Petróleo fecha em alta de mais de 1%, de olho em sinais de demanda global fortalecida

O WTI para junho fechou em alta de 1,78% (US$ 1,46), a US$ 83,36 o barril, na New York Mercantile Exchange (Nymex), e o Brent para julho subiu 1,53% (US$ 1,32), a US$ 87,39 o barril, na Intercontinental Exchange

Estadão Conteúdo

Bomba para extração de petróleo nos arredores de Almetyevsk, na República do Tartaristão - 4/6/2023 (Foto: Alexander Manzyuk/Reuters)

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O petróleo subiu mais de 1% nesta terça-feira, 23, acelerando mais ao fim do pregão, em recuperação à queda da segunda-feira, a despeito do alívio das tensões no Oriente Médio, conforme fatores sazonais tendem a fortalecer a demanda pela commodity no mundo.

O WTI para junho fechou em alta de 1,78% (US$ 1,46), a US$ 83,36 o barril, na New York Mercantile Exchange (Nymex), e o Brent para julho subiu 1,53% (US$ 1,32), a US$ 87,39 o barril, na Intercontinental Exchange.

Pela manhã, o preço do petróleo recuava, com as tensões contidas no Oriente Médio puxando as cotações para baixo, como vinha acontecendo desde semana passada. Analistas do BOC Financial, porém, destacam que investidores têm voltado atenção para a demanda sazonal da commodity e os números de produção nos países.

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Para a Spartan Capital, os Índices de Gerentes de Compras (PMIs) fortes da Europa, vistos pela manhã, sustentam expectativas por demanda aquecida.

O Lombard Odier também aponta que os preços devem permanecer em patamar elevado, mesmo na ausência de uma escalada nas tensões entre Irã e Israel. O aumento da demanda global, juntamente com as perturbações na oferta russa e os cortes de produção da Organização dos Países Exportadores de Petróleo e aliados (Opep+) deverão manter os preços “no limite superior da faixa de US$ 80-90 por barril”.

Além disso, mesmo em caso de perturbação na oferta de petróleo pelos conflitos, o Lombard Odier indica que a Opep poderia usar sua capacidade não utilizada, que corresponde a mais de 5% da demanda global, para conter o cenário e manter os mercados abastecidos.

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O Commerzbank considera que novas sanções dos EUA ao Irã, anunciadas nesta semana, podem deixar o Irã mais pressionado em suas exportações, cercando suas opções logísticas para levar o óleo à China, por exemplo, o que deixaria o mercado ainda mais apertado.

*Com informações da Dow Jones Newswires