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Petrobras é “nova rainha dos junk bonds”; decisão na Usiminas e mais notícias no radar

Destaque desta sexta-feira é a ação da agência de classificação de risco Standard & Poor’s de rebaixar diversas empresas brasileiras na sequência da redução do rating do Brasil

Por  Lara Rizério

SÃO PAULO – Esta sexta-feira é bastante movimentada para os mercados, com destaque para a esteira do rebaixamento de rating de diversas empresas pela agência de classificação de risco Standard & Poor’s na esteira do rebaixamento de rating do Brasil, com destaque para a Petrobras (PETR3;PETR4). 

Com isso, a Petrobras, que reduziu em junho em 40 por cento seu plano de investimento de cinco anos, provavelmente vai precisar cortar ainda mais o Plano de Negócios e Gestão, uma vez que o crescente custo da dívida, a queda dos preços do petróleo e o real fraco já tornaram o plano obsoleto, disseram duas fontes da empresa à Reuters nesta quinta-feira.

A decisão da agência de classificação de risco Standard & Poors de rebaixar o rating de crédito soberano do Brasil para grau especulativo, na quarta-feira, foi seguida nesta quinta-feira por um rebaixamento pela S&P de dois degraus do rating em moeda estrangeira da Petrobras, para “BB” ante “BBB-“, colocando a estatal dentro da faixa considerada “junk”.

As fontes disseram que o rebaixamento vai elevar o custo de refinanciamento da dívida da Petrobras de mais de 130 bilhões de dólares, a maior de qualquer empresa de petróleo no mundo, e reduzir o capital disponível para a perfuração de poços, construção de plataformas e refinarias e para pagar a infraestrutura necessária para aumentar a produção de petróleo e sua receita.

Aliás, informa a Bloomberg, com US$ 56 bi em dívidas no mercado, a Petrobras se tornou o maior emissor abaixo de grau de investimento, após S&P cortar nota da companhia. Assim, ela virou “a rainha” dos junk bonds. Assim, a alta no custo de captação deve complicar tarefa do presidente Aldemir Bendine de reduzir alavancagem da companhia de petróleo mais endividada do mundo.

Por outro lado, a companhia informou que a redução de sua nota de crédito pela agência de classificação de risco Standard & Poor’s “não provocará alterações” nos contratos de financiamento vigentes da estatal.

Segundo comunicado da empresa, os financiamentos não possuem cláusulas atreladas ao rating das agências de risco. A empresa ainda ressaltou que a “financiabilidade” dos projetos de médio prazo já foi alcançada por meio de empréstimos captados este ano com bancos no Brasil e no exterior.

Mais do que Petrobras…
Além da Petrobras, que foi rebaixada em duas notas, de “BBB-” para “BB”, com perspectiva negativa, e a Ambev (ABEV3), de “A” para “A-“, foi rebaixada, entre diversas outras empresas. 

Está na lista ainda a Eletrobras, que passou de “BBB-” para “BB+” e a Comgás, que agora perdeu o grau de investimento, com nota “BB+”. Ainda foram cortadas: Cemig, Arteris, CCR, Klabin, CPFL Energia, Santos Brasil, Ecorodovias e Ultrapar, que passou de “BBB” para “BBB-“. 

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A Standard & Poor’s ainda anunciou o rebaixamento dos ratings de crédito em escala global de 13 bancos brasileiros e os ratings em escala nacional de 20 instituições financeiras do País. A medida se segue ao rebaixamento dos ratings de crédito soberano do Brasil em moeda estrangeira de BBB- para BB+ e em moeda local de BBB+ para BBB-, anunciada na quarta-feira, 9. Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, BNDES, Bradesco, Itaú Unibanco e Santander Brasil perderam o grau de investimento.

“Além disso, revisamos nossa perspectiva em escala global de companhias de serviços financeiros e em escala nacional de seis companhias de estável para negativa. Também mantivemos a perspectiva negativa de 11 entidades na escala global e as de 16 em escala nacional. Também colocamos os ratings de duas entidades em observação para possível rebaixamento e mantivemos duas em observação ‘em desenvolvimento'”, diz a nota da S&P.

Usiminas
Segundo informações do Valor Econômico, a juíza Patricia Santos Firmo, da 1ª Vara Empresarial de Belo Horizonte (MG), revogou a liminar que suspendia a eleição do empresário Lírio Parisotto, como titular, e de Mauro Cunha, como suplente, ao conselho de administração da Usiminas (USIM5).

Ela concluiu que não houve irregularidade na eleição dos conselheiros na assembleia extraordinária realizada em 6 de abril. Com isso, foi validada a eleição de Parisotto e Cunha para ocuparem a oitava cadeira do colegiado da siderúrgica.

BicBanco
O BicBanco (BICB4) convocou AGE (Assembleia Geral Extraordinária) para 30 de setembro para alterar o seu nome para China Construction Bank.

CCR
A CCR (CCRO3) informou em comunicado que passou a deter 98,86% da CCR Rodoanel e a Encalso, 1,14%.

Eletropaulo
A Eletropaulo (ELPL4) concluiu a emissão de dez notas promissórias no valor de R$ 100 milhões. 

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