Credit Suisse Hedging-Griffo, enquanto a participação de 10,4% no Pátio Brasil Shopping foi adquirida pelo grupo controlador do empreendimento.

O anúncio veio junto com o balanço do terceiro trimestre – período no qual a administradora de shopping centers caiu 49,9%, para R$ 29,3 milhões. O montante refere-se ao lucro atribuível aos acionistas controladores da companhia.

Balanço impulsiona ações da São Carlos
No âmbito da temporada de resultados, os papéis da São Carlos (SCAR3, R$ 45,33, +0,29%) sobem forte nesta sessão, impulsionadas pelo balanço positivo do terceiro trimestre. Na véspera, após o fechamento do mercado, a companhia informou que seu lucro líquido somou R$ 23,2 milhões de julho a setembro, com aumento de 22% na comparação com o mesmo período do ano passado.

Lucro da Marcopolo cai 11% no terceiro trimestre e atinge R$ 69 milhões
Além disso, a Marcopolo (POMO4, R$ 13,35, -2,22%) registrou recuo de 11,8% no lucro líquido do terceiro trimestre ante igual período do ano antecedente, para R$ 69,2 milhões.

De acordo com a empresa, o resultado teve influência da venda de veículos completos, incluindo os chassis que foram faturados a preço de custo, da retração do mercado argentino.

Anhanguera cai, apesar de resultado elogiado
No caso da Anhanguera (AEDU3, R$ 34,26, -0,70%), os números positivos do terceiro trimestre não refletem o desempenho das ações neste pregão. Cabe lembrar que os papéis da empresa já acumulam forte ganhos no ano.  O lucro líquido da companhia mais que dobrou no período. 

Banco Panamericano amarga prejuízo
O Banco PanAmericano (BPNM4, R$ 4,76, -1,86%) acumulou um prejuízo de R$ 197,9 milhões no terceiro trimestre deste ano, contra um lucro líquido de R$ 2,8 milhões no mesmo período do ano anterior. A companhia justificou a variação no lucro pela cessão de carteira de crédito sem coobrigação.

Tefônica Brasil tem queda de 29,8% no lucro
A Telefônica Brasil (VIVT4, R$ 45,51, +1,61%) registrou lucro líquido de R$ 935,8 milhões no terceiro trimestre deste ano, o que corresponde a um recuo de 29,8% na comparação com o mesmo período de 2011.

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Lucro da Tegma cresce 5%
Já a empresa de logística Tegma (TGMA3, R$ 34,90, +0,26%) registrou lucro líquido de R$ 30,3 milhões no terceiro trimestre, crescimento de 4,8% em relação ao mesmo período do ano passado.

CPFL Energia cai 15,2% no terceiro trimestre
No setor de energia, a CPFL Energia (CPFE3, R$ 23,18, -0,22%) divulgou na noite de segunda-feira o resultado do terceiro trimestre. Durante os meses de julho e setembro, a receita operacional líquida da empresa totalizou R$ 3,845 bilhões, um crescimento de 16,8% na comparação anual.

Receitas da Direcional atingem recorde histórico, mas lucro cai
A Direcional Engenharia (DIRR3, R$ 12,80, +2,81%) obteve receita líquida de R$ 1,02 bilhão nos nove primeiros meses de 2012, uma alta de 31,9% na comparação anual – batendo pela primeira vez o número de R$ 1 bilhão. A incorporadora mineira teve receitas de R$ 372,71 milhões no trimestre, alta de 25,2% frente o mesmo trimestre em 2011.