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Joice: Parlamento tem que escolher se quer aprovar uma reforma 'perneta'

Ela não detalhou quais pontos serão alterados, mas disse que o governo não se nega a modificar nada no projeto

Joice Hasselmann
(Agência Brasil)

A líder do governo no Congresso, deputada Joice Hasselmann (PSL-SP), disse nesta segunda-feira, 22, que a equipe econômica espera terminar nesta terça-feira ajustes no texto da reforma da previdência negociados com partidos do Centrão.

Ela não detalhou quais pontos serão alterados, mas disse que o governo não se nega a modificar nada no projeto. O governo quer concluir nesta terça-feira a votação, adiada na semana passada, na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados.

"Se for preciso dar um pequeno passinho para trás para a gente andar dez para frente, é muito mais inteligente fazer essa negociação. É preciso que essa possível flexibilização seja levada aos outros líderes", disse Joice. "O governo não está se furtando de conversar ou abrir mão de qualquer ponto, desde que seja mantida nossa espinha dorsal. É R$ 1 trilhão o que precisamos (economizar). Se desidratar mais do que isso vamos ter problemas com a Previdência. Não vamos ter o impacto necessário para dar uma tranquilidade durante duas décadas para o nosso País."

Segundo ela, porém, o governo não vai aceitar "pedidos sem fim" de alteração da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) na CCJ. Joice afirmou que a versão final da reforma será uma "escolha" do Congresso e que aprovar uma reforma "meio perneta" trará problemas no prazo de oito a dez anos.

A deputada disse que os partidos do Centrão querem acelerar a tramitação e que o governo vai apresentar os dados econômicos que embasam a reforma na comissão especial a ser instalada para analisar a PEC.

"A métrica da conta está disponível no Congresso Nacional. Basta buscar e olhar. Se além desses números os líderes querem esmiuçar cada ponto especificamente, e eu acho que está correto, a gente vai fazer isso na comissão especial. Não há a menor condição de fazer isso na CCJ. Aí me parece um subterfúgio para empurrar com a barriga um pouquinho mais a votação do relatório", disse a congressista.

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