Para FMI, Argentina deve focar em plano de estabilização forte contra desequilíbrios

Sobre a China, FMI vê espaço para acomodação da política, inclusive com juros

Estadão Conteúdo

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Às vésperas da posse do presidente eleito da Argentina, Javier Milei, a porta-voz do Fundo Monetário Internacional (FMI), Julie Kozack, defendeu nesta quinta-feira, 7, que o país sul-americano deve focar em um plano de estabilização “forte, crível e politicamente aceito” para lidar com uma situação econômica “desafiadora e muito complexa”.

Em coletiva de imprensa, Kozack afirmou que representantes do Fundo estão em contato direto com a equipe de Milei e que as discussões devem se intensificar à frente.

Segundo ela, o futuro presidente teve um “encontro produtivo” com a diretora-gerente do FMI, Kristalina Georvieva, que reiterou compromisso com os esforços argentinos para reduzir a elevada inflação.

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Kozack acrescentou que funcionários da instituição já se reuniram com o futuro ministro das finanças do país, Luis Caputo. “As discussões são positivas e devem se intensificar”, garantiu.

Atualmente, a Argentina é o país com a maior dívida com o FMI e está no meio de um processo de pagamento de um montante de cerca de US$ 45 bilhões.

China

Sobre a China, a porta-voz do FMI, Julie Kozack, disse que a instituição enxerga espaço para acomodação da política macroeconômica na China, inclusive para possíveis cortes de juros.

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Durante a coletiva, ela atribuiu a desaceleração da segunda maior economia do planeta aos desequilíbrios verificados no mercado imobiliário e à demanda externa enfraquecida.

Ainda assim, a porta-voz prevê que o país asiático alcançará a meta de crescimento de cerca de 5% este ano estabelecida pelo governo.