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Lula supera Dilma e é visto como maior responsável pela situação econômica atual, mostra XP/Ipespe

Para 55% dos brasileiros, petistas são os grandes vilões da atual crise. Temer é apontado por 16%, seguido por "fatores externos", citados por 11%

Lula
(José Cruz/Agência Brasil)

SÃO PAULO - Enquanto o presidente Jair Bolsonaro vive um período de "lua de mel" com o eleitorado, a situação da principal força de oposição ao seu governo neste momento não é nada fácil. Além de ter perdido lugar até mesmo para o ministro Paulo Guedes (Economia) em termos de aprovação popular, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva também enfrenta o rótulo de vilão da crise econômica.

Segundo pesquisa XP/Ipespe, realizada entre os dias 9 e 11 de janeiro, 34% dos entrevistados apontam o petista como o maior responsável pela atual situação enfrentada pelo país. O levantamento é o terceiro da série feita com a população após as eleições e contou com 1.000 entrevistas telefônicas conduzidas por operadores. A margem máxima de erro é de 3,2 pontos percentuais para cima ou para baixo.

Com esse percentual, Lula supera até a ex-presidente Dilma Rousseff, que o sucedeu e comandou o país por cinco anos e cinco meses, quando foi afastada do cargo por um processo de impeachment. Para 21%, Dilma é a maior responsável pela situação econômica atual. Atrás dela, vem seu vice e sucessor após a queda, Michel Temer, com indicações de 16% dos entrevistados. Outros 11% veem fatores externos como os principais responsáveis. Bolsonaro, apesar de pouco mais de duas semanas no cargo, foi citado por 3%.

Os detalhes estão no gráfico abaixo:

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Confira a íntegra da pesquisa clicando aqui.

Metodologia

A pesquisa XP/Ipespe foi feita por telefone, entre os dias 9 e 11 de janeiro, e ouviu 1.000 entrevistados de todas as regiões do país. Os questionários foram aplicados "ao vivo" por entrevistadores e submetidos a verificação posterior em 20% dos casos. A amostra representa a totalidade dos eleitores brasileiros com acesso à rede telefônica fixa (na residência ou trabalho) e a telefone celular, sob critérios de estratificação por sexo, idade, nível de escolaridade, renda familiar etc.

O intervalo de confiança é de 95,45%, o que significa que, se o questionário fosse aplicado mais de uma vez no mesmo período e sob mesmas condições, esta seria a chance de o resultado se repetir dentro da margem de erro máxima, estabelecida em 3,2 pontos percentuais.

O Ipespe realiza pesquisas telefônicas desde 1993 e foi o primeiro instituto no Brasil a realizar tracking telefônico em campanhas eleitorais, a partir de 1998. O instituto tem como presidente do conselho científico o sociólogo Antonio Lavareda e na diretoria executiva, Marcela Montenegro.

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