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Reajuste tarifário neste início de ano traz melhores perspectivas para a Copel

Após manutenção do preço de energia em 2004, companhia paranaense terá melhor resultado operacional, afirma Merrill Lynch

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SÃO PAULO - Ajustando suas estimativas para a Copel (Companhia Paranaense de Energia Elétrica), o banco de investimento Merrill Lynch estima que a empresa deverá melhorar seu resultado no primeiro trimestre de 2004, que deverá ser reportado no dia 14 de maio próximo.

A análise mostra que a empresa deverá ser beneficiada pelo crescimento nas tarifas e no volume de energia vendido, assim como menores custos com compras de energia e investimentos. A Merrill Lynch também alterou as projeções para o desempenho da empresa no ano.

Mercado estima melhora operacional para a Copel
Após ter registrado uma perda líquida de R$ 15,5 milhões no mesmo período do ano anterior, as perspectivas para o primeiro trimestre de 2004 para a Copel são bem mais favoráveis, já que a Merrill Lynch estima um lucro líquido de R$ 138,2 milhões para o período.

As receitas líquidas da companhia deverão passar de R$ 713,8 milhões para R$ 885,8 milhões entre os dois períodos, segundo esta análise, que ainda aponta uma geração operacional de caixa de R$ 304,4 milhões para a Copel nos três primeiros meses do ano. No mesmo período do ano anterior, o Ebitda da empresa foi negativo.

Justificando o melhor resultado, a implementação do reajuste tarifário de 15% nas tarifas da companhia, após a Aneel ter autorizado um reajuste de 27% no ano passado, além do crescimento de 0,9% nos volumes vendidos de energia, mesmo com uma estimada perda de 1,5% no mercado industrial da Copel, deverão ser os destaques. Além disto, o menor custo com compras de energia, que deverão cair de R$ 309,8 milhões para R$ 220,9 milhões entre os dois períodos, deverá impulsionar um melhor resultado.

Merrill Lynch melhora projeções da Copel para 2004
Após a empresa ter reajustado suas tarifas neste início de ano, a Merrill Lynch elevou de R$ 1,096 bilhão para R$ 1,192 bilhão a estimativa da geração operacional de caixa da Copel para 2004. Para o ano de 2005, a projeção foi elevada de R$ 1,235 bilhão para R$ 1,262 bilhão.

Assim, o banco de investimento analisa que as maiores tarifas serão suficientes para compensar a projeção de menor crescimento na demanda por energia no ano, 1,2% em relação à projeção de 3,2% de crescimento feita anteriormente. A pior projeção ocorreu em função da estimativa de queda de 1,3% no consumo industrial.

Vale destacar que atualmente alguns importantes consumidores industriais de energia no Paraná estão se tornando consumidores livres e fugindo do mercado das distribuidoras. Para combater isto, a Copel está tentando manter baixas suas tarifas, o que prejudica seus indicadores operacionais.

Recomendação dos papéis da Copel ainda é neutra
Mesmo com as melhores projeções, a recomendação dos papéis preferenciais da Copel ainda segue "neutra", segundo a Merrill Lynch. O risco político associado à empresa, em função das constantes intervenções do governo paranaense em assuntos relacionados à Copel, limita a valorização dos papéis da empresa.

Assim, o banco ressalta que o governo estadual comprometeu os reajustes das tarifas da Copel em 2003, além de ter buscado retirar a empresa do mercado que surgirá com o novo modelo, sendo que este deverá elevar os preços do potencial de geração da empresa.

Além disto, a Merrill Lynch destaca a incerteza decorrente do grande período determinado para a primeira revisão tarifária da Copel, estipulado em quatro anos. Com isto, o preço alvo estipulado para as ações preferenciais da empresa é de R$ 10,50, levemente inferior ao atual.

Ações da Copel fecham em alta
Seguindo o otimismo da bolsa paulista, as ações preferenciais classe B da Copel (CPLE6) fecharam em alta de 0,84%, cotadas a R$ 10,69 nesta sexta-feira. Porém, os papéis registram desvalorização acumulada de 21,40% em 2004, frente a uma queda de 2,90% do Índice Bovespa no mesmo período.

 

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