Commodities

Opep+ cancela negociações sobre alta da produção após impasse persistir, informam agências; petróleo acelera alta

Com isso, ficam mantidas as cotas de produção de cada membro, ante expectativa inicial de aumento de 500 mil barris por dia

Por  Equipe InfoMoney -

A Bloomberg e a Reuters informaram que terminou sem acordo a reunião desta segunda-feira (5) da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) e seus aliados, conhecida como Opep+.

Com isso, ficam mantidas as cotas de produção de cada membro, ante expectativa inicial de aumento de 500 mil barris por dia e proposta na semana passada de 400 mil barris por dia. Nenhuma data para um novo encontro foi acordada. Com isso, tanto o brent quanto o WTI aceleraram os ganhos, após chegarem a operar perto da estabilidade, com o brent ultrapassando os US$ 76 o barril. Às 13h13 (horário de Brasília), o contrato futuro do WTI com vencimento em agosto subia 1m02%, a US$ 75,93 o barril, enquanto o contrato do brent para setembro avançava 0,95%, a US$ 76,89 o barril.

Ministros da Opep+ cancelaram negociações do grupo sobre sua política de produção de petróleo, depois de já terem adiado um encontro na semana passada, quando os Emirados Árabes Unidos se opuseram a uma extensão de oito meses às restrições de oferta.

O ministro da Energia da Arábia Saudita, príncipe Abdulaziz bin Salman, pediu no domingo por “compromisso e racionalidade” para que um acordo seja garantido, após dois dias de negociações fracassadas na última semana.

Mas, nesta segunda-feira, fontes da Opep+ disseram à Reuters que não houve progresso em solucionar a questão, e a reunião foi cancelada. O insucesso para um acordo significa que um esperado aumento de produção a partir de agosto não vai acontecer.

A alta na produção era aguardada para ajudar a acalmar os preços do petróleo, que têm operado em máximas de dois anos e meio. Esses preços têm gerado temores com a possibilidade de a inflação prejudicar a recuperação global após a pandemia de coronavírus.

No ano passado, a Opep+ fechou um acordo para retirar cerca de 10 milhões de barris por dia (bpd) do mercado, diante dos efeitos da pandemia. Esses cortes de produção têm sido flexibilizados gradualmente, e neste momento atingem cerca de 5,8 milhões de bpd.

Os Emirados Árabes, de acordo com fontes ouvidas pela Reuters, concordaram na sexta-feira com a Arábia Saudita e outros membros da Opep+ em uma proposta de que a produção seja elevada por fases, em cerca de 2 milhões de bpd, entre agosto e dezembro. O país rejeitou, no entanto, que os cortes remanescentes de oferta sejam prorrogados até o final de 2022, ante pacto atual que prevê o fim das restrições em abril do ano que vem.

Os Emirados Árabes Unidos estão descontentes com a base a partir da qual seus cortes de produção estão sendo calculados e querem aumentá-la.

Abu Dhabi investiu bilhões de dólares para aumentar sua capacidade de produção e diz que sua base para o acordo foi definida como muito baixa quando a Opep+ originalmente forjou seu pacto.

(com Reuters)

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