Radar Bovespa

Petrobras excluída de índice, dividendo da Vale, balanços e mais agitam terça

BTG Pactual rebaixa OdontoPrev, enquanto Magnesita e Direcional divulgam resultados; Petrobras contratou o Bradesco BBI para vender fatia em distribuidora

SÃO PAULO – O noticiário desta terça-feira (17) é movimentado para as principais companhias da Bolsa. Entre os destaques, a Vale (VALE3;VALE5) informou que sua Diretoria Executiva aprovou e submeterá à deliberação do Conselho de Administração a proposta para pagamento da primeira parcela de remuneração mínima aos acionistas da Vale em 2015.

Conforme já havia sido anunciado em 30 de janeiro, o valor total bruto é de US$ 1 bilhão e segundo a companhia será paga integralmente sob a forma de juros sobre o capital próprio (JCP) e refere-se à antecipação da destinação do resultado e reservas de 2015. Considerando a quantidade de ações em circulação em 27 de fevereiro de 2015, de 5.153.374.926 ações, a proposta equivale ao pagamento do valor bruto de US$ 0,194047593 por ação ordinária ou preferencial.

“O Conselho de Administração da Vale apreciará a proposta da Diretoria Executiva na reunião agendada para o dia 14 de abril de 2015 e, caso a proposta seja aprovada, a Vale fará o pagamento do valor total bruto de US$ 1 bilhão no dia 30 de abril de 2015”, disse a empresa. A companhia ainda esclareceu que os valores em reais serão obtidos mediante a conversão dos valores em dólares pela taxa de câmbio de venda do dólar (PTAX – opção 5) informada pelo Banco Central do Brasil no dia 13 de abril de 2015.

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Petrobras
A Petrobras (PETR3PETR4) informou que foi comunicada pelo Comitê do Índice Dow Jones de Sustentabilidade que a partir de 23 de março de 2015 não será mais integrante do Dow Jones Sustainability Index World (DJSI World), do qual fazia parte desde 2006.

De acordo com o comunicado, a decisão do comitê foi baseada nas denúncias de corrupção investigadas no âmbito da Operação Lava Jato. O comitê informou que irá monitorar a evolução das investigações e o posicionamento da Petrobras ao longo deste ano, podendo reconsiderar a participação da Companhia a partir de 2016.

“Em relação à Operação Lava Jato, a Petrobras reitera que vem colaborando com os trabalhos das Autoridades Públicas, assim como atendendo a demandas de seus públicos de interesse, incluindo o Comitê do Índice Dow Jones de Sustentabilidade”, disse a empresa.

Já de acordo com o jornal Folha de S. Paulo, a petroleira contratou o Bradesco BBI para vender fatia em distribuidora. O pacote inclui usinas termelétricas, participações em distribuidoras de gás e em campos de petróleo, postos de gasolina no exterior e uma fatia da Petrobras Distribuidora, dona da marca BR, a maior rede de postos do País.

Odontoprev
A OdontoPrev (ODVP3) teve a recomendação reduzida de compra para neutra pelo BTG Pactual, em relatório de João Carlos Santos. O preço-alvo para doze meses é de R$ 10,50 por ação. 

PetroRio (ex-HRT)
A PetroRio, nova marca da HRT (HRTP3) atualizou o prazo esperado para que o relatório geológico seja arquivado perante a TSX Venture Exchange (“TSX-V”) com relação à aquisição proposta de 80% da participação sobre os direitos e obrigações dos contratos de concessão dos Campos de Bijupirá e Salema e do FPSO Fluminense. A entrega do Relatório é esperada por volta do dia 20 de março de 2015. 

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O relatório será usado pela TSX-V como documentação de apoio para a transação proposta, e espera-se que o mesmo auxilie os investidores na avaliação da transação. A companhia irá fazer nova comunicação quando o relatório estiver disponível, fornecendo maiores detalhes sobre os ativos a serem adquiridos no âmbito dos acordos.

JBS
A JBS (JBSS3), assim como a Eurofarma, veem oportunidades de negócios na Venezuela, segundo o jornal Folha de S. Paulo. A pedido da Venezuela, o governo do Brasil está em busca de empresas brasileiras para ajudar a garantir o fornecimento de produtos básicos contra a grave crise econômica no país vizinho. 

Usiminas
Em sua segunda sessão de forte alta, as ações ordinárias da Usiminas (USIM3) dispararam 35,29% nesta segunda, chegando a R$ 18,25, chamando atenção dos investidores e também da CVM (Comissão de Valores Mobiliários), que pediu que a companhia prestasse esclarecimentos sobre o que aconteceu.

Em uma breve resposta, a Usiminas esclareceu “que não tem conhecimento de qualquer fato ou ato ocorrido ou relacionado aos seus negócios que possam justificar as oscilações atípicas de volume e número de negócios”.

