PETR4: ministro de Lula nega intervenção sobre dividendos da Petrobras e elogia CEO

Rui Costa referendou trabalho de Jean Paul Prates e indicou que Lula não pretende fazer qualquer troca neste momento

Equipe InfoMoney

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Desde que a Petrobras (PETR4) decidiu não distribuir dividendos extraordinários, as ações da companhia recuaram do patamar dos R$ 42 para os R$ 35 e, nesta quarta-feira (3), valem R$ 38,40, operando com queda de 0,5%.

Além da mudança na estratégia para a distribuição do provento, outro tema vem preocupando investidores: os rumores de saída do CEO da companhia, Jean Paul Prates.

Segundo o painel da Folha, desde a “crise dos dividendos extraordinários”, nomes circularam como “potenciais substitutos”. Entre eles, estariam Bruno Moretti, atual secretário especial de análise governamental da presidência, ligado ao ministro chefe da casa civil, Rui Costa, e Magda Chambriard, que já atuou na estatal, antes de ser presidente da ANP.

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Ministro de Lula defende CEO da Petrobras (PETR4)

Em entrevista hoje à Globonews, o ministro da Casa Civil de Lula, Rui Costa, afirmou que “Jean Paul Prates e a diretoria da Petrobras têm feito um bom trabalho”, ao reforçar que decisão da Petrobras de reter os dividendos extraordinários não tem a ver com intervenção do governo.

“Havia um parecer técnico dizendo que naquele momento seria um excesso de apetite ao risco a distribuição dos dividendos extraordinários, ao que indicava prudência, um cuidado maior”, disse o ministro.

“Então o Conselho seguiu o parecer técnico da Petrobras. Não tem nada a ver com intervenção do governo.”

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As observações de Rui Costa estão em consonância com as afirmações do ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, que voltou a rechaçar nesta semana as críticas feitas pelo mercado por conta do episódio sobre a distribuição de dividendos extraordinários da Petrobras.

Silveira considerou uma distorção o governo ser classificado de intervencionista por conta do caso.

“Nós nada mais fizemos do que exercer nosso direito de discutir com nossos conselheiros indicados pelo governo, dentro da lei, respeitada a governança da Petrobras e a sua natureza jurídica, a destinação correta dos dividendos extraordinários”, disse, durante a entrevista.

(Com Reuters e Estadão Conteúdo)