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Quer operar contrato futuro de Bitcoin? Veja as dicas de traders experientes

XP e B3 realizaram evento com traders para uma "primeira olhada" no novo produto da Bolsa

Vitor Azevedo

Lançamento do Futuro de Bitcoin na B3. Divulgação/B3
Lançamento do Futuro de Bitcoin na B3. Divulgação/B3

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O contrato futuro de Bitcoin, o BITFUT, começou a ser negociado na B3. Ele vem chamando a atenção dos day traders por oferecer uma nova opção de negócio, para além dos já consolidados futuros de índice e de dólar, e no seu primeiro dia já teve mais de sete mil contratos negociados. Mas quem está interessado em operar o novo produto da Bolsa brasileira deve se atentar para alguns fatores.

No dia da estreia do contrato, nesta quarta-feira (17), traders experientes se reuniram na Arena B3 para o evento “O BIT venceu”, realizado em parceria pela Bolsa e a XP Investimentos. O InfoMoney esteve presente e buscou entender, com os traders, quais são as dicas e as particularidades deste novo contrato futuro.

Antes de mais nada, é importante entender que, na negociação de um contrato futuro, a liquidação é exclusivamente financeira, ou seja, não há compra e venda de criptomoedas, com investidores de varejo precisando depositar na corretora uma margem mínima de R$ 100 por contrato.

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Caio Assunção Scott, da mesa BMF da XP, menciona que a garantia para operar um contrato é baixa, mas defende que a negociação do BIT não é mais alavancada do que a de dólar, por exemplo, próxima a 300 vezes.

Operar alavancado pode aumentar significativamente os riscos associados às operações financeiras. A alavancagem permite que você negocie com uma quantia de capital maior do que realmente possui, necessitando apenas R$ 100 por contrato.

Embora isso possa amplificar ganhos se a negociação for bem-sucedida, também pode aumentar perdas se o mercado se mover de maneira contrária à operação. O que o BIT terá de diferente dos outros contratos, então, será o maior deslocamento de preço.

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“Ações, como a Petrobras, costumam ter oscilações de menores amplitudes. O Bitcoin já não. Altas de 10% são normais, podendo entregar operações com risco e retorno elevado, ou acima do WIN ou WDO”, explica Scotte. 

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Cuidado com a alavancagem

Filipe Borges, analista da Nomus, vai no mesmo caminho, mencionando a volatilidade do produto. “A volatilidade permite às pessoas fazerem dinheiro, mas também perderem. A Bolsa soltou uma margem baixa, de R$ 100, que eu não recomendo. Para o Bitcoin oscilar isso é questão de segundos. Vale ter uma margem maior e, se não tiver o dinheiro, juntar para isso”, fala.

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Entender a maior oscilação de preço que o Bitcoin apresenta quando comparado ao Ibovespa ou ao dólar foi algo muito citado pelos especialistas. 

“O BIT vai ser um contrato ‘muito nervoso’. A sugestão, para se preparar, é usar o simulador. Fora que, hoje em dia, temos uma série de produtos educacionais trazendo as características técnicas do ativo”, fala Martha Matsumura, analista da XP.

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Preparação e estudo

Borges, da Nomus, também fala que o simulador é um bom aliado para aqueles que querem começar a operar o BIT. Fora isso, o especialista menciona que pode ser interessante aumentar o período do intervalo dos gráficos analisados, para os adeptos da análise técnica. 

“Aumentar um pouco o tempo gráfico é a minha primeira dica. Colocar um stop muito curto, baseado em gráfico de um minuto, pode ser perigoso, já que a liquidez não está tão grande e o spread um pouco longo, vale aumentar o tempo gráfico. Quem tá acostumado com Ibov ou dólar pode achar que ‘não vai andar’, mas Bitcoin anda. Não há necessidade de operar um gráfico de um ou dois minutos. Um de quinze já vai trazer oportunidades”, fala. 

Scotte, da XP, também reforça que, não necessariamente, os modelos operacionais utilizados por traders em índice e em dólar podem ser utilizados de forma idêntica no BITFUT, valendo testar os conceitos operacionais dentro do ativo.

BITFUT: Oportunidades

De qualquer forma, a percepção geral dos analistas é que o BITFUT traz uma série de oportunidades. A descorrelação com o Ibovespa, por exemplo, foi um dos aspectos destacados por especialistas.

Como o BITFUT está correlacionado ao índice Nasdaq Bitcoin Reference PriceTM Index, ele não reflete questões internas, como risco fiscal, entre outros fatores.

O contrato, pelas características de volatilidade dos criptoativos, traz a expectativa de que as negociações possam durar mais durante a tarde, por um período mais longo da sessão, diferentemente do mini-índice e do minidólar, que tem mais concentração de negócios pela parte da manhã.

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