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Os 5 assuntos que vão movimentar o mercado nesta terça-feira

Bolsas mundiais pausam rali registrado com eleição nos EUA e boa notícia sobre vacinas; fala de Maia, resultados e mais destaques

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As ações europeias e os índices futuros americanos oscilam entre leves ganhos e perdas nesta terça-feira (10), um dia após assimilarem impulso com a eleição do democrata Joe Biden como presidente dos Estados Unidos somado ao anúncio de sinais de eficácia em testes de vacinas fabricadas pela farmacêutica americana Pfizer em parceria com a alemã BioNTech.

As bolsas mundiais já vinham em trajetória positiva na segunda, quando as duas gigantes anunciaram que sua vacina teve uma eficácia de 90% na prevenção de covid-19 entre aqueles sem evidência de infecção anterior. Eles se baseiam em testes de fase três, a última para que um produto seja aprovado para uso mais amplo pela população. Nesta terça, a alta é mantida em ritmo mais suave.

Mas, pela noite, a Anvisa afirmou que suspendeu os testes no Brasil com a Coronavac devido a efeitos adversos. O Instituto Butantan afirmou que não tem a ver com os testes, e o governo de São Paulo, disse que foi informado da interrupção por meio da imprensa.

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No campo corporativo, a A Magazine Luiza informou lucro de R$ 215,9 milhões no terceiro trimestre, alta de 69,6% em um ano, impulsionada pelas vendas online. E a Caixa Econômica pretende realizar plano de demissão voluntária de 7.200 funcionários. Confira os destaques:

1.Bolsas mundiais

As bolsas mundiais oscilam após o rali da véspera com o anúncio feito pelas farmacêuticas Pfizer e BioNTech da primeira análise de eficácia provisória da vacina que produzem em conjunto contra o coronavírus. Ela apresentou eficácia em 90% dos casos, a primeira apresentação de dados bem sucedidos de um ensaio clínico de larga escala de uma potencial vacina contra o vírus. A análise foi conduzida por um comitê de monitoramento de dados externo e independente, a partir de dados obtidos pelo estudo clínico.

O S&P 500 Futuro cai 0,22%; o Nasdaq Futuro cai 1,24%; o Dow Jones Futuro sobe 0,40%.
Na segunda, o petróleo teve forte alta, e os contratos futuros de ouro tiveram sua maior queda em mais de sete anos. O ouro é tradicionalmente comprado como investimento de proteção, e a queda em seu valor indica expectativa de que a chegada de vacinas à população mundial gere estabilidade nos mercados.

Na manhã de terça, os mercados continuam a assimilar a notícia sobre a vacina e as eleições, que também devem resultar em um Congresso americano dividido entre democratas na Câmara dos Representantes e republicanos no Senado. Investidores parecem estar encarando essa perspectiva com otimismo, à medida que este deve ser um obstáculo a aumento de impostos e regulação sob a gestão de Joe Biden.

Na terça, a fabricante alemã de roupas Adidas apresentou previsões cautelosas sobre vendas no quarto trimestre, em meio à ressurgência do coronavírus na Europa. Mas reportou ganhos levemente acima do esperado no terceiro trimestre. E destacou que espera crescimento nas vendas na China.

O índice Eurostoxx tem alta de 0,21%; o FTSE 100, do Reino Unido, sobe 1,22%; o CAC 40, da França, sobe 0,92%; O FTSE MIB, da Itália, sobe 0,11%; e o Dax, da Alemanha, oscila negativamente em 0,4%.

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A China informou que a inflação caiu em outubro a seu nível mais baixo em uma década. O índice de preços ao produtor caiu 2,1% em outubro na comparação com o ano anterior, informou a Agência Nacional de Estatísticas, mesmo ritmo de setembro e contra expectativa em pesquisa da Reuters de recuo de 2,0%. A expectativa é de que o indicador dê espaço para que o governo do país acesse crédito e gaste mais para impulsionar a economia.

As ações de companhias aéreas asiáticas tiveram fortes altas, assimilando a perspectiva de aceleração das operações devido à notícia sobre a vacina desenvolvida pelas duas grandes farmacêuticas.

O índice Nikkei, do Japão, fechou com alta de 0,26%; o Hang Seng Index, teve alta de 1,1%; o Kospi, da Coreia do Sul, subiu 0,23%; e o índice Shanghai, da China, caiu 0,4%.

