MERCADOS AO VIVO IPCA-15 sobe 0,81% em novembro, acima do esperado e maior valor para o mês desde 2015

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Destaques da Bolsa

Petrobras sobe quase 3% em meio à confusão e Vale tem ganhos; Marfrig dispara 20% em 3 dias

Confira os destaques da Bovespa nesta quarta-feira (24)

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Petrobras (PETR3;R$ 14,76, +2,86%; PETR4, R$ 13,30, +2,54%)
Em meio a diversos dados sobre o plano de negócios da Petrobras, as ações da companhia registram ganhos nesta sessão superiores a 2%

Ontem, as ações da estatal estavam subindo, mas viraram para queda nos minutos finais do pregão e fecharam em baixa superior a 1% em meio à notícia do Broadcast de que o corte de investimentos seria de cerca de 25%, abaixo do esperado pelo mercado.Em vez dos US$ 220,4 bilhões previstos inicialmente no prazo de cinco anos, como definido no plano de negócios para o período de 2014 a 2018, o investimento ficaria na casa dos US$ 165 bilhões.

Contudo, no dia seguinte, uma outra notícia animou os mercados; em Nova York, os ADRs (American Depositary Receipts) referentes aos papéis ordinárias da Petrobras registram ganhos de 0,64%, a US$ 9,50, no pré-market. Isso porque, segundo a própria Agência Estado, o corte no plano de investimentos da Petrobras para o período de 2015 a 2019 ficará próximo a 40%, com o novo orçamento em torno dos US$ 130 bilhões. Diante das dificuldades financeiras da petroleira, a nova gestão preferiu adotar uma redução drástica do orçamento, em linha com o que espera o mercado. Assim, as incertezas sobre a companhia continuam.

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E, em comunicado nesta quarta-feira, a Petrobras afirmou que o Plano de Negócios e Gestão 2015-2019 ainda está em elaboração. “Fatos julgados relevantes serão oportunamente comunicados ao mercado”, limitou-se a dizer. Na nota, a estatal não determinou uma data para a divulgação do plano, amplamente esperado pelo mercado.

Vale (VALE3, R$ 20,11, +1,51%; VALE5, R$ 17,22, +0,94%)
As ações da Vale voltam a subir forte nesta sessão, em meio a diversas notícias para a companhia, após amenizarem na primeira hora do pregão. O diretor de Relações com Investidores, Rogério Nogueira, disse em entrevista hoje que a mineradora trabalha para cortar o Capex (plano de investimentos) para entre US$ 8 bilhões e US$ 9 bilhões em 2015, ante estimativa anterior de US$ 10,2 bilhões. Ele também falou que a Vale vai pagar dividendos crescentes seguindo o aumento dos projetos. 

Nogueira afirmou ainda que é muito cedo para decidir sobre IPO da unidade de metais básicos da companhia. Além disso, o HSBC iniciou cobertura para os papéis da companhia com recomendação de manutenção. 

Além disso, o minério de ferro registrou alta de 2% no mercado à vista chinês, a US$ 61,7 a tonelada. Com isso, além de Vale, as ações de siderúrgicas também registram alta. Além da Vale, o HSBC iniciou cobertura para Bradespar (BRAP4, R$ 11,49, +0,26%) e Gerdau (GGBR4, R$ 7,79, -1,39%) e tem recomendação de reduzir para Usiminas (USIM5, R$ 4,51, -0,44%) e CSN (CSNA3, R$ 5,62, -0,88%). 

Marfrig (MRFG3, R$ 5,85, +2,63%)
Em três pregões, as ações da Marfrig já sobem mais de 20% em meio à notícia sobre a venda da Moy Park para a JBS (JBSS3).

Na segunda, analistas ressaltaram que a venda é positiva para a Marfrig, já que ajuda a diminuir sua alavancagem, e neutra para a JBS. Na ocasião, o Bank of America Merrill Lynch elevou a recomendação da Marfrig de underperform (desempenho abaixo da média) para compra, com novo preço-alvo de R$ 7,00 por ação. 

