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Petrobras negocia venda da Gaspetro na bolsa; Cogna fará oferta de R$ 2 bilhões em ações e mais destaques

Confira os destaques do noticiário corporativo da sessão desta segunda-feira (3)

Plataforma Petrobras
(Shutterstock)

Em destaque no radar, a Cogna (COGN3) fará uma oferta pública primária de 172,1 milhões de ações na B3, ao valor de pelo menos R$ 2 bilhões. A empresa informou que usará a soma levantada para a aquisição de “sociedades que atuam no ensino superior” no Brasil. Posteriormente, a empresa ofertará ações na Bolsa de Valores de Nova York (NYSE) no valor de R$ 700 milhões, em outra operação.

Já a construtora e incorporadora MRV (MRVE3) comunicou que resolveu as questões sobre o investimento na sua subsidiária AHS Residential nos Estados Unidos. Segundo a MRV, houve uma conciliação de interesses entre o maior acionista individual no Brasil, Rubens Menin, e os outros acionistas.

Petrobras (PETR3;PETR4)

Conforme destaca o jornal O Globo, a Petrobras negocia venda da Gaspetro na Bolsa em operação que pode levantar R$ 4 bilhões, segundo analistas. Por meio da subsidiária, estatal tem fatias em 19 distribuidoras estaduais de gás – o objetivo é sair do setor por completo.

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O presidente da Petrobras, Roberto Castello Branco, disse que a ideia é fazer uma oferta pública de ações da Gaspetro, subsidiária que reúne as participações da estatal nas distribuidoras, numa operação parecida com a que privatizou a BR Distribuidora, em 2019.

Já a greve de funcionários da Petrobras, iniciada na madrugada de sábado, seguiu no domingo e cinco sindicalistas da Federação Única dos Petroleiros (FUP) ocupavam desde as 15h de sexta-feira  uma sala do quarto andar do edifício sede da estatal, no centro do Rio. Eles afirmam que não deixarão o local enquanto a empresa não iniciar uma negociação.

A Petrobras divulgou hoje também um teaser para a venda do campo Papa-terra, na Bacia de Campos (RJ). Segundo a Petrobras, o campo Papa-terra entrou em operação em 2013, fica em águas profundas (1.200 metros) e produz 17,3 mil barris por equivalência (boe) por dia. A Petrobras é a operadora do campo, com 62,5% de participação, enquanto a americana Chevron tem os 37,5% restantes.

Braskem (BRKM5)

Ainda em destaque, a Odebrecht e a Petrobras conversam sobre uma possível migração da petroquímica para o Novo Mercado da B3, segundo informações do jornal Valor Econômico.  Seria a forma da estatal deixar o capital da Braskem.

Cogna (COGN3)

A Cogna fará uma oferta pública primária de 172,1 milhões de ações ordinárias no Brasil e projeta levantar uma soma de ao menos R$ 2 bilhões, tomando por base o preço do papel no fechamento do pregão de 31 de janeiro na B3, ou R$ 11,62. A empresa de educação (antiga Kroton) também fará uma oferta adicional de ações na Bolsa de Valores de Nova York (NYSE), avaliada no valor de R$ 700 milhões. Juntas, as duas operações deverão levantar R$ 2,7 bilhões para a Cogna.

A empresa informou que usará o dinheiro das operações para a aquisição de “sociedades que atuam no ensino superior” no Brasil. O bookbuilding deve começar nesta segunda-feira, com encerramento no dia 5 de fevereiro. A oferta na B3 ocorrerá no dia 13, com liquidação no dia 14. No Brasil, a oferta será coordenada pelo bancos Itaú, Bradesco, BTG Pactual, Morgan Stanley, Credit Suisse, J.P. Morgan e Santander Brasil.

Gol (GOLL4) e Smiles (SMLS3)

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A Gol concluiu na sexta a primeira etapa da reorganização societária da Smiles, proposta em dezembro. A companhia aérea transferiu as ações da Smiles de sua titularidade para sua subsidiária Gol Linhas Aéreas (GLA). Com isso, ela passou a ser controladora indireta da empresa de fidelidade.

Após essa etapa, as ações da GLA serão incorporadas pela Gol. Por fim, as ações PN resgatáveis da GLA e as da Gol serão resgatadas com pagamento em dinheiro. A Gol ofereceu, ao anunciar a reestruturação, duas relações de troca, em que uma ação da Smiles seria trocada por uma fração de um papel da Gol acrescida de um valor de resgate.

Na primeira relação, cada ação ordinária da Smiles corresponde a 0,6319 ação preferencial da Gol mais R$ 16,54 como valor de resgate. Uma relação opcional oferece 0,4213 ação PN da Gol para cada papel ON da Smiles mais R$ 24,80 como valor de resgate. As relações levam em conta o valor de R$ 39,25 por ação da Gol e de R$ 41,34 por ação da Smiles.

