PetroReconcavo: JPMorgan inicia cobertura com compra e cita sólido histórico de execução

Banco espera que a produção acelere em 2024 e 2025, com novas perfurações e aumento após a manutenção nas unidades de processamento de gás

Felipe Moreira

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O JPMorgan iniciou a cobertura das ações da PetroReconcavo (RECV3) com uma classificação outperform (desempenho acima da média do mercado, equivalente à compra) e um preço-alvo para o ano de 2024 de R$ 30 por ação (upside de 27% em relação ao fechamento da véspera), devido ao sólido histórico de execução e previsão de crescimento de dois dígitos.

A equipe research do banco espera que a produção da companhia acelere em 2024 e 2025, com novas perfurações nos ativos de Bahia e Potiguar, e aumento após a manutenção nas unidades de processamento de gás em Guamaré e Catu. “Tal crescimento, aliado à visão positiva do JPM sobre o petróleo, deve resultar em uma expansão sólida do rendimento de fluxo de caixa (FCF) para 16,9% em 2025, com menor risco e uma avaliação descontada em comparação com os concorrentes”, dizem analistas.

A PetroReconcavo opera no setor de exploração e produção desde os anos 2000, e o JPMorgan espera um crescimento de dois dígitos na produção e no Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) nos próximos anos, atingindo 37,7 mil barris de óleo equivalente por dia em 2026.

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Além disso, de acordo com JPMorgan, a PetroReconcavo oferece: (a) diversificação geográfica (exposição ao Rio Grande do Norte, Bahia e Sergipe); (b) diversificação de produção (exposição ao gás, especialmente no ativo Miranga); (c) opção de exploração (em 8 blocos); (d) estrutura de capital sólida e (e) valoração descontada.

Segundo relatório, a ação da petrolífera opera a uma atrativa relação Valor da Firma (EV)/Ebitda de 3,4 vezes para 2024, em comparação com 3,8 vezes da PRIO (PRIO3) e 4,6 vezes da 3R (RRRP3).

O JPMorgan também destaca a opção de crescimento com a nova regulamentação do Mercado de Gás no Brasil. O segmento de gás representa 40% das receitas da PetroReconcavo nos últimos 12 meses. “Diferentemente de outras empresas juniores de petróleo, a exposição da RECV a este segmento é uma oportunidade para explorar o potencial desse novo mercado dinâmico – como melhorias em contratos (preços e duração) e expansão da base de consumidores”, explica o banco.

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Por fim, o JPMorgan disse que no setor de óleo e gás na América Latina, prefere players independentes brasileiros, em vez de grandes estatais (com maior risco político e menor visibilidade), e empresas juniores argentinas e colombianas. Dessa forma, recomenda uma carteira em conjunto de 60/20/20 com PRIO, RRRP e RECV, pois essas empresas fornecem perfis de risco-retorno diferentes, o que pode agregar valor à carteira.