Confira o desempenho dos mercados às 7h20 (horário de Brasília):

Estados Unidos
*S&P 500 Futuro (EUA), -0,22%
*Nasdaq Futuro (EUA), -1,24%
*Dow Jones Futuro (EUA), +0,40%

Europa
*Dax (Alemanha), -0,4%
*FTSE 100 (Reino Unido), +1,12%
*CAC 40 (França), +0,92%
*FTSE MIB (Itália), +0,11%

Ásia
*Nikkei (Japão), 0,26% (fechado)
*Hang Seng Index (Hong Kong) +1,1% (fechado)
*Kospi (Coreia do Sul), +0,23% (fechado)
*Shanghai SE (China), -0,4% (fechado)

Commodities e bitcoin
*Petróleo WTI, +0,79%, a US$ 40,61 o barril
*Petróleo Brent, +1,06%, US$ 42,87 o barril
*Bitcoin, US$ 15.405,97, -0,14%
Sobre o minério: **Contratos futuros do minério de ferro negociados na bolsa de Dalian fecharam em alta de 1,66%, cotados a 825,5 iuanes, equivalente hoje a US$ 125,02 (nas últimas 24 horas).
USD/CNY = 6,60

2. Agenda

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A FGV divulga a primeira prévia da inflação medida pelo IGP-M de novembro.

A Conab divulga 2º levantamento da safra de grãos 2020/21 às 9h. O Tesouro oferta NTN-Bs para 2025, 2030, 2040 e 2055. O BC faz leilões de rolagem de swap cambial a partir das 11h30.

Ainda em destaque, Paulo Guedes, ministro da Economia, participa às 10h45 do evento Bloomberg Emerging + Frontier Forum Digital Series 2020.

3. Governo diz que pode comprar vacina da Pfizer, Anvisa interrompe estudos com Coronavac

No mesmo dia em que Pfizer e BioNTech anunciaram resultados animadores sobre sua vacina contra o coronavírus, tanto um porta-voz da Pfizer no Brasil quanto o Ministério da Saúde afirmaram que o governo brasileiro estuda a aquisição de doses do produto. O ministério ressaltou, no entanto, que acompanha cerca de 254 pesquisas de imunizantes, incluindo a da empresa americana.

No Brasil, a vacina passa por teste clínico em estágio avançado, com 3.100 voluntários nos estados de São Paulo e Bahia. Em caso de aquisição, o produto seria importado de fábricas dos Estados Unidos e da Europa, afirmou o porta-voz da Pfizer.

Após a repercussão dos resultados sobre a vacina da Pfizer, Bolsonaro afirmou que o país irá comprar qualquer vacina aprovada pelo Ministério da Saúde e pela Anvisa.

O governo federal vem, no entanto, focando mais esforços em uma vacina desenvolvida pela Universidade de Oxford em parceria com o laboratório AstraZeneca. Em agosto, o presidente Jair Bolsonaro assinou Medida Provisória que libera R$ 1,9 bilhão para a compra do produto.

Também na segunda-feira, o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), anunciou que as primeiras 120 mil doses de uma outra vacina, a Coronavac, devem chegar no dia 20 de novembro ao estado. Até o dia 30 de dezembro devem chegar 6 milhões de doses do imunizante contra o coronavírus, fornecidas pela chinesa Sinovac. Outras 40 milhões não chegam prontas, e devem ser produzidas futuramente pelo Instituto Butantan a partir de insumos importados da China.

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Mas, pela noite, a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) anunciou, no entanto, que determinou o estudo clínico da Coronavac, após o registro de um “evento adverso grave”, no dia 29 de outubro, sem especificar do que se tratava, afirmando que dados sobre voluntários devem ser mantidos em sigilo.

A Coronavac também está na fase 3 de testes. Para ser aplicada sobre a população, ainda precisaria de aprovação da Anvisa.

O Instituto Butantan afirmou que “foi surpreendido”, e que está apurando o que ocorreu. E o governo do estado de São Paulo disse que lamentou “ter sido informado pela imprensa e não diretamente pela Anvisa”.

A Sinovac afirmou estar confiante na segurança de seu produto, e que “continuará a manter contato com o Brasil sobre este assunto”.

Pela manhã, Doria havia anunciado a construção das instalações para que o Instituto Butantan obtenha capacidade de produzir as vacinas de forma autônoma, algo previsto para 2022. Até lá, depende da importação do produto final ou de insumos para sua produção.

Em outubro, o presidente Jair Bolsonaro desautorizou uma fala do ministro da Saúde, general Eduardo Pazuello, que anunciou a intenção de comprar milhões de doses da Coronavac produzidas pelo Instituto Butantan.

