Destaques corporativos

Petrobras espera reajuste de 6% na gasolina; Gol anuncia separação do Smiles

Marcopolo estuda voltar a ter fábrica na Rússia e ALL investe no transporte de combustível com Cattalini; OHL Brasil altera nome para Arteris

SÃO PAULO – Após o recesso do Natal, os mercados retomam as negociações em tom de cautela nesta quarta-feira (26), quando a atenção voltam-se ainda para as discussões sobre o abismo fiscal nos Estados Unidos.

Em meio às preocupações de que nada será solucionado até o final do ano, o presidente norte-americano Barack Obama retornou antes do previsto do Havaí, onde passou o Natal com a família, a Washington, na tentativa de negociar com os republicanos por um acordo fiscal que evitar um pacote automático de aumento de impostos e corte de gastos.

Já entre os destaques corporativos, a presidente da Petrobras (PETR3; PETR4), Maria das Graças Foster, disse no último domingo em entrevista ao jornal O Globo que aguarda um aumento no preço da gasolina de 6%, considerando o plano de negócios da estatal até 2016, mas argumentou que o governo ainda não definiu como será feito o reajuste. 

Gol anuncia separação das atividades do Smiles
A Gol (GOLL4) aprovou a transferência das atividades de seu programa de milhagem para a Smiles SA.

A empresa disse em comunicado que avalia a possibilidade de fazer oferta pública de ações do programa. Segundo a Gol, ainda não existe estimativa para conclusão das análises sobre o IPO (Initial Public Offering), que dependerá das condições de mercado.

Marcopolo estuda voltar a ter fábrica na Rússia
Três anos após fechar fábrica na Rússia, a Marcopolo (POMO4) estuda retomada de produção no país. Atualmente, a empresa tem uma joint venture com o grupo russo Kamaz e atua montando veículos com peças produzidas na China. 

A planta, contudo, depende ainda do resultado desse novo modelo de operação na Rússia. O acordo com a Kamaz foi fechado no ano passado, mas os primeiros veículos serão entregues em 2013. 

ALL investe no transporte de combustível com Cattalini
A ALL América Latina (ALLL3) está fazendo uma aposta no aumento da importação de combustíveis. A empresa fechou parceria com a Cattalini Terminais Marítimos para a construção de um novo acesso ferroviário no Porto de Paranaguá voltado ao transporte de diesel e gasolina. As obras começarão está semana e a estrutura deverá ficar pronta em março.  

Itaú Unibanco: provisões devem cair em 2013
O Itaú Unibanco (ITUB4) vai gastar menos recursos em 2013 com provisões para créditos duvidosos, disse Rogério Calderón, diretor corporativo de controladoria e de relações com investidores, à Folha.

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O maior banco da América Latina em valor de mercado vai se beneficiar da queda na taxa de inadimplência. “Não vamos ter períodos em 2013 com os mesmos níveis de provisionamento que tivemos nos primeiros três trimestres deste ano, que foi em torno de R$ 6 bilhões, disse Calderón.

OHL Brasil altera nome para Arteris
A Arteris é a nova denominação social da OHL Brasil, considerando a conclusão, em 3 de dezembro, do processo de transferência do controle acionário da companhia para a Abertis e Brookfield. 

Com isso, a partir desta quarta-feira, as ações de emissão da companhia passam a ser negociadas na BM&FBovespa com o novo nome de pregão Arteris e sob o novo código de negociação ARTR3, em substituição ao antigo código OHLB3.  

Suzano aprova contratar financimentos de R$ 1,1 bilhão
A Suzano (SUZB5) aprovou contratar financiamentos de R$ 1,1 bilhão. Os dois financiamentos serão usados para importação de equipamentos da futura fábrica de celulose da Suzano no Maranhão, segundo comunicado ao mercado.

Os financiamentos, com prazo de 9,5 anos, foram fechados com o AB Svensk Exportkredit, BNP Paribas via subsidiária Fortis Bank SA/NV, Nordea Bank AB Publ, Nordea Bank Finland Plc, e Société Générale. 

Direcional fecha contratos para “Minha Casa, Minha Vida” em RJ e SP 
A Direcional Engenharia (DIRR3) fechou dois contratos com a Caixa Econômica Federal para a construção de residências dentro do programa “Minha Casa, Minha Vida”, informou a empresa em comunicado nesta quarta-feira.

Um contrato para construção do “Parque Carioca”, com 900 unidades residenciais e valor global de R$ 72,5 milhões foi firmado com a Caixa e o governo do Rio de Janeiro. O outro contrato, no valor total de R$ 78,7 milhões, foi acertado pela empresa com o banco e o governo de São Paulo para o desenvolvimento do “Parque Resedás”, com 926 residências.