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Petrobras, Embraer, emissões da JBS e BRF e mais 5 notícias no radar

Confira os principais destaques corporativos desta quinta-feira; a matéria será atualizada até a abertura da Bovespa às 10h (horário de Brasília)

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SÃO PAULO – O noticiário corporativo aparece movimentado nesta quinta-feira (21). Nos destaques, a Petrobras (PETR3; PETR4), para reforçar a credibilidade junto aos investidores, assumirá formalmente o compromisso de praticar preços de mercado na venda de combustíveis em seu novo plano de negócios. O plano deve ser divulgado na primeira quinzena de junho, de acordo com informações da Folha de S. Paulo

Além disso, a Petrobras pode ser obrigada a republicar o balanço do primeiro trimestre de 2015, se ficar comprovado que a companhia lançou no resultado valores de operações que aconteceram depois de março, indicou nesta quarta-feira o presidente da CVM (Comissão de Valores Mobiliários (CVM), Leonardo Pereira.

Ainda sobre a estatal, a Petrobras informou ontem que assinou um contrato de financiamento de US$ 1,5 bilhão com o Banco de Desenvolvimento da China, como parte do acordo de cooperação assinado entre as partes na véspera.

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Embraer
A companhia aérea Azul e a Embraer (EMBR3) assinaram um acordo final para a encomenda firme de 30 jatos do modelo E195-E2, confirmando carta de intenções anunciada em julho do ano passado, disseram em comunicados nesta quinta-feira. O acordo envolve ainda direitos de compra para 20 jatos adicionais do mesmo modelo. Caso os direitos sejam exercidos, o contrato pode chegar ao valor estimado de US$ 3,2 bilhões, pelo preço de lista.

JBS
A empresa brasileira de alimentos JBS (JBSS3), maior processadora de carnes do mundo, estará de olho neste ano em oportunidades de aquisições nas Américas do Norte e do Sul e na Austrália, afirmou o presidente-executivo da companhia, Wesley Batista, na quarta-feira. Ainda ontem, segundo fontes disseram à Bloomberg,
a companhia teria captado US$ 900 milhões em títulos com vencimento em 2025, a 5,75%.

BRF (BRFS3)
A empresa de alimentos BRF realiza na próxima semana reuniões com investidores na Europa para apresentar proposta de realizar o que seria a primeira emissão dos chamados “green bonds” por uma companhia brasileira, numa captação em euros também inédita para a corporação. A operação está sendo planejada após a empresa ter tido seu rating elevado na terça-feira pela agência de risco Standard & Poor’s de “BBB-” para “BBB”, um degrau acima da classificação de crédito soberano em moeda estrangeira do Brasil.

TIM (TIMP3)
A TIM teve sua recomendação elevada pelo UBS para compra. O preço-alvo é de R$ 12,00 por ação. 

Sabesp (SBSP3)
A agência de rating Fitch cortou a nota da Sabesp de BB+ para BB, com uma pespectiva estável. Segundo a agência, a decisão reflete o enfraquecimento do perfil financeiro da companhia em 2014, sendo que há uma expectativa de maior deterioração em 2015. “A seca afetou duramente os reservatórios da companhia e sua capacidade de atendimento da demanda”, afirmou a Fitch. “A decisão da Sabesp de oferecer desconto a quem conseguir reduzir o consumo também contribui para deteriorar suas receitas e geração de caixa”, completou.

BTG Pactual
O BTG Pactual (BBTG11), o fundo de infraestrutura P2 e a GMR oficializam nesta quinta-feira a venda conjunta de 100 por cento da empresa de energia renovável Latin America Power (LAP) para o grupo norte-americano SunEdison por valor não revelado. 
A venda acontece quase três anos após o BTG Pactual e o P2Brasil, fundo de infraestrutura que tem Pátria Investimentos e Promon como sócios, terem investido juntos 450 milhões de dólares para ficarem com 43,8 por cento cada da LAP. O restante ficou com a GMR.

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Além disso, segundo fontes ouvidas pela Reuters, uma operação coordenada pelo BTG Pactual concluiu a venda de 700 milhões de reais em ações da Equatorial Energia (EQTL3) detidas por sócios do próprio BTG e da Vinci Partners. O mesmo fundo que abriga os sócios já havia vendido 500 milhões de reais da Equatorial numa operação similar de “block trade” em fevereiro. Com a venda dos papéis nesta quarta-feira, que durou cerca de 30 minutos, a participação desses investidores na Equatorial, que era de cerca de 22% no fim de 2014, foi zerada, disse a fonte, que pediu anonimato.

Gol (GOLL4)
A companhia aérea Gol registrou em abril demanda pelo transporte aéreo de passageiros no mercado doméstico 4,3% maior que a apurada em abril de 2014 em termos de passageiros-quilômetros transportados (ou RPK na sigla em Inglês), segundo comunicado divulgado nesta quarta. Já a oferta doméstica em assentos-quilômetros transportados (ou ASK, na sigla em Inglês) cresceu 0,4%, enquanto a taxa de ocupação aumentou 3 pontos percentuais, a 79,8%.

A demanda internacional em abril aumentou 3,8%, levando a taxa de ocupação a 70,2% o que representa um recuo de 0,2 ponto percentual contra abril de 2014. No acumulado do ano, a demanda aumentou 16,6% frente aos mesmos períodos de 2014.

Eletrobras (ELET3; ELET6)
O diretor de Relações com Investidores da Eletrobras, Armando Casado, disse na quarta-feira, que a companhia está aguardando a publicação do decreto presidencial sobre a renovação das concessões das distribuidoras de energia para avaliar o que vai fazer com as empresas que fazem parte do grupo. O executivo lembrou que o estudo contratado pela companhia com o banco Santander prevê seis alternativas sobre a estratégia que será adotada para as distribuidoras, que vão desde a venda de participação total, manutenção de participação minoritária, venda em conjunto ou em separado, entre outras.

Ecorodovias (ECOR3)
A Ecorodovias disse que não há decisão sobre a entrada em aeroportos. No começo da semana, uma matéria do Valor apontava que a companhia negociava sua entrada como acionista minoritária, mas com parcela expressiva do capital, na sociedade responsável pela operação do aeroporto internacional Juscelino Kubitschek, em Brasília, o segundo mais movimentado do país em número de passageiros. 

(Com Reuters)