4. Noticiário político

Em entrevista à CNN, Rodrigo Maia, presidente da Câmara dos Deputados, afirmou que, sem reformas, o Brasil “explode” e o dólar vai a R$ 7.  Segundo o presidente da Câmara, projetos não andam porque a esquerda obstrui por um motivo e a base por outros. “O Brasil vai explodir em janeiro se as matérias não forem votadas, o dólar vai a R$ 7,00, a taxa de juros de longo prazo vai subir´´, disse Maia.

O noticiário político de segunda-feira também foi marcado pela divulgação de pesquisa Ibope sobre as Eleições em São Paulo.

Bruno Covas (PSDB) ampliou vantagem em seis pontos percentuais desde a medição de 30 de outubro, e lidera com 32% das intenções de votos. O segundo lugar tem empate técnico entre Guilherme Boulos (PSOL), com 13% dos votos; Celso Russomanno (Republicanos), com 12%; e Márcio França (PSB), com 10%. Nas projeções para segundo turno, Covas se sai vitorioso em todos os cenários.

E uma quebra de sigilo bancário determinada pela Justiça do Rio de Janeiro indica que o policial militar aposentado Fabrício Queiroz pagou com dinheiro vivo ao menos quatro cabos eleitorais na campanha de Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ), filho de Jair Bolsonaro (sem partido) em 2018.

A quebra de sigilo foi determinada no âmbito da investigação sobre a prática, no gabinete de Flávio Bolsonaro de “rachadinha”, em que funcionários pagos com dinheiro público supostamente repassariam parte de seus salários ao político.

A informação foi publicada nesta segunda-feira pelo portal UOL, que afirma que encontrou 15 transferências bancárias da conta de Queiroz para cabos eleitorais, no valor total de R$ 12 mil, entre 3 de setembro e 8 de outubro de 2018. Nenhum dos pagamentos foi declarado à Justiça Eleitoral, o que pode ser um indício de caixa 2 na campanha.

Anteriormente, a investigação do Ministério Público já havia indicado que Queiroz utilizara dinheiro do esquema da rachadinha para pagar ao menos R$ 261 mil em despesas pessoais de Flávio Bolsonaro e de sua família, como plano de saúde e mensalidade da escola de suas filhas.

Em nota ao portal de notícias, a assessoria de Flávio Bolsonaro negou irregularidades na campanha. “Todos os pagamentos da campanha de 2018 foram registrados junto à Justiça Eleitoral e estão dentro das regras. O senador Flávio Bolsonaro desconhece qualquer tipo de pagamento que não tenha cumprido as determinações legais”, diz o documento.

O advogado de Fabrício Queiroz afirmou que não poderia se posicionar, pois seu cliente estaria incomunicável, por cumprir prisão domiciliar.

5. Radar corporativo

O grupo japonês Mitsui estuda vender sua participação na Gaspetro, informa o Valor. Por um preço de quase R$ 2 bilhões pagos em 2015, o conglomerado é dono de 49% da companhia de distribuição de gás natural controlada pela Petrobras, que mantém 51% do negócio. A empresa brasileira está em processo formal de venda do controle da empresa.

A Azul concluiu a coleta de intenções de investimentos para emissão de debêntures conversíveis em ações, alcançando o valor de R$ 1,745 bilhão. A emissão de cerca de 1,8 milhão de debênture fica dentro de sua expectativa quando anunciou a emissão de cerca de 1,6 milhão de papéis, em 26 de outubro.

A Caixa Econômica Federal abriu um novo programa de demissão voluntária para 7.200 funcionários.

A oferta pública inicial de ações da 3R Petroleum foi precificada a R$ 21 por ação, abaixo dos entre R$ 24,50 e R$ 31,50 esperados pelos coordenadores. A operação movimentou R$ 690 milhões.

A Magazine Luiza teve lucro de R$ 215,9 milhões no terceiro trimestre, alta de 69,6% em um ano, impulsionada pelas vendas online.

O lucro ajustado da XP subiu para R$ 570 milhões no período, mais que dobrando.

A oferta da Aeris saiu em R$ 5,5 por ação, abaixo da faixa estimada, de entre R$ 6,50 e R$ 8,10, movimentando R$ 834,6 milhões.

O lucro ajustado do grupo de ensino Yduqs caiu 1,5% no terceiro trimestre em comparação com o mesmo período do ano anterior, a R$ 191,3 milhões.

O lucro líquido da BRF veio acima da expectativa do mercado, em R$ 218,7 milhões no terceiro trimestre. Analistas consultados pelo Refinitiv esperavam lucro de R$ 203,15 milhões.

O lucro da São Martinho disparou com altas na venda de açúcar, indo a R$ 332 milhões ante R$ 62 milhões no mesmo período de 2019.

(Com Agência Estado e Bloomberg)

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