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Coligação de Meirelles entra no TSE contra aliança de Alckmin com "centrão"

Iniciativa põe em risco tempo de rádio e televisão a que o tucano teria direito no horário de propaganda eleitoral gratuito, a partir de 31 de agosto

Geraldo Alckmin
(Reprodução)

SÃO PAULO - A coligação formada por MDB e PHS, que tem o ex-ministro da Fazenda Henrique Meirelles como candidato ao Palácio do Planalto, decidiu, nesta sexta-feira (17), contestar no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) a aliança formada em torno da candidatura de Geraldo Alckmin (PSDB). O tucano conta com apoio de outros oito partidos: PTB, PP, PR, DEM, Solidariedade, PPS, PRB e PSD.

A movimentação põe em risco a estrutura construída pelo tucano para a corrida presidencial e a fatia a que sua coligação tem direito no horário de propaganda eleitoral gratuita em rádio e televisão, a partir de 31 de agosto.

Conforme noticia a coluna Painel, do jornal Folha de S.Paulo, emedebistas identificaram que ao menos três siglas que se aliaram ao PSDB deixaram de atualizar as atas de suas convenções, o que teria gerado falhas na formalização do apoio ao tucano dentro do prazo legal estabelecido.

Há uma avaliação de que a deficiência de documentos não poderia ser sanada, já que o prazo já se encerrou, o que pode comprometer parte do tempo de rádio e televisão que Alckmin teria durante a campanha.

O MDB sustenta que, nas atas destacadas, constam apenas a coligação do respectivo partido com o PSDB, quando seria necessário informar todas as siglas que fazem parte da aliança.

Questionado pelo Broadcast, o presidente nacional do MDB, senador Romero Jucá (RR) disse que esta não é uma decisão partidária, mas da própria coligação formada em torno da candidatura de Meirelles.

 

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