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Veja mais em: Bom para todo mundo: JBS ganha a Europa e Marfrig perde dívida com venda da Moy Park

Cetip (CTIP3, R$ 33,18, +0,85%)
As ações da Cetip sobem após terem a recomendação elevada pelo BTG Pactual de neutra para compra, que destacou sua preferência pela companhia em relação à BM&FBovespa (BVMF3), principalmente após o melhor desempenho da última ação em relação à primeira. 

A BM&FBovespa, destacam os analistas, apesar de ter um bom potencial, tem decepcionado em relação aos volumes de negociação. Os analistas avaliam ainda a alta resiliência da Cetip. 

B2W (BTOW3, R$ 20,85, -3,61%)
A B2W Digital registra queda superior a 3% hoje; a companhia anunciou que a sua controlada 8M comprou a Sieve, da Usina Internet Group por cerca de R$ 131,1 milhões. 

A Usina Internet Group LLC é controlada pela ACP Investments, a Arpex, titular de 71,88% do seu capital. Arpex tem como sócios, dentre outros, Roberto Moses Thompson Motta, Marcel Hermann Telles, Carlos Alberto da Veiga Sicupira e Jorge Paulo Lemann, estes três últimos da 3G Capital, grupo de acionistas que, indiretamente, controla Lojas Americanas (LAME4), que por sua vez é controladora direta do emissor. O grupo é titular, em conjunto, de 47,8570% do capital da Arpex.

Kroton (KROT3, R$ 12,56, +1,70%)
A Kroton tem alta após a companhia avaliar duas propostas para a venda da Uniasselvi, segundo informações do Valor: uma delas é do grupo Cruzeiro do Sul e do fundo inglês Actis. A outra é do fundo Carlyle, que poderia pagar até R$ 1 bilhão pelo negócio. 

Imobiliárias
Com o relatório trimestral de inflação do Banco Central de hoje reforçando o tom “hawkish” sobre a alta de juros, as imobiliárias voltam a registrar queda na Bolsa, mas diminuem as perdas. Destaque para Gafisa (GFSA3, R$ 2,27, -0,44%) e Cyrela (CYRE3, R$ 10,02, 0%). 

O Relatório de inflação indica que foco do BC continua no combate da inflação, apesar de redução da projeção para o PIB em 2015, segundo comentário de Neil Shearing, economista-chefe de mercados emergentes da Capital Economics. Com a elevação de juros, o crédito fica mais caro, o que afeta o segmento imobiliário. 

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Ainda no noticiário do setor, o governo federal convocou uma reunião com representantes do setor de habitação para discutir o programa “Minha Casa, Minha Vida” hoje, em Brasília, de acordo com fontes ouvidas pelo Broadcast. A expectativa é que o encontro trate do atraso em pagamentos que deveriam ter sido feitos às empresas contratadas para obras da faixa 1 do MCMV. As ações da MRV (MRVE3, R$ 7,74, +1,18%), mais expostas ao programa do governo, registram leve alta. Fora do Ibovespa, a Direcional (DIRR3, R$ 4,63, +1,54%) sobe mais forte. 

Cemig (CMIG4, R$ 12,92, -1,37%)
As ações da Cemig registram queda, mas bem menores em relação à abertura; o STJ adiou para hoje o julgamento do processo Cemig sobre a usina hidrelétrica de Jaguara. A companhia tem um mandado de segurança que permite que a usina continue sob sua concessão até que o mérito do caso seja julgado. Até agora, são quatro votos contra o pedido da Cemig e dois a favor.

Faltam os votos da Assusete Magalhães, que havia pedido vista na última sessão em que o caso estava pautado, em dezembro, e do ministro Sérgio Kukina. Se os dois votarem a favor da Cemig, o presidente do STJ, Humberto Martins, terá de desempatar o placar.