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Oi pode ser fatiada regionalmente para ser vendida; Petrobras informa sobre vazamento de óleo e mais destaques

Confira os destaques corporativos desta quarta-feira

No Radar InfoMoney destaque para a Oi que poderá ser fatiada regionalmente para ser vendida; à Petrobras que pretende acelerar corte de custos em 2020 para enfrentar concorrência em refino e recuperar grau de investimento; e à Cemig com expectativa de envio no máximo “em seis meses” de projeto de privatização. Confira os destaques desta quarta-feira.

Oi (OIBR3;OIBR4), Vivo (VIVT4) e TIM (TIMP3)

Em meio às tentativas de recuperação das operações da Oi, duas alternativas vêm sendo discutidas, segundo o jornal O Globo. Uma é a venda total para um novo investidor ou o fatiamento em operações regionais. Segundo a publicação, entre os interessados estariam Vivo, Claro, TIM, além da americana AT&T e empresas chinesas de telecomunicação.

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“Quando se fala em venda de ativos há, entre acionistas e conselho, uma ideia em estudo que prevê vender a companhia de forma separada por regiões e Estados, o que tende a facilitar as negociações para os concorrentes no Brasil. Essa movimentação já está acontecendo”, disse uma fonte ao Globo.

No caso dos chineses, que participam de linhas de financiamento da Oi, eles vão esperar a aprovação do PLC 79, que vai transferir a concessão para autorização e gerar menos custos com telefonia fixa, antes de avaliarem a investida.

Recentemente, Vivo mostrou interesse nos ativos da Oi no Norte e Nordeste. Tim e Claro, por sua vez, teriam interesse na aquisição completa ou de partes, como a rede de fibra ótica e os clientes.

O jornal acrescenta que a questão central, porém, é o aval da Justiça, necessário para o processo de transição. O plano já está em análise pelo Ministério Público, mas ainda não tem data para sair do papel, completou o Globo.

Segundo o Bradesco BBI, a venda da empresa surge como uma alternativa para garantir sua sustentabilidade no longo prazo, uma vez que a equipe de análise avalia que o plano de investimentos da Oi está cada vez mais dependente da venda de ativos após o segundo trimestre de 2019 – R$ 2 bilhões de caixa queimado, o que aumentou o risco de execução.

“No entanto, acreditamos que é altamente improvável que alguém compre ou faça a fusão com a Oi como um todo sem a aprovação da reforma do setor de telecomunicações (PLC79). Não faz sentido, para outro participante, assumir o risco neste momento, sem visibilidade sobre o que acontecerá com o regime de concessão, particularmente em relação a ‘ativos reversíveis'”, afirmam os analistas do banco.

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Além disso, apontam, também discordam  da possibilidade de a AT&T ser candidata a comprar a Oi, já que a empresa já possui um desafio de geração de caixa e está em forte disputa com a AMX no México e não faria sentido adquirir outro ativo no Brasil para uma disputa em outra região desafiadora.

Cemig (CMIG4)

A aprovação pela Assembleia Legislativa de Minas Gerais da privatização da Cemig pode levar no “máximo” seis meses, afirmou o presidente da companhia, Cledorvino Belini, durante participação em evento na bolsa de Nova York. Segundo a Reuters, ele acrescentou que o Estado necessita de meio ano para convencer os deputados sobre a venda do controle.

“Em minha visão, o tempo necessário para isso ocorrer seria no máximo de seis meses”, afirmou Belini, ponderando que o Estado precisa de tempo para negociar e estabelecer a necessidade de privatização da companhia.

A Reuters destacou que analistas disseram que um resultado positivo ao esforço do governador mineiro, Romeu Zema, para privatizar a Cemig está longe de ser algo trivial, dado que seria necessária a aprovação por três quintos da Assembleia Legislativa ou a realização de um referendo popular.

“Ainda consideramos complexa uma aprovação da privatização da Cemig e outras empresas estatais de Minas Gerais devido às dificuldades de articulação política entre os poderes executivo e legislativo”, destaca a equipe de análise da XP Research, que mantém recomendação neutra para os ativos. 

Petrobras (PETR3;PETR4)

O jornal Valor Econômico traz que a Petrobras pretende trabalhar com metas “mais desafiadoras” de redução de custos em 2020, de acordo com a diretora Andreia de Almeida. A executiva afirmou que a empresa se prepara para o aumento da concorrência no mercado de refino e que busca retomar o selo de grau de investimento das agências de classificação de risco.

A empresa informou ainda que a empresa Modec comunicou à companhia que permanece estável e em condições normais de calado e inclinação o FPSO Cidade do Rio de Janeiro, localizado na Bacia de Campos a 130 quilômetros da costa.

“Sobrevoo realizado ontem observou redução da mancha de óleo, que, no momento, tem aproximadamente 0,4m³”, informou a Petrobras.

A Modec ressaltou que já se encontra em Macaé a equipe de Salvage que avaliará as condições do FPSO e determinará a melhor estratégia para concluir o descomissionamento e remover a plataforma. O embarque do grupo ocorrerá hoje.

