Outra elétrica quer vender ativos e acionista expõe discórdia na Usiminas em jornal; veja mais 9

Confira os destaques do noticiário corporativo desta terça-feira (5)

Lara Rizério

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SÃO PAULO – Enquanto o dia é de cautela nas bolsas mundiais, o noticiário corporativo segue movimentado por aqui, com notícias sobre a Petrobras e possível venda de ativos da Cemig. Veja os destaques desta terça-feira (5):

Petrobras 
A Petrobras (PETR3PETR4informou que deu início ao processo de cessão dos direitos de exploração, desenvolvimento e produção de petróleo e gás natural de um conjunto de campos em águas rasas, localizados nos estados do Ceará e de Sergipe. Estão sendo oferecidas 9 concessões, cuja produção média de 2015 foi de 13 mil barris diários de óleo equivalente, o que corresponde a 0,5% da produção total da companhia.

De acordo com a companhia, os campos foram agrupados em polos de produção, com instalações integradas, de forma a proporcionar aos novos concessionários plenas condições de operação. A venda será realizada por meio de processo competitivo e a Petrobras avaliará os termos e condições das propostas que venham a ser recebidas.

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Além disso, a empresa convocou Assembleia para o dia 4 de agosto sobre reforma do estatuto social. A Assembleia também vai eleger novo membro do conselho indicado pelo acionista controlador. Outro item da pauta é a dispensa de Nelson Luiz Costa, indicado para nova diretoria de estratégia, do período de 6 meses para ocupar cargo em órgão estatutário da Petrobras. Costa foi recentemente presidente da BG América do Sul. Entre os itens de reforma do estatuto, além da inclusão da nova diretoria de estratégia, a proposta inclui retirar da competência individual do presidente os critérios de avaliação técnico-econômicos para os projetos de investimento. 

Cemig
Segundo fontes ouvidas pela Reuters, a companhia elétrica mineira Cemig (CMIG4) contratou ao menos três bancos de investimento para preparar a venda de pequenas centrais hidrelétricas e uma unidade de distribuição de gás. Com a venda da unidade de gás, a Cemig espera levantar R$ 1,7 bilhão com a venda da unidade de Gasmig, disseram as fontes. A companhia elétrica também deu mandato ao Banco do Brasil e ao BTG Pactual para coordenar a venda de algumas das 24 pequenas centrais hidrelétricas da companhia, todas em Minas Gerais. 

Usiminas
A Nippon Steel expôs discórdia no comando da Usiminas (USIM5) em texto publicado no jornal Valor Econômico. A Nippon Steel & Sumitomo Metal vê atos relacionados à troca de comando da Usiminas como um problema sério que desestabiliza os pilares da Lei das SAs e do sistema legal brasileiro, segundo o texto.

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A companhia pede que “decisões rápidas e adequadas sejam tomadas pelos tribunais e por autoridades governamentais competentes no Brasil” e cita a demissão de diretores que apoiaram presidente-executivo Rômei de Souza, que era defendido pela Nippon.

A Nippon Steel Sumitomo Metal disse em comunicado no final de maio que a aprovação de nova diretoria, incluindo de Sergio Leite de Andrade como presidente, foi feita sem seu consentimento prévio, o que é uma “clara violação” do acordo de acionistas.

Cielo
A Cielo (CIEL3assinou na segunda-feira os documentos definitivos para o aumento de participação em sua controlada direta Multidisplay Comércio e Serviços Tecnológicos, que por sua vez é a controladora da M4U. Com a operação, a participação da Cielo na Multidisplay passa de 50,01% para 91,44%.

O valor total do investimento é de R$ 82,7 milhões. “Com tal investimento, a Cielo visa um maior controle sobre as decisões estratégicas da empresa, permitindo a busca por sinergias em iniciativas que agreguem em diferenciais competitivos para atender às necessidades da companhia, disse a companhia.

Eletrobras 
A Eletrobras (ELET3ELET6informou na segunda-feira, 4, que a estatal e a sua subsidiária Amazonas Energia devem efetuar o pagamento de aproximadamente R$ 433 milhões das dívidas que a companhia tem com a Petrobras. No último sábado, o jornal “O Estado de S. Paulo” revelou que a Petrobras decidiu cortar o fornecimento de gás para a Amazonas Energia, responsável pelo abastecimento de todo o Estado.

