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Triplex do Guarujá atribuído a Lula vale R$ 2,2 milhões, mostra perícia de Moro

Na avaliação judicial, também foram encontrados um fogão, um exaustor e uma geladeira, sem uso e desligados, no imóvel, além de armários e camas "em bom estado de conservação", destaca Folha

Sérgio Moro e Lula
(Arquivo/Agência Brasil)

SÃO PAULO - Laudo que traz a avaliação judicial do triplex no Guarujá atribuído ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva mostrou que o apartamento vale R$ 2,2 milhões, informa a coluna de Mônica Bergamo, do jornal Folha de S. Paulo.

Na avaliação judicial, também foram encontrados um fogão, um exaustor e uma geladeira, sem uso e desligados, no imóvel, além de armários e camas "em bom estado de conservação". O procedimento foi feito a pedido do juiz federal Sérgio Moro, da 13ª Vara Federal de Curitiba.

No final de janeiro, Moro  determinou a venda, em leilão público, do triplex. A decisão foi tomada após o imóvel ter sido penhorado a pedido da 2ª Vara de Execução de Títulos Extrajudiciais da Justiça Distrital de Brasília, em processo da empresa Macife contra a OAS.  O juiz, que atribui o apartamento ao petista, suspendeu o procedimento e determinou a venda do imóvel. 

De acordo com o laudo, "no primeiro pavimento há uma sala com varanda, cozinha e área de serviço, lavabo e uma suíte" que não existia na planta original, modificada "para a inclusão deste dormitório". Já no segundo pavimento "existem três quartos compactos", sendo um deles suíte, "um banheiro e um hall de distribuição". No terceiro pavimento há uma sala, churrasqueira e piscina. Coifa e armários desta área "apresentam sinais de desgaste e ferrugem". Um elevador integra os três andares. "O imóvel possui piso frio em todos os cômodos e armários planejados nos quartos, cozinha, área de serviço, área externa e banheiros", aponta o documento.

No último dia 24 de janeiro, Lula foi condenado em segunda instância - pelo TRF-4 - no caso triplex do Guarujá, corroborando a decisão de Moro e inclusive aumentando a pena do caso de 9 anos e seis meses de prisão para 12 anos e um mês. 

Para Moro, que condenou Lula em primeira instância, ficou provado nos autos que o ex-presidente e a ex-primeira-dama Marisa Letícia eram de fato os proprietários do imóvel e que as reformas executadas no triplex pela empresa OAS provam que o apartamento era destinado a Lula e faziam parte do pagamento de propina ao ex-presidente por ter beneficiado a empreiteira em contratos com a Petrobras. 

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