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Bolsa

Petrobras, Vale e bancos disparam e Ibovespa sobe mais de 1%; dólar recua a R$ 3,04

Bolsa tem alta apesar de preocupações com a Grécia em dia de alívio depois de 4 quedas em 5 pregões; sinalização de aumento dos juros mais lento nos EUA traz otimismo

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SÃO PAULO – O Ibovespa acelera ganhos nesta quinta-feira (18) com um movimento de correção frente às quedas dos últimos dias. Além disso, a recuperação também é motivada pelo cenário doméstico, com o veto da presidente Dilma Rousseff (PT) às mudanças no fator previdenciário. Do lado internacional, a decisão do Fomc (Federal Open Market Comittee) mostrou que as elevações de juros nos Estados Unidos devem ser mais lentas, o que é positivo para o apetite de risco. Por outro lado, a Grécia ainda preocupa e faz pressão negativa em dia decisivo para as renegociações da sua dívida. 

Às 12h57 (horário de Brasília), o benchmark da Bolsa brasileira subia 1,38%, a 53.984 pontos depois de registrar queda em quatro dos últimos cinco pregões. Enquanto isso, o dólar comercial voltava a recuar 0,53%, a R$ 3,0410 na compra e a R$ 3,0417 na venda. O Banco Central decidiu reduzir a rolagem de swaps pela segunda vez em sete dias.

Para o analista da Walpires, Angelo Larozi, as questões que têm mais peso para a alta do Ibovespa hoje são a previsão de aumento dos juros mais lento pelo Federal Reserve e uma entrada de capital estrangeiro forte na Bolsa esta semana.

Já na opinião de João Pedro Brugger, da Leme Investimentos, o dia é de alta mas demanda cautela, já que as preocupações com Grécia ainda estão no radar e preocupa a possibilidade de comprometimento no ajuste fiscal com quaisquer mudanças na regra do fator previdenciário. Em vista da fragilidade deste setor do governo, mesmo a regra da progressividade sugerida pelo Planalto em vista do aumento da expectativa de vida da população pode trazer pressão às contas da previdência. 

Ações em destaque
As ações da Petrobras (PETR3, R$ 14,71, +1,52%; PETR4), R$ 13,36, +1,29%) subiam. De acordo com informações do jornal Valor Econômico, a estatal está colocando em prática um amplo programa de reestruturação, a ser realizado nos próximos dois meses. A estratégia consiste em enxugar custos, reduzir os cargos terceirizados e aumentar a produtividade dos processos internos. A expectativa é de que o documento seja divulgado em julho. O programa de reestruturação, afirma o jornal, está sendo feito na esteira do Plano de Negócios 2015-2019, que deverá trazer redução de investimentos, de 20% a 30%.

Também contribui para a valorização das ações da companhia a alta do petróleo, que sobe 0,6% o barril do WTI (West Texas Intermediate) a US$ 60,28 e 0,83% o Brent, a US$ 64,40. 

Depois de cair no começo da sessão, TIM (TIMP3, R$ 10,50, +5,42%) virou para alta com notícia de possível venda. A Vivendi, que é a maior investidora da Telecom Italia, apoia a ideia de que o grupo italiano avalie a possibilidade de venda da Tim Participações, segundo pessoas próximas ao assunto ouvidas pela Bloomberg.

Os papéis da Vale (VALE3, R$ 19,74, +1,39%; VALE5, R$ 17,12, +1,60%) também sobem em dia de repique do minério. A tonelada da commodity no porto de Qingdao está cotada a US$ 61,77, uma alta de 0,42% em relação ao fechamento do dia anterior. 

