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Mercosul analisará projetos para adoção de moeda única, afirma ministro argentino

O tema foi alvo de discussão entre os ministros da Economia e presidente dos Bancos Centrais dos integrantes que compõem o bloco, durante a 54ª Cúpula do Mercosul; Paulo Guedes, contudo, disse que possibilidade está em "horizonte distante"  

Nicolás Dujovne, Mauricio Macri e Christine Lagarde
(Casa Rosada (Presidencia de la Nación argentina))

SÃO PAULO - Nicolás Dujovne, ministro da Economia da Argentina, afirmou que o grupo de monitoramento macroeconômico do Mercosul analisará projetos que incluem a adoção de uma moeda única entre Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai. 

O tema foi alvo de discussão na manhã desta quarta-feira (17) entre os ministros da Economia e presidente dos Bancos Centrais dos integrantes que compõem o bloco, durante a 54ª Cúpula do Mercosul, em Santa Fé, na Argentina.

"Vamos fazer um trabalho nos países do Mercosul sobre as vantagens potenciais de uma moeda comum", apontou, complementando: "vamos fazer um estudo profundo de que mudanças deveríamos fazer antes de chegar neste processo que nos parece muito interessante".

Vale destacar que, na última terça-feira, Paulo Guedes, ministro da Economia brasileiro, afirmou que a possibilidade de criação de uma moeda comum entre Brasil e Argentina está num "horizonte mais distante". 

"Do ponto de vista objetivo, não houve nada disso ainda. Uma conversa, estamos falando de um horizonte que desembocaria numa moeda comum. Um horizonte mais distante", apontou ele. 

Por outro lado, apontou que a moeda única favoreceria a integração entre os países e traria benefício para a Argentina, que sofre desde o ano passado com  fuga de capitais. 

No começo de junho, o presidente Jair Bolsonaro e Guedes chegaram a ventilar a possibilidade da criação do "peso real". 

Desde o início do Mercosul, no início dos anos 90, existe a intenção de se criar uma moeda única. No entanto, choques econômicos, como a desvalorização do real, em 1999, impediram a concretização do plano. A discrepância entre as inflações de Brasil e Argentina, porém, seria um grande desafio. Em nota na época, o Banco Central (BC) afirmou que não tem projetos ou estudos sobre o assunto. 

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