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Os 5 assuntos que vão movimentar o mercado nesta quinta-feira

Temor sobre efeito do coronavírus segue impacto o mercado; PIB dos EUA e resultados em Wall Street também estão no radar

(Shutterstock)
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A sessão é de queda para as bolsas globais: o investidor busca proteção após a OMS convocar reunião para discutir possível emergência global diante do aumento das vítimas do coronavírus e dos sinais do seu impacto na economia da China. Dólar volta a testar os 7 yuanes e commodities recuam.

1. Bolsas mundiais

Os futuros de nova York estão em terreno negativo nesta quinta-feira, após o governo chinês informar que o número de pessoas atingidas pelo coronavírus ultrapassou 7.700, das quais 170 morreram.

As bolsas de valores da Ásia fecharam em queda, enquanto os mercados na Europa abriram em baixa, também em meio às evidências crescentes de que o coronavírus está afetando a economia chinesa.

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O surto ameaça economia da China e OMS convoca reunião do seu Comitê de Emergência nesta quinta-feira para considerar emitir um alarme global, já que o número de mortos pelo coronavírus subiu. Os economistas começaram cortar previsões de crescimento para o gigante asiático, com alguns bancos vendo expansão abaixo de 5%, enquanto as autoridades restringem viagens e bloqueiam cidades e empresas suspendem suas operações no país. Alguns analistas consideram que Pequim pode adotar medidas para estimular economia.

Após a reunião do Fed manter a taxa de juros nesta quarta- feira, o presidente Jerome Powell afirmou que o surto do vírus provavelmente atingirá a economia chinesa e poderá se espalhar, mas ainda é muito cedo para avaliar seu impacto nos EUA.

Em Nova York, o foco está na divulgação do PIB às 10h30 e nos resultados corporativos – Amazon, Coca-Cola e UPS publicam hoje seus balanços trimestrais. Na noite de ontem, alguns resultados foram divulgados: Facebook decepcionou, enquanto Microsoft e a Tesla superaram as expectativas.

No mercado de commodities, o petróleo tem 7ª baixa em oito sessões com alta de estoques americanos se somando à angústia com vírus; metais têm desempenho misto em Londres e minério de ferro cai para perto de US$ 80 a tonelada.

Confira o desempenho dos mercados às 8h:

Nova York
*S&P 500 Futuro (EUA), -0,64%
*Nasdaq Futuro (EUA), -0,60%
*Dow Jones Futuro (EUA), -0,61%

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*Dax (Alemanha) , -0,92%
*FTSE (Reino Unido), -0,71%
*CAC 40 (França), -1,23%
*FTSE MIB (Itália), -0,96%

*Nikkei (Japão), -1,72% (fechado)
*Kospi (Coreia do Sul), -1,17% (fechado)
*Hang Seng (Hong Kong), -2,62% (fechado)
*Xangai (China), -2,75% (Feriado – sem pregão)

*Petróleo WTI, -1,65%, a US$ 52,43 o barril
*Petróleo Brent, -1,79%, a US$ 58,74 o barril

**A Bolsa de Dalian está fechada pelo feriado na China. Em 23 de janeiro, contratos futuros do minério de ferro negociados em Dalian fecharam com queda de 2,33%, cotados a 649,500 iuanes, equivalentes em 30/01/2020 a US$ 93,65 (nas últimas 24 horas). USD/CNY= 6,9348 (-0,14%)
*Bitcoin, US$ 9.314,79, +0,98%

2. Indicadores econômicos

A FGV divulga às 8h o IGP-M de janeiro. Já a Comissão Europeia divulgará um pouco mais cedo uma série de indicadores sobre a Zona do Euro, como nível de emprego, confiança do consumidor, da indústria e dos serviços em janeiro.

Nos Estados Unidos, será divulgada às 10h30 a prévia do PIB do quarto trimestre do ano passado, com estimativa de crescimento de 2%. O DoE também publica, às 10h30, os pedidos semanais de seguro-desemprego.

3. Política

Rodrigo Maia, presidente da Câmara dos Deputados, afirmou que a reforma tributária deve chegar ao plenário em abril. O Senado, apontou ele, vai criar comissão especial em fevereiro e depois proposta segue para a já existente comissão da Câmara. Ele ainda apontou que a Câmara vai acelerar votação da PEC emergencial para abrir espaço no orçamento federal para investimento.

Já na agenda de Jair Bolsonaro, o presidente reúne-se em Brasília com Sergio Moro, ministro da Justiça e Segurança Pública, às 9h; com Salim Mattar, Secretário Especial de Desestatização, às 10h; e viaja para Belo Horizonte para sobrevoo das áreas atingidas pelas chuvas em Minas, às 13h.

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Ainda em destaque na política, Bolsonaro afirmou durante a manhã pelo Twitter que mandou demitir Vicente Santini. Santini tinha sido exonerado o número 2 da Casa Civil depois de ser informado o uso por ele de um jatinho da FAB para ir de Davos à Índia, mas foi nomeado logo depois para uma assessoria especial da mesma pasta do Palácio no Planalto. Porém, após a pressão, Bolsonaro recuou da recontratação.

4. Infraestrutura

O presidente do BNDES, Gustavo Montezano, disse que não houve “nada de ilegal” na auditoria que o banco contratou para os acordos firmados nos governos anteriores com o grupo J&F, e que custaram R$ 48 milhões. As declarações foram feitas após o presidente Jair Bolsonaro dizer que tinha “coisa esquisita” na auditoria, que não encontrou nenhuma irregularidade nos contratos. Montezano disse que o país “construiu leis, normas e aparatos que tornaram legal esse esquema de corrupção”. As declarações geraram desconforto no Planalto, informa o jornal O Estado de S. Paulo.

Ainda no radar, Bolsonaro informou que vai passar o PPI da Casa Civil para o Ministério da Economia.

5. Noticiário corporativo 

A Petrobras informou na noite de ontem que pediu a desvinculação do Programa de Governança das Estatais da B3. Em outro comunicado, a petrolífera informou que suas reservas provadas em 2019 caíram para 9,59 bilhões de barris equivalentes (boe), de 9,60 bilhões de boe em 2018. Segundo a empresa, a queda ocorreu porque foram realizados vários desinvestimentos.

Já a Invepar informou que o trânsito de passageiros no Aeroporto de Guarulhos (SP) subiu para 43 milhões de pessoas em 2019, acima dos 42,4 milhões em 2018. A empresa comunicou, contudo, que a quantidade de cargas movimentadas e de aeronaves caiu no ano passado.

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