Petróleo recua com expectativa de que ataque do Irã a Israel não irá escalar

Brent para junho recuou 0,39%, a US$ 90,10 o barril

Estadão Conteúdo

TAFT, CA - JULY 21: An oil rig south of town extracts crude on July 21, 2008 in Taft, California. Hemmed in by the richest oil fields in California, the oil town of 6,700 with a stagnated economy and little room to expand has hatched an ambitious plan to annex vast expanses of land reaching eastward to Interstate 5, 18 miles away, and take over various poor unincorporated communities to triple its population to around 20,000. With the price as light sweet crude at record high prices, Chevron and other companies are scrambling to drill new wells and reopen old wells once considered unprofitable. The renewed profits for oil men of Kern County, where more than 75 percent of all the oil produced in California flows, do not directly translate increased revenue for Taft. The Taft town council wants to cash in on the new oil boom with increased tax revenues from a NASCAR track and future developments near the freeway. In an earlier oil boom era, Taft was the site of the 1910 Lakeside Gusher, the biggest oil gusher ever seen in the US, which destroyed the derrick and sent 100,000 barrels a day into a lake of crude. (Photo by David McNew/Getty Images)

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Os preços do petróleo fecharam em queda hoje, em meio a expectativa de que o ataque do Irã contra Israel, no final de semana, não se transforme em um conflito mais amplo no Oriente Médio. As perdas, no entanto, arrefeceram à tarde, depois que Israel sinalizou que pretende promover uma resposta pela ofensiva

O WTI para maio fechou em queda de 0,29% (US$ 0,25), a US$ 85,41 o barril, na New York Mercantile Exchange (Nymex), e o Brent para junho recuou 0,39% (US$ 0,35), a US$ 90,10 o barril, na Intercontinental Exchange.

O Rittersbuch escreve que os preços caem em um cenário de “compre o boato e venda o fato”, mas pontua que a volatilidade permanece no Oriente Médio. O Banco ANZ concorda com a visão, e acredita que o petróleo não deve subir no curto prazo, dada a ampla capacidade disponível e um prêmio de risco geopolítico já elevado.

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“O ataque foi bem telegrafado e parecia planejado para infligir danos mínimos”, afirma o banco australiano, ao pontuar que Teerã já sinalizou que este é o fim de sua investida contra Israel. Agora, o possível fim do conflito está nas mãos israelenses.

“Só num caso extremo vemos que isso terá um impacto realista nos mercados petrolíferos”, conclui.


O Berenberg alerta, porém, que embora os impactos no curto prazo sejam limitados e uma escalada pareça improvável, caso as tensões aumentem e impactem o escoamento de petróleo no Estreito de Ormuz, os preços podem subir fortemente.

Mais para o fim do dia, circularam notícias de que Israel cogita formas de devolver o ataque sem perder suas alianças internacionais. As instruções, segundo fontes, são para que não haja vítimas civis. Os possíveis alvos incluem um possível ataque a uma instalação em Teerã ou um ataque cibernético, segundo um funcionário, que falou sob condição de anonimato ao The Washington Post.

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Também repercutiu a informação de que o chefe das Forças Armadas de Israel, Herzi Halevi, afirmou que haverá uma resposta ao Irã. Com a repercussão, os preços do petróleo reduziram parte das perdas, e enquanto isso, líderes mundiais pressionam Israel para que não haja uma retaliação contra o Irã.