Possível fator de pressão para SLC (SLCE3): fundo que detém 9% das ações terá que vender ativos?

Ações podem ficar sob pressão caso ocorram regastes significativos no fundo OAM após notícia de má conduta de seu fundador, aponta BBI

Felipe Moreira

(Alex Wong/Getty Images)

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A Odey Asset Management (OAM), empresa de investimentos com sede em Londres, que detém 9,29% das ações da SLC Agrícola (SLCE3), disse no sábado que se desvinculou totalmente de seu fundador, Crispin Odey, após graves acusações de má conduta.

Isso não impediu uma onda de resgates de clientes na segunda-feira, forçando o fechamento de um fundo (Odey Swan) e o bloqueio de outros dois (resgates foram interrompidos para o Brook Developed Market Fund, bem como o LF Brook Absolute Return Fund).

Segundo BBI, a realidade da separação pode ser mais complicada, já que Crispin Odey, 64, é seu fundador, gestor de fundos mais antigo, rosto público e um de seus maiores clientes.

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O banco acredita que este não tenha sido um foco particular dos investidores das ações da SLC. Caso ocorram resgates significativos dos referidos fundos, pode ser que algumas das ações detidas pela OAM possam estar sob pressão no curto prazo, incluindo as ações da empresa agrícola.

O BBI aponta que a participação da Odey Asset Management na SLC está dividida em diferentes fundos que somam 9% de participação. Por exemplo, de acordo com a Bloomberg, o LF Brook Absolute Return Fund, cujos resgates foram aparentemente interrompidos, tinha 2,5 milhões de ações da SLC em 28 de fevereiro, ou 1,1% do capital social total da SLC.

Enquanto isso, a Odey Asset Management entregou a gestão de fundos de seu LF Odey Opus Fund para James Hanbury, um fundo que possui 1,1 milhão de ações ou 0,5% do capital social total da SLC em 28 de fevereiro.

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O banco mantém recomendação underperform (desempenho abaixo da média do mercado, equivalente à venda) e preço-alvo de R$ 41, o que representa um potencial de desvalorização de 14% frente a cotação de fechamento da última terça-feira (13) de R$ 35,26.

De acordo com consenso Refinitiv, de 11 casas de análise que cobrem os ativos, 5 recomendam compra, 4 manutenção e 2 recomendam venda.