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Em reunião marcada por farpas entre Alckmin e Doria, PSDB anuncia que não apoiará nem Bolsonaro nem Haddad

Segundo reportagem do jornal Folha de S.Paulo, Alckmin insinuou que Doria é "traidor"

Geraldo Alckmin e João Doria
(Governo do Estado de São Paulo)

SÃO PAULO - Derrotado em primeiro turno na corrida presidencial com 5 milhões de votos, o ex-governador Geraldo Alckmin (PSDB) chamou o candidato de seu partido ao governo de São Paulo, João Doria, de "traidor", em reunião da Executiva Nacional da sigla, realizada a portas fechadas, em Brasília. As informações são dos sites dos jornais Folha de S.Paulo e O Estado de S.Paulo.

Em um trecho obtido pelo Estadão, Alckmin, que é presidente nacional do partido, aparece chamando Doria de "temerista" e dizendo: "Traidor eu não sou". O ex-prefeito disse que a reunião terminou "em paz e sem ressentimentos". "Não saio com nenhuma mágoa", afirmou.

O candidato ao governo paulista cobrava do partido mais ajuda financeira às campanhas de quem disputava o segundo turno nas eleições. Em sua fala, Doria diz que o partido deve se concentrar inteiramente à eleição de seus seis representantes nos governos estaduais, e que, terminado este processo, seja feita uma avaliação completa sobre erros e acertos do partido.

Na reunião, os tucanos também discutiram a posição do partido no segundo turno das eleições presidenciais. A decisão, anunciada pelo próprio Alckmin, foi liberar os filiados a apoiar quem quiserem na disputa pela presidência da República: Jair Bolsonaro (PSL) ou Fernando Haddad (PT).

No último domingo (7), logo após a votação do primeiro turno, em que Alckmin apareceu na quarta posição, Doria declarou apoio a Bolsonaro. Antes mesmo disso, o ex-prefeito paulistano já havia dado sinalizações que foram interpretadas como aceno ao militar reformado.

Conforme lembra a reportagem da Folha, Doria está em uma ofensiva para tirar Alckmin do comando nacional do PSDB. O ex-prefeito tenta tomar o controle do partido. O pêndulo na legenda pode pender ainda mais a favor de Doria em caso de vitória contra o atual governador Márcio França (PSB) na briga pelo Palácio dos Bandeirantes.

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