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País precisa aproveitar quadro econômico e construir novas siderúrgicas, diz Lula

"Não podemos ficar sentados olhando a China crescer", disse o presidente no 20º Congresso Brasileiro de Siderurgia

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SÃO PAULO - Visualizando a necessidade de novos investimentos, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse na última segunda-feira, durante a abertura do 20º Congresso Brasileiro de Siderurgia, em São Paulo, que o país precisa aproveitar o cenário econômico favorável e construir novas usinas siderúrgicas.

"Não podemos ficar sentados em berço esplendido olhando a China crescer", destacou. "Está na hora de construir uma siderúrgica no Maranhão, acho que está na hora de a gente pensar na siderúrgica do Ceará".

Lula acredita que o Brasil não pode mais ficar olhando prazerosamente a Vale do Rio Doce encher navios cada vez maiores de minério de ferro. A idéia é de que a commodity poderia sair com maior valor agregado.

Investimentos de US$ 30 bilhões nos próximos quatro anos
Lula informou que as siderúrgicas brasileiras investirão US$ 30 bilhões nos próximos quatro anos e também tentou tranqüilizar os investidores, sugerindo que seja quem for o próximo presidente as regras não serão alteradas.

"Aqui no Brasil nós ficamos achando que o mundo vai acabar se ganhar fulano, que o mundo vai explodir se ganhar beltrano. Nós queremos deixar o Brasil preparado no final do mandato para que vocês nunca mais tenham medo de eleição porque ela pode mudar o homem que dirige o país, mas ela não muda as regras que foram consolidadas pela sociedade".

Em relação à demanda por aço, o presidente avaliou que o Brasil precisa se preocupar em atender o mercado interno e externo, mas destacou que as obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) serão grandes consumidoras do aço a ser produzido no país nos próximos anos.

"Se a gente imaginar que só na questão da logística, com rodovias, ferrovias, portos, hidrovias e aeroportos, estamos investindo R$ 58 bilhões; se nós imaginarmos que na geração, transmissão, petróleo, gás e combustíveis renováveis, estamos investindo R$ 274 bilhões; e se imaginarmos que para saneamento básico, habitação, recursos hídricos e metrôs tem mais R$ 170 bilhões, tudo isso em 10 anos".

 

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