Além disso, a Eletrobras ressalta que está adotando as providências para resolver a questão com a Petrobras. A Amazonas Energia informa que, apesar do corte de fornecimento de combustível para as usinas termelétricas de Aparecida e Mauá Bloco III, não houve problemas no fornecimento de energia para Manaus, “mas é necessário encontrar solução imediata para o fornecimento, a fim de evitar risco de cortes no sistema elétrico da cidade”, diz a companhia em esclarecimento enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

A decisão da Petrobras, conforme apurou o jornal com uma fonte do governo, foi tomada após sucessivas tentativas de chegar a um acordo com a empresa sobre o pagamento da dívida. No mês passado, a Amazonas Energia deu um novo calote na Petrobras, deixando de pagar uma das mensalidades previstas em negociação firmada em dezembro de 2014.

Pelo acordo, a Amazonas Energia assumiu o pagamento de uma dívida de cerca de R$ 3,5 bilhões, que seria quitada em 120 parcelas. No último mês, porém, a empresa simplesmente deixou de pagar a conta. Para complicar a situação, a Amazonas Energia passou a acumular novos passivos com a Petrobras, uma conta extra que, segundo apurou a reportagem, hoje supera R$ 2 bilhões.

Em maio, fornecedor e cliente tentaram chegar a um acordo, mas a negociação não avançou. A Petrobras notificou a Amazonas, dando prazo de 30 dias para que se achasse uma solução. Não se chegou a nenhum acordo. Hoje, a Petrobras cobra a Amazonas Energia na Justiça.

No mês passado, a Eletrobras tornou público um laudo de avaliação feito pela Deloitte Touche Tohmatsu com a conclusão de que a Amazonas Energia é credora de aproximadamente R$ 8 bilhões da Conta de Consumo de Combustível (CCC) e da Conta de Desenvolvimento Energético (CDE), recursos que subsidiam o funcionamento de termelétricas de sistemas isolados da região Norte do País.

A Eletrobras informa ainda que a Amazonas Energia continua negociando novos acordos com seus fornecedores de combustíveis, especialmente a Petrobras, a BR Distribuidora e a Companhia de Gás do Amazonas (Cigas), para dívidas feitas a partir de dezembro de 2014, com o objetivo de evitar a interrupção do fornecimento de combustível e consequente corte no sistema elétrico de Manaus.

Oi
A companhia de telefonia Oi  (OIBR4informou que Marten Pieters apresentou sua renúncia ao cargo de membro do Conselho de Administração da companhia. Com isso, Pedro Zañartu Gubert Morais Leitão, anteriormente suplente de Pieters, passará a conselheiro titular.

Embraer
A Embraer (EMBR3) reforçou os planos de investimento da companhia em Portugal, em projetos que serão realizados a partir deste ano para sustentar os programas de novas aeronaves da companhia, segundo informa o Valor Econômico. O presidente da operação em Portugal, Paulo Marchiotto, afirmou que serão gastos na expansão da unidade € 93,6 milhões.

Saraiva
A Saraiva (SLED4) informou, em comunicado ao mercado, que AGE convocada pelos fundos GWI para 6 de julho está suspensa por decisão judicial. O Conselho decidiu convocar AGE para destituir Mu Hak You do cargo de conselheiro e Ana Maria Loureiro Recart do cargo de membro do conselho fiscal, além de suspender direitos de acionista da GWI Asset Management e de 9 fundos da gestora.

Tereos
A Tereos (TERI3) estima atingir moagem de cana de 22,5 milhões de toneladas em dois anos. A previsão foi dada pelo diretor da Tereos no Brasil, Jacyr Costa Filho, a jornalistas durante evento em São Paulo. O volume é comparado a 20,5 milhões de toneladas estimados para a safra atual. As chuvas de maio e do começo de junho favorecem início do plantio da cana após seca de abril e o tempo seco dos últimos dias beneficia colheita da cana. O ritmo de esmagamento de cana acima do esperado no momento. A companhia vai produzir mais açúcar do que etanol nesta temporada.

Cesp e Transmissão Paulista
As ações da Cesp (CESP6) e da Transmissão Paulista (TRPL4) tiveram a recomendação elevada para overweight (exposição acima da média do mercado) pelo JPMorgan.  

(Com Bloomberg) 

Lara Rizério

Editora de mercados do InfoMoney, cobre temas que vão desde o mercado de ações ao ambiente econômico nacional e internacional, além de ficar bem de olho nos desdobramentos políticos e em seus efeitos para os investidores.