Em mercados / politica

Analistas divergem sobre perspectivas de curto prazo e tendência do Ibovespa

Consenso é de que o mercado deverá seguir influenciado por quadro político e novos dados sobre economia dos EUA

v class="show-for-large id-0 cm-clear float-left cm-mg-40-r cm-mg-20-b" data-show="desktop" data-widgetid="0" style="">
SÃO PAULO - Após três semanas seguidas de perdas, os últimos cinco pregões finalmente foram de recuperação para o mercado acionário brasileiro. A percepção de que alguns papéis foram excessivamente penalizados e atingiram níveis atrativos fez com que investidores voltassem às compras. O Ibovespa acumulou forte valorização de 4,74% e atingiu 36.449 pontos.

A forte alta das ações de Petrobras, Vale e Telemar - as mais líquidas da Bolsa - garantiu ao índice a manutenção da trajetória positiva na semana. O avanço das bolsas norte-americanas também contribuiu para que o clima positivo prevalecesse. O índice Dow Jones atingiu sua máxima histórica na última quinta-feira.

Apesar dos significativos ganhos registrados, principalmente pelas ações com melhores premissas fundamentalistas, a cautela novamente esteve presente. As preocupações em torno do ritmo da desaceleração da economia norte-americana apresentaram alguma melhora, mas nada que impulsionasse de forma significativa as compras dos estrangeiros.

Às vésperas das eleições, mesmo com a provável vitória de Lula já no primeiro turno, muitos investidores preferiram aguardar o pleito para rever suas estratégias. As novas informações sobre o escândalo envolvendo o dossiê contra o tucano José Serra chamaram a atenção.

Clima de cautela segue elevado
Em relação às perspectivas de curto prazo, o consenso dos analistas é de que o mercado deverá seguir influenciado pelo noticiário político e novos dados sobre a economia norte-americana. O desempenho de Wall Street segue em evidência.

Na opinião de Sérgio Mota, da corretora Umuarama, o clima de cautela segue elevado e a deterioração das perspectivas para o crescimento da economia brasileira e norte-americana se apresenta como um limitador. "Acredito que o mercado deverá ficar meio de lado na próxima semana. Também não descarto possíveis quedas", conclui o diretor de operações.

Perspectivas mais favoráveis
Apresentando uma visão um pouco mais otimista, Tatiane Cruz Pereira, da corretora Coinvalores, avalia que o mercado pode ainda registrar novas valorizações nos próximos pregões, caso os novos indicadores da economia dos Estados Unidos reforcem a percepção de uma desaceleração suave da atividade.

Internamente, Tatiane acredita que Lula, se reeleito, encontrará dificuldades em seu próximo mandato. Mas nada que inviabilize o seu governo e o desenvolvimento do país.

"O PT está sem um sucessor para 2010 e não será interessante para a oposição assumir a presidência com a agenda de aprovação de reformas totalmente parada. Não acredito que a governabilidade de Lula em seu segundo mandato será tão inviável como muitos estão esperando. Mas é claro que precisamos ficar atentos ao noticiário político. Caso novos fatos ou denuncias apareçam, esse cenário tem de ser reavaliado", completa.

 

Contato