Redução recorde

OPEP+ concorda em estender corte de produção de petróleo até o fim de julho

Ajuste tem contribuído para recuperação dos preços da commodity, após despencarem por conta da redução da demanda em meio à pandemia do coronavírus

SÃO PAULO – Em reunião realizada neste sábado (06), a Organização dos Países Exportadores de Petróleo e seus aliados – grupo conhecido como OPEP+ – confirmaram as expectativas do mercado e concordaram em estender o corte recorde de 9,7 milhões de barris por dia até o fim de julho, segundo agências de notícias internacionais.

Em abril, o encontro da organização com a decisão de corte de produção foi um dos catalisadores para a recuperação do petróleo, após os preços despencarem em março por conta da redução da demanda em meio à pandemia do coronavírus. Havia, contudo, a possibilidade de a redução da produção diminuir para 7,7 milhões de barris por dia já a partir do próximo mês.

De acordo com a Bloomberg, o acordo é uma vitória para Arábia Saudita e Rússia, que passaram uma semana persuadindo Iraque, Nigéria e outros países a cumprirem suas obrigações.

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O veículo ainda destacou que a OPEP+ adotou métodos mais rigorosos para garantir que os membros não quebrem suas promessas de produção, estabelecendo que, se um dos países não implementar 100% dos cortes de produção em maio e junho, terá que fazer reduções extras de julho a setembro para compensar.

Em comunicado oficial divulgado hoje, a Opep informou que o Iraque renovou seu compromisso com as decisões de ajustes na produção de petróleo adotadas em abril.

O porta-voz do Ministério do Petróleo do Iraque ressaltou, segundo comunicado da organização, que os esforços do país para ajustar sua produção de petróleo durante o mês de maio alcançaram um nível de conformidade razoável, como parte de seu compromisso com as decisões tomadas em reuniões realizadas em abril.

E acrescentou que o principal fator que afeta o mercado de petróleo, a Covid-10, ainda está ativo.

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