Em mercados / politica

Bolsonaro defende Paulo Guedes e alíquota única do IR em primeira entrevista após ataque

Em entrevista à Folha de S. Paulo, candidato também criticou a campanha de Geraldo Alckmin (PSDB)

Jair Bolsonaro
(Reprodução autorizada Band)

SÃO PAULO – O candidato à presidência Jair Bolsonaro (PSL) deu uma entrevista nesta sexta-feira (21) ao jornal Folha de S. Paulo, a primeira desde que sofreu um ataque à faca durante campanha política há duas semanas.

Líder das pesquisas de intenção de voto, o candidato hospitalizado conversou com o jornal por quarto minutos e falou sobre as polêmicas mais recentes envolvendo Paulo Guedes, cotado como seu ministro da Fazenda em caso de vitória, e general Mourão, seu candidato a vice.

Ele defendeu o economista, criticado nesta semana por ter sugerido a recriação de um imposto parecido com a CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira) e de uma alíquota única do Imposto de Renda de 20% para pessoas físicas e jurídicas. "Olha, ele [Guedes] não tem experiência política. O cara dá uma palestra de uma hora, fala uma coisa por segundos e a imprensa cai de porrada nele”, disse.

Bolsonaro já havia se pronunciado sobre a questão em seu Twitter: “Votei pela revogação da CPMF na Câmara dos Deputados e nunca cogitei sua volta. Nossa equipe econômica sempre descartou qualquer aumento de impostos. Quem espalha isso é mentiroso e irresponsável. Livre mercado e menos impostos é o meu lema na economia!”, escreveu.

Durante a conversa, o candidato ainda se mostrou a favor da alíquota única para o IR. “Se ele usa a palavra IVA (Imposto de Valor Agregado) e não CPMF, não tem confusão nenhuma. Parece uma boa ideia, vamos estudar. A alíquota única do IR para quem ganha mais é uma boa ideia", disse ao jornal.

Questionado sobre outra polêmica, desta vez envolvendo Mourão, que sugeriu que lares pobres “sem pai e avô” são “fábricas de desajustados” e levam pessoas para o narcotráfico, ele não comentou.

Leia também:
Bolsonaro "ouve muito Paulo Guedes", mas palavra final é dele, diz filho
- Haddad salta 6 pontos e deixa Ciro para trás, mas vê rejeição chegar a 60%; Bolsonaro sobe para 28%, mostra XP/Ipespe
- Bolsonaro é ameaça para o Brasil e seria um "desastre" como presidente, diz Economist

Ele ainda aproveitou para fazer críticas à campanha de Geraldo Alckmin (PSDB), que vem apresentando a imagem de Bolsonaro de forma negativa na propaganda eleitoral. “Vejo com muita tristeza o Geraldo Alckmin, uma pessoa em que eu já votei. Eu não esperava isso dele”, disse.

"Eu não tenho tempo para rebater esse festival de baixaria. Podia perguntar da merenda, da obra do Rodoanel, da Odebrecht", disse, citando as denúncias contra o tucano. "É covardia do Alckmin", completou.

O deputado ainda disse que deve ter alta já nos próximos dias. Segundo a última pesquisa eleitoral XP/Isepe, realizada entre 17 e 19 de setembro e divulgada nesta sexta-feira (21), o candidato já tem 28% das intenções de voto no primeiro turno em cenário estimulado; isso representa um crescimento de 2 pontos percentuais em comparação com a semana anterior.

Invista melhor o seu dinheiro. Clique aqui e abra sua conta na XP

 

Contato