Linx (LINX3)

A Linx acertou a compra da Neemo por R$ 17,6 mi à vista, destacou a companhia em comunicado. A Neemo, uma empresa que presta serviços de
comércio eletrônico, tem faturamento bruto esperado para 2020 de R$ 7,7 milhões.

Além dos R$ 17,6 milhões à vista, um valor de até R$ 4,8 milhões poderá ser pago dependendo de metas a serem alcançadas entre 2021 e
2023.

Porto Seguro (PSSA3)

A Porto Seguro divulgou na manhã de hoje seus resultados do quarto trimestre de 2019. A Porto Seguro mostrou que houve uma queda de 4,2% no lucro líquido, de R$ 387 milhões no quarto trimestre de 2018 para R$ 371 milhões em igual período do ano passado.

O faturamento bruto da seguradora cresceu 5,2% para R$ 4,9 bilhões no quarto trimestre de 2019, sobre igual período do ano anterior. A empresa destacou que houve um crescimento de 11% no número de usuários do cartão de crédito Porto, “superando pela primeira vez a marca de 1 milhão de usuários”. Outro destaque foi a expansão dos planos de saúde, médico e odontológico, da Porto Seguro, de 17,6% no quarto trimestre do ano passado, sobre igual trimestre de 2018.

A queda do lucro líquido no último trimestre do ano passado é explicada “em razão da redução da taxa de juros”. Embora tenha caído no último trimestre, o lucro líquido da PSSA3 subiu 5% no ano inteiro de 2019, sobre 2018, para R$ 1,3 bilhão. O índice de sinistralidade, importante no setor, teve uma leve piora nos seguros de carros, para 57,1% no último trimestre – três pontos porcentuais acima do mesmo período do ano anterior.

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“O aumento foi justificado pelo crescimento das despesas com colisão e pela base de comparação, já que em 2018 a sinistralidade permaneceu muito abaixo da média histórica”, comenta a PSSA3. O lucro antes do IR e da CS foi de R$ 592,7 milhões no quarto trimestre, uma queda de 6,2% sobre os R$ 661,3 milhões de igual período de 2018.

MRV (MRVE3)

Os acionistas da MRV aprovaram o investimento que a construtora e incorporadora imobiliária mineira fará na sua subsidiária americana AHS Residential. A questão levou vários meses para ser resolvida e a MRV comunicou que os interesses do principal acionista individual da empresa no Brasil, Rubens Menin, foram conciliados aos dos outros acionistas brasileiros da MRV. A AHS Residential é uma subsidiária que a MRV montou nos Estados Unidos para explorar um ramo em crescimento no mercado imobiliário local, o da construção e aluguel de imóveis residenciais. A AHS Residential realizará seus investimentos após subscrever US$ 236 milhões (R$ 986,4 milhões) em ações nos EUA, nos próximos quatro anos.

Engie (EGIE3)

A Engie Brasil aprovou a emissão de até R$ 500 milhões em debêntures da sua subsidiária Engie Transmissora. As debêntures são simples e não conversíveis em ações, com prazos de vencimentos em nove emses a partir da emissão. A empresa, filial do grupo franco-belga Engie, informou que pagará juros correspondentes a 100% do DI mais 0,67% ao ano no papel.

Inepar (INEP4

A Inepar Indústria e Construções, de Curitiba (PR), comunicou ao mercado que aumentou o capital social em R$ 2,6 milhões, através da conversão de 2,6 milhões de debêntures da sexta série em 37 mil ações ordinárias. A Inepar está em recuperação judicial. Segundo a empresa, seu capital social passou para R$ 415, 1 milhões.

AMBEV (ABEV3)

O Bradesco BBI reduziu o preço-alvo da ação da cervejaria Ambev de R$ 22,00 para R$ 18,50, citando o cenário de maior concorrência no setor de cervejas no Brasil a partir do quarto trimestre do ano passado. O BBI também reduziu a projeção de crescimento da receita da Ambev de 7% para 4,5% no quarto trimestre de 2019. A recomendação para o papel ABEV3, contudo, permaneceu neutra. Os analistas projetam que a expansão do volume de vendas das cervejarias no Brasil será baixa em 2020, ao redor de 2%, com uma pressão de preços muito forte nos fabricantes – Heineken, Eisenbahn e Amstel dobraram a capacidade de produção. Por isto, as margens tendem a ficar baixas.

Unidas (LCAM3)

A Unidas elegeu Eduardo Luiz Wurzmann como presidente do Conselho de Administração.

Oi (OIBR3;OIBR4)

A coluna de Lauro Jardim, do Jornal O Globo, informou que, depois de vender sua fatia na angolana Unitel e de contratar o Bank of America para vender sua operação de telefonia móvel, a Oi estudaria se desfazer se sua rede de fibras ótica que leva a banda larga da empresa Brasil afora.

Contudo, em nota, a Oi informou que não planeja a venda dos seus ativos de fibra ótica. O pilar central do plano estratégico da Oi prevê que a empresa será a maior companhia de infraestrutura de fibra do Brasil e viabilizadora da banda larga de última geração no país.

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(Com Bloomberg e Agência Estado)