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Reforma da aposentadoria dos militares pode ser votada em agosto, diz Rodrigo Maia

Maia criticou tentativas de se beneficiar determinadas categorias no projeto, dizendo que podem gerar "efeito dominó"

Rodrigo Maia
(Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil)

SÃO PAULO - Para o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), a aprovação da reforma da Previdência na comissão especial foi um "trabalho da maturidade brasileira", mostrando que os deputados estão prontos para votar a proposta e que os eleitores entenderam que é preciso passar por este sacrifício.

Em conversa com jornalistas antes de subir ao palco na Expert XP 2019, o deputado se mostrou otimista com a aprovação da reforma no plenário, mas apontou que a inclusão de estados e municípios no texto poderia tirar entre 50 e 60 votos favoráveis na Câmara.

Questionado sobre a reforma das aposentadorias dos militares, Maia disse que em agosto terá início o trabalho da comissão especial para avaliar a proposta. Segundo ele, este é um projeto de lei que tramita mais rápido e deve ter uma votação mais fácil. "Acredito que no mês de agosto nós conseguimos votar o projeto dos militares", disse.

Já no caso dos policiais, o deputado disse que a retirada do grupo da proposta não compromete a economia prevista porque é um "quadro com poucos servidores". Por outro lado, Maia acredita que isso compromete o "compromisso de que todos vão contribuir."

"Então se tirar, você vai estar sinalizando para milhões de brasileiros que teve um grupo que conseguiu ficar fora e não vai ter regras de idade mínima", afirmou.

Maia criticou tentativas de se beneficiar determinadas categorias no projeto, dizendo que podem gerar “efeito dominó”. "Esforço de todos, inclusive servidores da polícia, deve ser construção de solução que seja igual aos outros dois modelos, para que não pareça que alguém tem transição melhor que outros", disse o deputado.

Por fim, questionado sobre o pacote anticrime do ministro Sergio Moro, o presidente da Câmara afirmou que há um grupo trabalhando na proposta. "Nós vamos votar mais rápido do que ele acredita", afirmou lembrando que existe a proposta do ministro do STF Alexandre de Moraes e que será estudado o que há de melhor em cada projeto. Para ele, o pacote deve avançar a partir de agosto.

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