Petrobras reduz preço do querosene de aviação em 0,6% nas principais praças e corta do gás natural em 2%

O pequeno ajuste para fevereiro no QAV foi feito após a empresa reduzir valor em quase 10% em janeiro

Reuters | Equipe InfoMoney

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SÃO PAULO (Reuters) – A Petrobras (PETR4) reduziu o preço de venda do querosene de aviação a distribuidoras em 0,6% nos principais pontos de vendas do país, como Duque de Caxias (RJ), Guarulhos (SP), Betim (MG) e Paulínia (SP), de acordo com informações publicadas pela empresa em seu site nesta quinta-feira.

O pequeno ajuste para fevereiro foi feito após a empresa reduzir o QAV em quase 10% em janeiro. A empresa não detalhou o reajuste médio imediatamente.

Paralelamente, foi cancelada uma reunião entre representantes do governo federal, Petrobras e de companhias aéreas, nesta quinta-feira, para discutir eventuais alterações nas condições do querosene de aviação (QAV) para o setor.

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Em comentários a jornalistas no Palácio do Planalto, o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, afirmou que “não podemos tratar questões das companhias aéreas só como questão de combustível”.

“Temos que tratar considerando a natureza das empresas, a situação do setor aéreo e considerando principalmente a questão do preço das passagens no Brasil e a fórmula da composição de preço e o que representa o combustível nela”, disse o ministro.

Já o presidente da Petrobras, Jean Paul Prates, afirmou que a companhia está disposta a colaborar com o debate sobre a situação do setor aéreo no Brasil, mas que não vai baixar o preço com um “canetaço”, segundo declaração dada na véspera para o jornal O Estado de S.Paulo.

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A Petrobras ajusta os preços mensalmente e vende o QAV produzido em suas refinarias ou importado apenas para as distribuidoras, que por sua vez transportam e comercializam os produtos para as empresas de transporte aéreo.

Ajuste no gás natural

A Petrobras informou ainda que a partir desta quinta-feira os preços de venda de gás natural terão redução média de 2%, conforme os contratos acordados pela companhia com as distribuidoras, segundo comunicado.

Os contratos com as distribuidoras preveem atualizações trimestrais da parcela do preço relacionada à molécula do gás, e vinculam esta variação às oscilações do petróleo Brent e da taxa de câmbio. Para o trimestre que inicia em fevereiro de 2024 a referência do petróleo caiu 3,6% e o câmbio teve depreciação de 1,5%.

“Além disso, em janeiro de 2024 entraram em vigor diversos novos contratos oriundos do novo portfólio de produtos Petrobras, e dos processos competitivos das distribuidoras”, destacou a Petrobras.

O portfólio trouxe a possibilidade de celebração de contratos em diversos prazos (5 anos, 7 anos, 9 anos e 11 anos) e escolha pelas distribuidoras quanto à inclusão ou não do transporte de saída nos contratos, lembrou a companhia.

Os clientes da Petrobras com contratos vigentes em 2023 perceberam redução acumulada de 22,2% no preço da molécula do gás natural ao longo do ano, disse a Petrobras.

O preço final do gás natural ao consumidor não é determinado apenas pelo preço de venda da molécula pela companhia, mas também pelo custo do transporte até a distribuidora, pelo portfólio de suprimento de cada distribuidora, assim como por suas margens e pelos tributos federais e estaduais.

(com Reuters)