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Para evitar saia justa em jantar de luxo, Doria sobe em cadeira e "jura lealdade" a Alckmin

Segundo a coluna de Monica Bergamo, havia a intenção de alguns dos convidados, próximos ao prefeito, de lançar o nome de Doria para o Planalto nas próximas eleições já no evento da última terça (21)

João Doria
(Facebook)

SÃO PAULO - O prefeito de São Paulo, João Doria (PSDB), tentou evitar uma saia justa com seu padrinho político e colega de partido, Geraldo Alckmin, governador do Estado, em um jantar de luxo oferecido pela empresária Lucilia Diniz nesta semana na capital paulista.

Segundo a coluna de Monica Bergamo, da Folha de S.Paulo, após ser muito elogiado pela anfitriã e apresentado como "a maior promessa da renovação da política nacional", Doria foi rápido em pegar o microfone e afirmar que "o maior nome da política nacional é Geraldo Alckmin". A agilidade do tucano teve como objetivo evitar reações da plateia em apoio a seu nome para a disputa presidencial de 2018, por exemplo.

Doria, que já declarou diversas vezes que seu candidato é Alckmin, deu a palavra ao aliado e, após o discurso do tucano, reafirmou a aliança entre os dois. Antes de voltar a falar no microfone, o prefeito tirou os sapatos e subiu em uma cadeira para ser visto por todos os presentes. "Não sou candidato a nada. Meu candidato à Presidência é Geraldo Alckmin. Aprendi com meu pai a ser le-al", disse, enfatizando cada sílaba. "Lealdade não vai me faltar nunca", afirmou, acrescentando elogios ao colega de partido.

De acordo com a colunista, havia a intenção de alguns dos convidados, próximos ao prefeito, de lançar o nome de Doria para o Planalto nas próximas eleições já naquela noite. Um secretário municipal teria dito que está "apavorado com essa onda". O movimento só foi "contido" porque o atual governador - e virtual candidato do PSDB à presidência - estava presente no evento.

 

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