O que se tem comentado no mercado é que o movimento recente das ações ocorre devido aos movimentos de Lirio Parisotto, acionista minoritário da Usiminas, para se tornar conselheiro da companhia e, posteriormente, presidente do conselho de administração. A expectativa é uma convocação para AGE (Assembleia Geral Extraordinária) seja feita até 18 de março, próxima quarta-feira, e marcada para o dia 2 de abril. Parisotto atua no vácuo da briga travada há mais de um ano pelos dois acionistas controladores da empresa – a japonesa Nippon Steel e o grupo italiano Techint-Ternium.

Sabesp
Os ratings da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo, a Sabesp (SBSP3) permanecem sob pressão e um rebaixamento é cada vez mais provável dentro dos próximos dois meses se não houver uma recuperação nos níveis dos reservatórios de água, afirmou a agência de classificação de risco Fitch em relatório. A Sabesp é classificada com rating BB+ pela Fitch, com perspectiva negativa.

“Os riscos de o governo implementar mais restrições no abastecimento de água aumentaram substancialmente e destacam as incertezas relacionadas à capacidade da companhia de fornecer serviço completo e sustentar uma geração de fluxo de caixa operacional adequada em 2015”, afirmou a Fitch.

A agência estima que o Ebitda da Sabesp pode diminuir até 40% neste ano, para cerca de R$ 2,5 bilhões, de R$ 4,0 bilhões em 2013, caso o nível do principal reservatório, o Cantareira, não se recupere significativamente dentro das próximas cinco a seis semanas. Segundo a Fitch, os principais reservatórios dificilmente vão se recuperar até o fim da temporada de chuvas, em meados de abril.

“A Fitch acredita que a Sabesp tem liquidez adequada, apesar de uma potencial perda no fluxo de caixa operacional em 2015”, comentou a agência. Seria considerado positivo se a Sabesp implementasse medidas para proteger sua liquidez por meio da redução do plano de investimentos até que o fluxo de caixa operacional se normalize, acrescentou.

De acordo com a Fitch, um potencial aumento de tarifa não será suficiente para contrabalançar esse cenário fraco. “A companhia tem espaço limitado para contrabalançar a pressão sobre sua geração de fluxo de caixa por meio de reduções de custos e capacidade ainda menor de reduzir investimentos enquanto continua investindo para melhorar as operações e expandir a capacidade”, afirmou a agência.

A Fitch observou ainda que as iniciativas para limitar os impactos operacionais da seca atual sobre suas atividades são positivas, mas provavelmente não serão suficientes para evitar uma deterioração de seu perfil de crédito.

Direcional
A Direcional Engenharia (DIRR3) viu seu lucro líquido subir 20,3% no quarto trimestre do ano passado, na comparação com 2013, atingindo R$ 60,735 milhões. A receita líquida da companhia cresceu 25,8%, para R$ 551 milhões, enquanto a margem bruta caiu de 22,5% no quarto trimestre de 2013 para 21,8% de outubro a dezembro do ano passado.

A geração de caixa medida pelo Ebitda subiu 7%, para R$ 80 milhões. Já a margem Ebitda teve queda de 17,1% no último trimestre de 2013 para 14,6%.

Metal Leve
A fabricante de autopeças Mahle Metal Leve (LEVE3) fechou o quarto trimestre com lucro de R$ 51,8 milhões, alta de 66% em relação a um ano antes, enquanto o Ebitda caiu 20% ante o período de outubro a dezembro de 2013, para R$ 82,9 milhões. As receitas subiram apenas 1,5%, para R$ 578,7 milhões.

No acumulado de 2014, a Mahle registrou lucro de R$ 208,1 milhões, com alta de 3,3% sobre o ano anterior. O faturamento líquido somou R$ 2,33 milhões, com queda de 2,5% na mesma base de comparação. A companhia disse que 2014 foi um ano “desafiador” e que “incertezas políticas e macroeconômicas e a consequente queda na confiança do consumidor impactaram as vendas e a produção de veículos novos no país e, com efeito, nosso desempenho no mercado local”.

Magnesita
A Magnesita (MAGG3) registrou um prejuízo de R$ 97 milhões em 2014. A receita consolidada cresceu 8,1% em 2014, para R$ 2,87 bilhões, explicado por crescimento nas vendas de refratários para siderurgia, expansão do negócio de serviços, e efeito cambial nas receitas em moeda estrangeira.

O Ebitda ex-outros de R$ 386,7milhões, praticamente em linha com o ano anterior (R$ 395,1 milhões). A margem atingiu 13,5% no ano, contra 14,9% em 2013. A queda reflete principalmente impactos pontuais, como menor participação de vendas para clientes industriais, aumento de custo de óleo combustível acima da inflação e queda nas vendas de minerais para terceiros.

JHSF
Em comunicado, a JHSF (JHSF3) informou que a administração da companhia revisou seu planejamento estratégico e entendeu apropriado retirar as projeções divulgadas (guidance) em função da postergação do início de investimentos que estavam previstos quando da elaboração do guidance anterior.

A partir dessa data todas as projeções anteriormente divulgadas perdem efeito. “A companhia aproveita essa oportunidade para reafirmar o foco da administração na divisão de renda recorrente e na continuidade dos investimentos já em andamento”, afirmou a companhia.