Destaques da Bolsa

PDG dispara 17,5% com short squeeze e Gol sobe 5% com ‘super ação PN’; veja mais

Entre os destaques ainda estiveram as ações das exportadoras, que afundaram com a queda do dólar, que ficou cotado a R$ 3,145 nesta segunda

SÃO PAULO – Após operar com forte instabilidade nesta segunda-feira (23), a Bolsa fechou em queda, com o Ibovespa registrando leves perdas de 0,11%, a 51.908 pontos. Apesar disso, entre os destaques positivos estiveram os papéis da PDG Realty, que tiveram dia de “short squeeze”, enquanto o dólar derrubou as ações das exportadoras na Bolsa. 

Ainda no radar dos investidores estiveram as ações da Petrobras, que tiveram dia volátil em meio à notícia de possível venda de fatia da BR Distribuidora e expectativa pela reunião do conselho de administração marcada para esta semana. Fora do Ibovespa chamaram atenção do mercado as ações da Brasil Pharma, que chegaram a disparar mais de 10% após rumores de novo comando para a reestruturação da companhia, além da Kepler Weber, que fechou com fortes ganhos após divulgar seus resultados para o quarto trimestre de 2014.

Confira abaixo os principais destaques desta sessão:

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PDG Realty (PDGR3, R$ 0,47, +17,50%)
As ações da PDG Realty dispararam nesta segunda-feira, chegando a entrar em leilão. De acordo com o operador da mesa de BTC da XP Investimentos, Guilherme Belloni, o movimento de hoje pode ser de “short squeeze”, que ocorre quando existe muita demanda por ativos de aluguel, porém, pouca oferta, ou se o limite de ações para aluguel já tiver batido o limiar permitido pela BM&FBovespa. Desta maneira, o investidor que realiza venda a descoberto se vê tendo que comprar ações para liquidar sua operação na Bolsa.

Petrobras (PETR3, R$ 9,22, +0,66%; PETR4, R$ 9,35, 0,00%)
Na sexta-feira, o blog de João Bosco Rabello, do jornal O Estado de S. Paulo, disse que o Bradesco (BBDC4), que faz o levantamento dos números da BR Distribuidora, manifestou interesse em comprar 49% da subsidiária da Petrobras, caso um acordo de acionistas lhe garanta a gestão. O banco, no entanto, negou, por meio de sua assessoria de imprensa, a informação de que cogita propor a compra de fatia da subsidiária da estatal, abalada pelas denúncias de corrupção. 

Além disso, a Petrobras informou na noite de sexta que paralisou operações na plataforma P-58 no Parque das Baleias, na Bacia de Campos, para manutenção após vistoria da ANP (Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis). A parada pode levar semanas e impactar em 4,1% de toda a capacidade doméstica da estatal, disse o Deutsche Bank em relatório nesta segunda-feira. 

No radar da empresa ainda, ocorre nesta semana reunião do conselho de administração, que deve eleger Murilo Ferreira, atual presidente da Vale (VALE3; VALE5), como presidente do conselho da petrolífera. 

Gol (GOLL4, R$ 9,25, +5,11%)
As ações da Gol fecharam com ganhos nesta segunda em meio à assembleia geral extraordinária para aprovar a criação da “super ação preferencial“. A companhia aprovou o desdobramento de ações ordinárias de 1 para 35 e mudanças no estatuto. As ações ordinárias a serem emitidas para o desdobramento não vão alterar o capital da companhia, que continuará sendo de cerca de R$ 2,62 bilhões, informou a Gol na ata de reunião da assembleia.

A Amec (Associação de Investidores no Mercado de Capitais) se posicionou contra a criação da “super ação preferencial”, que desalinharia os interesses dos acionistas, já que permite que o controle seja exercido com uma fatia minúscula do capital, disse, na quinta-feira, o presidente da associação, Mauro Cunha, ao Broadcast.  

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CCX Carvão (CCXC3, R$ 0,47, +27,03%)
As ações da CCX fecharam com fortes ganhos nesta segunda-feira em meio à notícia de que a Yildrim solicitou a adoção de medidas junto ao ICC (International Chamber of Commerce). Embora permaneça inerte em relação à renúncia das condições precedentes pendentes do contrato de aquisição da CCX Colômbia referentes aos projetos de mineração a céu aberto de Cañaverales e Papayal e do projeto de mineração subterrânea de San Juan, a Yildrim está solicitando que a ICC adote medidas emergenciais para inviabilizar que a CCX tenha ou mantenha tratativas com outros potenciais compradores em relação à alienação, direta ou indireta, dos ativos da CCX. 

Exportadoras
As ações das exportadoras fecharam em queda hoje juntamente com a desvalorização do dólar frente ao real. Na ponta negativa do Ibovespa, destaque para os papéis das empresas do setor de papel e celulose Suzano (SUZB5, R$ 13,90, -1,42%) e Fibria (FIBR3, R$ 40,09, -3,30%). Com movimento um pouco mais ameno fecharam as ações da fabricante de aeronaves Embraer (EMBR3, R$ 24,97, -2,58%) e as siderúrgicas Gerdau (GGBR4, R$ 11,06, -0,90%) e Metalúrgica Gerdau (GOAU4, R$ 12,15, -1,30%). Vale mencionar que, desde o final de janeiro, quando o dólar começou uma forte escalada frente ao real, os papéis da Fibria e Suzano (que mais ganharam com o movimento) acumulam ganhos de quase 40%. 

Sabesp (SBSP3, R$ 19,40, +1,57%)
O secretário estadual de Recursos Hídricos, Benedito Braga, afirmou que o risco de rodízio de água na região metropolitana de São Paulo “está cada vez menor”, informou o Valor. Na metade do mês, o sistema Cantareira, da Sabesp, já recebeu mais que a média do volume de chuvas da média histórica para março, chegando a 17,1% de sua capacidade nesta segunda-feira, contra 16,6% na leitura anterior pela metodologia antiga.

Brasil Pharma (BPHA3, R$ 0,81, +3,85%)
O consultor e ex-presidente do Grupo Pão de Açúcar, Enéas Pestana, irá trabalhar no processo de reestruturação da Brasil Pharma, apurou o Valor. Segundo o jornal, o contrato deve ser anunciado nesta semana e foi fechado para cerca de um ano por meio da Enéas Pestana & Associados. 

Kepler Weber (KEPL3, R$ 32,60, +8,92%)
As ações da Kepler Weber dispararam neste pregão após divulgação de resultado. Na máxima do dia, os papéis chegaram a atingir alta de 11,23%, a R$ 33,29. Essa é a quinta sessão seguida que os papéis operam em alta, acumulando no período valorização de 27,8%. A empresa encerrou 2014 com lucro líquido de R$ 132,7 milhões, uma alta de 113,7% em relação a 2013 e um recorde histórico para a companhia. Já a receita líquida cresceu 52,3%, quando comparada ao ano anterior, somando R$ 905,8 milhões.