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Brasil está passando por um momento muito dramático (e não é por causa da eleição), aponta economista

"Não só a globalização está se aprofundando e radicalizando, como a geografia econômica internacional está passando por um novo rearranjo por conta das novas tecnologias", destacou a economista Lídia Goldenstein no Painel WW

SÃO PAULO - Passada a Copa do Mundo, o Brasil deve voltar agora os seus olhos para as eleições de outubro, que prometem ser as mais disputadas desde 1989 e com candidatos no chamado extremo do espectro político, tanto à direita quanto à direita. Porém, além do perigo eleitoral imediato, estamos passando por um momento muito mais dramático na nossa relação com o mundo. 

É o que destacou a economista Lídia Goldenstein, presidente da LGoldenstein Consultoria, em debate no Painel WW, mediado por William Waack na última sexta-feira.

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"Estamos passando por um momento muito mais dramático, não só a globalização está se aprofundando e radicalizando, como a geografia econômica internacional está passando por um novo rearranjo por conta das novas tecnologias", afirmou a economista durante o programa, que contou também com a participação de Alberto Pfeifer, pesquisador colaborador do Instituto de Estudos Avançados da USP e Marcos Troyjo, professor da Universidade de Columbia e colunista do jornal Folha de S.Paulo. E nós podemos ficar de fora disso. 

No debate, que tratou sobre "por que o Brasil diminuiu no cenário global", Lídia ainda destacou que o Brasil se voltou muito para si mesmo e que o tamanho do nosso mercado acaba sendo, ao mesmo tempo, "um passivo e um ativo".

"Quando a gente atrai indústria automobilística, atrai com tecnologia velha, com 'caminhões de subsídios' e todo protecionismo do mundo porque nós temos um grande mercado. Nós nunca exigimos contrapartidas de investimento tecnológico ou, quando exigimos, é pouco. Mas por que isso? A diplomacia foi formada nos anos 1960, muito baseada na visão 'cepalina' de substituição de importações. Só recentemente, o Itamaraty passou a questionar o seu papel, enquanto a Fiesp segue exigindo fechamento na economia e subsídios e o BNDES deixou de pensar estratégias", destaca a consultora. 

Já Alberto Pfeifer ressalta que o Brasil tem um "arquipélago [ou seja, algumas ilhas apenas] de excelência", com o agronegócio fazendo boa pesquisa e havendo uma estratégia de inserção no exterior. Contudo, ela ainda não está conectada a uma estratégia de conexão internacional mais ampla.

Confira trecho do programa abaixo (para ver o programa completo, clique aqui): 

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