Para Geithner, acesso ao crédito está melhorando e pode incentivar crescimento

Secretário do Tesouro dos EUA também afirmou que os contribuintes estão recuperando dinheiro de resgate durante a crise

Por  Tainara Machado

SÃO PAULO – O secretário do Tesouro norte-americano, Timothy Geithner, disse neste terça-feira (22) que o acesso ao crédito está se expandindo no país e que as companhias estão guardando reservas sem precedentes, o que pode impulsinar o crescimento econômico dos Estados Unidos nos próximos anos. 

“As condições de crédito, que arrastaram nossa economia para uma recessão profunda em 2007, não são mais um obstáculo ao crescimento”, declarou durante depoimento ao Painel de Supervisão do Congresso, criado para avaliar as medidas e o uso do pacote de resgate às instituições em dificuldade durante a crise, conhecido como TARP (Troubled Asset Relief Program). 

O programa, criticado tanto por democratas quanto por republicanos por favorecer Wall Street ao invés das pequenas empresas, foi defendido por Geithner por ter exercido “um papel crítico” justamente ao facilitar o acesso ao crédito. O secretário ainda avaliou que o programa irá custar cerca de US$ 105 bilhões aos cofres públicos, abaixo da estimativa de US$ 341 bilhões feita em agosto. 

De acordo com Geithner, os bancos pagaram 75% do montante recebido, e que os investimentos do governo nessas instituições geraram US$ 21 bilhões aos EUA. Em relação aos investimentos na indústria automotiva, o secretário disse que mudanças significativas foram implementadas e que as chances de que General Motors e Chrysler devolvam o dinheiro emprestado aumentaram. Em relação à seguradora AIG, Geithner declarou que provavelmente haverá prejuízo. 

Desafios
Para a presidente do painel, Elizabeth Warren, os desafios que as empresas enfrentam “estão restringindo sua habilidade de emprestar para pequenas empresas, que poderiam, de outro modo, estar conduzindo a retomada da economia e reduzindo o desemprego”, declarou. 

Com a proximidade do vencimento do programa, em 3 de outubro, Warren disse que o painel “precisa saber se o Tesouro monitorou com cuidado o sistema financeiro, para medir riscos em potencial”, já que a pasta se recusou a pedir novos testes de estresse para as instituições financeiras. 

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