As maiores altas dentre as ações que compõem o Ibovespa são:

Cód.AtivoCot R$% Dia
 TIMP3 TIM PART S/A ON10,45+4,92
 USIM5 USIMINAS PNA4,64+4,27
 CMIG4 CEMIG PN13,49+3,85
 MRFG3 MARFRIG ON4,67+3,78
 ECOR3 ECORODOVIAS ON8,01+2,96

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Por outro lado, operam voláteis os bancos como Itaú Unibanco (ITUB4, R$ 34,56, +1,83%), Bradesco (BBDC3, R$ 27,74, +2,06%; BBDC4, R$ 28,44, +2,60%) e Banco do Brasil (BBAS3, R$ 23,20, +2,88%). Segundo infoemações da Agência Estado, integrantes do Supremo Tribunal Federal (STF) já admitem a possibilidade de a corte simplesmente não julgar os chamados planos econômicos, se o novo ministro, Luiz Edson Fachin, se declarar impedido de analisar o tema. Isso porque o Supremo precisa de ao menos 8 ministros para julgar a questão, que é constitucional, mas 3 já se declararam impedidos. Fachin avisou que não decidiu se vai participar ou não do julgamento.

As ações de companhias educionais caem forte, depois de fortes altas nos últimos tempos com expectativas de segunda rodada do Fies (Fundo de Financiamento Estudantil). Caem Kroton (KROT3, R$ 12,58, -0,55%) e Estácio (ESTC3, R$ 19,79, -0,75%). 

As maiores baixas dentre as ações que compõem o Ibovespa são:

Cód.AtivoCot R$% Dia
 QUAL3QUALICORP ON19,79-0,75
 KLBN11KLABIN S/A UNT N218,22-0,65
 KROT3KROTON ON12,58-0,55
 ESTC3ESTACIO PART ON20,63-0,53
 NATU3NATURA ON28,29-0,39

 

Dados dos EUA
Nos Estados Unidos foram divulgados às às 9h30 (horário de Brasília), os pedidos de auxílio desemprego, que caíram de 279 mil há duas semanas para 267 mil na semana passada. O número é melhor que o esperado pela mediana das projeções do mercado, que eram de um recuo para 276 mil. Este é outro indício de que o mercado de trabalho na economia norte-americana está se recuperando em um ritmo bom. 

A melhora no emprego nos EUA foi bastante citada na reunião do Comitê Federal de Mercado Aberto do país ontem para justificar o aumento das taxas de juro ainda este ano. Analistas e economistas esperam que o Federal Reserve aumente as taxas nas reuniões de setembro e de novembro, fechando 2015 com os juros perto de 0,5% ao ano. 

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Por outro lado, a inflação na maior economia do mundo voltou a mostrar resistência em um patamar abaixo da meta do governo. O CPI (Índice de Preços ao Consumidor na sigla em inglês) de maio cresceu 0,4% ante expectativas de um avanço de 0,5% depois de ficar praticamente estável em abril, com leve alta de 0,1%. 

Grécia em foco
O FMI (Fundo Monetário Internacional) acabou na quinta-feira com qualquer esperança de que a Grécia poderia evitar um default se não pagar uma parcela de 1,6 bilhão de euros no final deste mês, aumentando a pressão sobre o primeiro-ministro grego, Alexis Tsipras, que não mostrou nenhum sinal de que irá se submeter às demandas dos credores.

Além disso, o ministro de Finanças da Alemanha, Wolfgang Schäuble, demonstrou que não há sinais de que os credores da Grécia estão dispostos a afrouxarem suas exigências. “Estamos esperando a Grécia apresentar propostas, o que fazemos há algum tempo”, declarou Schäuble a jornalistas antes da reunião do Eurogrupo, em Luxemburgo.

Os ministros das Finanças da zona do euro foram a Luxemburgo para uma reunião que até há pouco tempo era vista como a chance final para se chegar a um acordo, mas qualquer expectativa em torno do fim do impasse tinha desaparecido quando Atenas descartou o encontro como um fórum para discutir novas propostas. Enquanto isso, os bancos gregos viram os saques aumentarem para cerca de 2 bilhões de euros ao longo dos últimos três dias, com o ritmo de retiradas diárias triplicando desde o colapso das conversas com os credores no fim de semana, segundo três fontes bancárias.

(Com Reuters)