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Unibanco interpreta a queda da bolsa como exagerada; reação não virá esse mês

O mercado agiu com apreensão em janeiro, por conta da Selic; fevereiro não será de forte recuperação, segundo o banco

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SÃO PAULO - O Unibanco divulgou suas perspectivas para o mercado de ações em fevereiro, quando acredita que a recuperação das perdas de janeiro pode não ocorrer de forma consistente. Os analistas acreditam que a desvalorização de 7,05% do Ibovespa no primeiro mês do ano foi exagerada, sendo que a preocupação do mercado estava relacionada com o rumo da taxa Selic, taxa básica de juro.

Na visão do banco, os eventos de fevereiro não ajudarão a diminuir estas dúvidas, fazendo com que a recuperação da bolsa paulista não seja muito expressiva. O relatório ainda comenta as perspectivas dos analistas para a reunião do Copom e para a sua ata, bem como as influências do plano político no mercado acionário.

Estimativa de elevação de Selic
Na reunião do Copom (Comitê de Política Monetária) do dia 16 de fevereiro, é praticamente consenso que haverá elevação da Selic. Ainda não se sabe qual o tamanho da elevação, 25 ou 50 pontos-base, dos atuais 18,25% ao ano. O Unibanco acredita que o aumento será de 50 pontos base, com os sinais conservadores que o Copom e o Banco Central vêm enviando.

Segundo o Unibanco, se o aumento for de 25 pontos base, o mercado de ações deve registrar alta, interpretando que não haverá novos aumentos após fevereiro. Já no dia 24 de fevereiro, será anunciada a ata do Copom, que sinalizará a tendência para os próximos meses.

No plano político, após quase dois meses de recesso, o Congresso voltará a funcionar no dia 15 de fevereiro. Segundo o Unibanco, é improvável que votações importantes, que tenham impacto sobre o mercado, avancem. Até o final de fevereiro, as atenções estarão voltadas para a definição dos novos Presidentes da Câmara e do Senado e para o anúncio da reforma Ministerial.

 

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