Mudanças em janeiro

Positivo e CSN Mineração: conheça as principais candidatas para a nova carteira do Ibovespa, segundo analistas

Primeira prévia do Ibovespa será divulgada em 1º de dezembro; analistas esperam saída de Getnet do índice

Por  Mariana Zonta d'Ávila

SÃO PAULO – Após a entrada de nomes como Alpargatas (ALPA4) e Rede D’Or (RDOR3) no Ibovespa em setembro, analistas se preparam para o próximo grupo de estreantes no principal índice de renda variável brasileiro. Positivo Tecnologia (POSI3) e CSN Mineração (CMIN3) são as principais candidatas a entrarem na atualização da carteira teórica do índice, que passará a vigorar a partir de 3 de janeiro, apontam analistas.

Em relatórios divulgados nesta semana, Bank of America, Itaú BBA, Morgan Stanley e XP Investimentos destacaram os papéis como os mais prováveis para compor a nova seleção, que terá três prévias, com a primeira delas divulgada no dia 1º de dezembro.

Isso porque esses ativos devem atender a critérios como de Índice de Negociabilidade (IN), que aponta o grau de negociação de um ativo no mercado de capitais, destacam os analistas do BofA. Ter os papéis negociados em 95% dos pregões no período de vigência das três carteiras anteriores também está entre os requisitos.

Na avaliação da XP, Positivo deve entrar no Ibovespa, com um peso projetado de 0,03%. CSN Mineração, por sua vez, teria participação de 0,3%.

Já Getnet (GETT11) deve sair do grupo, segundo o BofA e o BBA, dado que não atende os critérios para permanecer no Ibovespa.

Outras candidatas para compor o índice brasileiro, ainda que com menor probabilidade de inclusão, são as ações de Cesp (CESP6), Porto Seguro (PSSA3) e 3R Petroleum (RRRP3), segundo os analistas.

De acordo com o Itaú BBA, as chances de 3R Petroleum e Cesp serem adicionadas é pequena, dado que precisariam que o volume de negócios aumente no final do ano em relação ao restante do índice, pois não atendem ao IN. Os próximos na linha em termos de requisitos de volume de negociação são Porto Seguro e SLC Agrícola (SLCE3), escreve o banco, em relatório.

O Itaú BBA reforça que pode haver algumas surpresas, visto que o rebalanceamento definitivo está agendado para 31 dias de negociação a partir de agora, e que há algumas ações perto da zona de inclusão.

Na avaliação do banco, com a nova disposição do índice, o setor de commodities pesadas recuperariam sua participação no mercado, lideradas pela Vale (VALE3). Já as empresas financeiras estariam entre as principais perdedoras, lideradas por Itaú Unibanco (ITUB4).

Metodologia

A cada quatro meses, em janeiro, maio e setembro de cada ano, a B3 faz uma reavaliação das ações que compõem a carteira do Ibovespa para verificar se os ativos atendem aos seus critérios.

Entre as exigências estão: serem ativos negociados com regularidade e terem volume financeiro relevante (participação de pelo menos 0,1% do volume negociado durante o período de vigência das três carteiras anteriores).

Além disso, as ações não podem ser “penny stocks“, que são aquelas negociadas a valores inferiores a R$ 1,00.

Monitorar quais empresas devem sair ou entrar do índice pode ser importante, dado que os papéis incluídos no Ibovespa no passado valorizaram, em média, 10,4% um mês antes do rebalanceamento, destaca a XP, em relatório.

Isso porque as ações passam a ganhar atenção de fundos de investimento (gestão ativa e passiva, como os ETFs – os fundos de índice), além de a inclusão no índice aumentar o interesse por parte de investidores de forma geral.

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