PRIO (PRIO3): analistas reiteram preferência pela ação entre petroleiras juniores em meio à turbulência de pares do setor

BBA manteve recomendação de compra para PRIO e elevou o preço-alvo ao fim de 2023 de R$ 53 para R$ 58

Felipe Moreira

Divulgação: Prio

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O Itaú BBA reiterou sua preferência pelas ações da PRIO (PRIO3), antiga PetroRio, entre as petroleiras juniores. A visão positiva é reforçada em um contexto de visão mais negativa para os seus pares 3R Petroleum (RRRP3) e PetroRecôncavo (RECV3) na Bolsa.

As ações de 3R Petroleum  e PetroRecôncavo têm perdas acumuladas de, respectivamente, 28,02% e 38,86% em 2023 (até o fechamento da sessão da última quarta-feira). Enquanto os papéis da PRIO recuam 7,82% no acumulado deste ano, próximo ao recuo de 5,3% do índice Ibovespa. As ações RECV3 sofreram um baque na Bolsa em meados de março com os dados de investimentos em capital acima do esperado, enquanto a 3R teve queda significativa nesta semana na Bolsa com o anúncio de aumento de capital, que pegou os investidores de surpresa.

Segundo o BBA, a preferência por PRIO não vem apenas das positivas perspectivas de crescimento implícitas nos certificados de reservas da empresa, mas também por causa do histórico de desempenho melhor do que o esperado nos planos de revitalização, combinado com ganhos de eficiência em custos e nos investimentos em imobilizados (capex).

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Em termos de crescimento orgânico, analistas ressaltam que o plano de revitalização do campo de Frade foi excelente até o momento, superando a expectativa da empresa e com os novos poços apresentando uma produção inicial estabilizada acima da produção média dos outros poços produtores de Frade. “A empresa agora tem uma série de perfurações nos próximos anos a fim de aumentar a produção do campo, o que, combinada com um menor capex por barril de reserva adicionada, provavelmente contribuirá para aumentar os retornos da PRIO”, completam.

Na frente inorgânica, o BBA acredita que devido aos compromissos globais de empresas de óleo e gás com a agenda de transição energética, novas oportunidades de aquisição poderiam aparecer na Bacia de Campos (região em que os campos da PRIO estão localizados).

De acordo com mapeamento do BBA, existem mais de 27 campos com participação de outras empresas petrolíferas na bacia de campos (sem levar em consideração os campos com 100% de participação da Petrobras).

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Por fim, o banco lembra que o aumento da produção de petróleo da companhia ao longo de 2022, principalmente através
de seu bem-sucedido plano de revitalização no campo Frade, combinado com esforços de eficiência de custos, resultou em uma série de baixas nos liftings costs (custo operacional médio para extrair cada barril de petróleo) ao longo do ano.

Assim, o BBA manteve recomendação de “compra” para PRIO3 e elevou o preço-alvo ao fim de 2023 de R$ 53 para R$ 58, o que implica em um potencial de valorização de 69% em relação ao último fechamento.

Cabe ressaltar que outras casas têm destacado preferência pela PRIO no contexto de turbulência para os pares do setor.

Nesta semana, a Genial Investimentos cortou a recomendação para as ações RRRP3 após o anúncio do aumento de capital e recomendou não participar da operação, vendo muitos ruídos com o anúncio de aumento de capital (que tinha sido vista como não necessária pelos analistas, o que levantou questionamentos sobre a operação da 3R).

“Preferimos alocar ‘dinheiro novo’ em um case ‘redondo’ a dar um benefício da dúvida a uma tese que vem se mostrando confusa e ainda cercada por questionamentos. Afinal de contas, pouco vale as nossas estimativas para 2025 e diante para 3R (onde se encontra o grande valor da 3R versus PRIO) caso o cenário de execução aquém do esperado se cristalize daqui por diante”, conclui a Genial.

No fim de março, o Goldman Sachs reforçou sua preferência pela PRIO entre as empresas juniores de petróleo por conta do valuation e perspectiva de crescimento, reforçando visão positiva após a empresa apresentar seus números de produção referentes ao campo de Frade, no início do mês.