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XP: Investidores veem Previdência 85% precificada e projetam Ibovespa a 120 mil pontos ao final de 2019

Por outro lado, dólar está próximo do "preço justo", devendo chegar a R$ 3,70 no fim do ano, de acordo com sondagem feita pela XP Investimentos com investidores institucionais

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(Shutterstock)

SÃO PAULO - Os integrantes do mercado financeiro melhoraram consideravelmente a percepção sobre a atuação do Congresso e sobre o governo de Jair Bolsonaro em meio ao avanço da reforma da Previdência na Câmara dos Deputados (veja mais aqui). 

Com relação às perspectivas para o mercado, boa parte da reforma já foi precificada pelos investidores, mas ainda há algum espaço para reação do Ibovespa e do dólar com as notícias vindas do Congresso.  É o que aponta a nova rodada de sondagem feita pela XP Investimentos com 83 investidores institucionais entre os dias 11 e 12 de julho. 

A mediana das projeções dos investidores aponta que a reforma da Previdência já está precificada em 85% pelo mercado, conforme mostra o gráfico abaixo:

Para o fim do ano, os investidores veem o Ibovespa podendo subir mais 15,5% em relação ao fechamento de sexta, chegando a 120 mil pontos, de acordo com projeção mediana. 

Por outro lado, a percepção é de que o dólar já esteja perto do seu "valor justo", com os investidores vendo uma queda de apenas 1,05% em relação ao fechamento de sexta, para R$ 3,70 no fim do ano. 

Já com relação à Selic, a perspectiva é de uma queda de 1 ponto percentual até o fim do ano, com a taxa de juro atingindo nova mínima histórica de 5,5% ao ano no fim de 2019. 

Confira as projeções para o Ibovespa, dólar e Selic até o fim do ano: 

 

Olhando para o curto prazo, as perspectivas para o benchmark da bolsa são positivas, com a projeção de que o índice possa chegar a 110 mil pontos até meados de setembro (ou alta de 5,87% ante o fechamento de sexta-feira). 

Confira as projeções para o Ibovespa, dólar e Selic de 1 a 2 meses: 

A percepção sobre a economia alcançada com a reforma aumentou consideravelmente frente a última sondagem, passando de R$ 700 bilhões para R$ 850 bilhões em 10 anos.

Vale ressaltar que, segundo o secretário especial de Previdência e Trabalho, Rogério Marinho, as mudanças que suavizaram as regras de aposentadoria e pensão para homens, mulheres, professores e policiais aprovadas no fim da última semana fizeram com que a economia da reforma fique em torno de R$ 900 bilhões em dez anos. Contudo, apontou, a aprovação da Medida Provisória do pente-fino do INSS fará com que a União ganhe “pouco mais de R$ 200 bilhões” nos próximos dez anos a partir de 2020, levando a uma reforma de cerca de R$ 1,1 trilhão. 

 

A maior parte dos investidores também pretende aumentar a sua participação no Brasil, aponta a pesquisa. Conforme mostra o gráfico abaixo, 57% deles pretendem aproveitar a eventual volatilidade para elevar a exposição ao País.

Já 25% pretendem reduzir o risco, mudando a posição para o benchmark, enquanto 16% esperam proteger parte do risco em Brasil e 2% têm a intenção de iniciar posições vendidas. 

O levantamento também mostrou maior otimismo com o programa de privatizações elaborado pelo governo. Se em maio a expectativa com as privatizações era de arrecadação de R$ 300 bilhões, em julho essa percepção melhorou, para R$ 400 bilhões. 

 

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