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Tensões no Planalto: após críticas, Casseb deixa a presidência do BB

Em seu lugar, assume o cargo o vice-presidente de negócios internacionais e atacado, Rossano Maranhão Pinto

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SÃO PAULO - Quem esperava que a terceira semana de novembro, encurtada pelo feriado da Proclamação da República, seria calma em Brasília, esteve bastante enganado. Além das agitações no Congresso para a retomada das votações de matérias importantes nas casas, como as PPPs (Parcerias Público-Privada), um fato novo atraiu a atenção do mercado em geral.

No início da noite desta terça-feira, dia 16 de novembro, o ministro da Fazenda, Antonio Palocci, veio a público anunciar que aceitou o pedido de demissão do presidente do Banco do Brasil, Cássio Casseb. A saída de Casseb da presidência do BB já vinha sendo esperada desde agosto, quando cresceram as críticas em torno de sua pessoa por conta do patrocínio dado pelo banco a um evento para angariar fundos para o PT (Partido dos Trabalhadores).

Saída de Casseb já era esperada
Além disso, um importante jornal de circulação nacional divulgou nesta terça-feira um artigo denunciando a contratação de consultores sem licitação pelo Banco do Brasil. De acordo com a matéria, o BB teria empregado três consultores por salários de até R$ 820 mil por ano, que tinham uma coisa em comum em seus currículos: o fato de terem sido executivos da Credicard, grupo que já havia sido presidido por Casseb.

Com a saída de Cássio Casseb, a presidência do Banco do Brasil é assumida interinamente pelo vice-presidente de negócios internacionais e atacado, Rossano Maranhão Pinto. A indicação de Cássio Casseb para o cargo de presidente do BB havia sido feita em 29 de janeiro de 2003, logo no primeiro mês do governo Lula.

 

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