Petrobras ameniza baixa, mas petroleiras jrs caem com petróleo no pior dia em 2 anos

Preços do petróleo recuam mais de 5% após ataque de Israel poupar instalações de petróleo do Irã

Felipe Moreira

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Com derrocada das cotações do petróleo, colocando o índice de referência da commodity no seu pior dia em mais de dois anos depois que as instalações de energia iranianas não foram danificadas durante um ataque israelense no fim de semana, as ações da petroleiras tiveram queda nesta segunda-feira (28) no Ibovespa.

As ações da Petrobras (PETR3;PETR4) fecharam com queda de, respectivamente, 0,20%, a R$ 39,32, e 0,17, a R$ 36,09, após caírem mais de 1% mais cedo. Já os papéis de PetroRecôncavo (RECV3), Brava Energia (BRAV3) e PRIO (PRIO3) recuaram 0,65% (R$ 16,85), 1,35% (R$ 16,80) e 1,68% (R$ 40,95), nesta ordem.

Na New York Mercantile Exchange (Nymex), o petróleo WTI para dezembro fechou em queda de 6,12% (US$ 4,40), a US$ 67,38 o barril, no seu maior recuo intradiário desde 2022. Enquanto o Brent para janeiro, negociado na Intercontinental Exchange (ICE), fechou em queda de 6,12% (US$ 4,63), a US$ 71,00 o barril.

No sábado, Israel atacou instalações militares do Irã em três províncias em resposta ao lançamento de mísseis balísticos por Teerã contra Israel em 1º de outubro. O ataque evitou locais de infraestrutura de petróleo, nuclear e civil.

Os mercados permaneceram em alerta nas últimas semanas, antecipando uma possível retaliação israelense ao ataque iraniano direto sofrido no início de outubro. As tensões na região do Oriente Médio se agravaram consideravelmente desde o ataque do Hamas, apoiado pelo Irã, em outubro de 2023.

A principal preocupação dos mercados de petróleo é a possibilidade de um conflito direto entre as partes, com temores de ataques às instalações petrolíferas iranianas em alta nas últimas semanas. O Irã responde por cerca de 4% da oferta global de petróleo, segundo dados da Agência Internacional de Energia.