O FPSO Cidade do Rio de Janeiro, operado pela Modec desde 2007, encerrou seu ciclo de produção em julho de 2018 e está em processo de desmobilização desde então.

Sobre o trabalho de recolhimento de resíduo oleoso (óleo e água) vazado da estação de tratamento de despejos industriais da Refinaria Abreu e Lima (Rnest), em Pernambuco, a Petrobras informou que vazamento estimado de 5 metros cúbicos foi detectado na segunda-feira, 26/8, e controlado no mesmo dia.

“O produto vazado encontra-se contido na área interna da refinaria. O trabalho de limpeza está sendo executado com barreiras de contenção preventiva e caminhões a vácuo para recolhimento do produto”, afirmou.

“As autoridades competentes foram comunicadas e representantes do órgão ambiental estadual seguem acompanhando os trabalhos das equipes de segurança e emergência. A refinaria continua operando normalmente.”

Petrobras Distribuidora (BRDT3)

A Petrobras Distribuidora fará a eleição de novos nomes para o conselho de administração no dia 18 de setembro. Segundo a empresa, os candidatos indicados pelos acionistas com mais de 1% de participação têm perfis complementares e aderentes aos desafios que se apresentam nesta nova etapa.

Os indicados pela Petrobras são Maria Carolina Lacerda, Alexandre Firme Carneiro e Edy Luiz Kogut. Pelos demais acionistas, os indicados são Carlos Augusto Leone Piani, Claudio Roberto Ely, Leonel Dias de Andrade Neto, Mateus Affonso Bandeira, Pedro Santos Ripper e Ricardo Carvalho Maia.

Sabesp (SBSP3), Sanepar (SAPR11) e Copasa (CMSG3)

O relator do novo marco legal do saneamento na Câmara dos Deputados, Geninho Zuliani (DEM-SP), propôs a realização de nove audiências públicas para debater o tema na Comissão Especial, instalada na semana passada. A primeira deverá ocorrer na próxima terça-feira (3).

A proposta é de que a primeira audiência discuta a atuação das empresas estatais e a proposta de alteração do marco legal. Entre outros temas, estão o debate das contribuições do mercado para o investimento no saneamento básico no Brasil, com a presença de instituições financeiras.

Para a sexta audiência, para a discussão do saneamento básico na perspectiva de ações do governo, será convidado o ministro da Economia, Paulo Guedes, e a secretária especial do Programa de Parcerias de Investimentos, Martha Seillier.

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Em evento realizado na segunda-feira, 26, Zuliani afirmou que pretende apresentar seu relatório na primeira quinzena de outubro, para que a votação possa acontecer na segunda metade do mês.

JBS (JBSS3)

A JBS informou que a Pilgrim´s Pride Corporation, sua controlada, fechou a compra da Tulip Company, líder na produção de carne suína e alimentos preparados com operações no Reino Unido, em uma transação avaliando a Tulip em £290 milhões (ou aproximadamente US$354 milhões).

Segundo a empresa, a intenção é criar uma líder em proteína e alimentos preparados na Europa por meio da expansão do portfólio de alimentos preparados para 21% das vendas globais da Pilgrim´s.

“O preço de compra representa um múltiplo de 5,4x do Ebitda esperado”, destacou. “A transação será totalmente financiada pelo caixa da Pilgrim´s”, finalizou.

“Vemos o anúncio como positivo e em linha com a estratégia da JBS de focar em oportunidades de aquisição com disciplina financeira”, destaca a equipe de análise da XP. 

Já o Painel S.A. da Folha informa que a Justiça autorizou Joesley e Wesley Batista de voltar a frequentar o endereço onde fica a sede da JBS em São Paulo, mas seguem proibidos de atuar em qualquer uma das companhias da J&F. A permissão os libera a atuarem na WWMB e JJMB que abrange o patrimônio dos irmãos, mas que não têm relação com o grupo.

BMG

O BMG informou que tem avaliado alternativas de captação de recursos no mercado de capitais, incluindo uma oferta pública inicial de ações preferenciais de sua emissão, “estando avaliando, para tanto, engajar determinadas instituições financeiras locais e internacionais para atuarem como coordenadores da potencial oferta”.

“O Banco ressalta que até a presente data não há qualquer aprovação societária ou mesmo definição sobre os termos e condições da potencial oferta” e que a realização da oferta “está sujeita às condições do mercado, às devidas aprovações societárias e regulatórias, e aos demais procedimentos inerentes à realização de ofertas públicas na forma da regulamentação vigente”, acrescentou.

Banese (BGIP3)

O Banco do Estado de Sergipe (Banese) informa que recebeu do seu controlador, o governo do Estado, manifestando “interesse na realização de oferta pública envolvendo parte das ações de sua propriedade”, podendo “abranger 45% das ações ordinárias e 40% das preferenciais, observando-se, desta forma, o limite estatutário para a manutenção do controle acionário da instituição pelo Estado, bem como seus interesses econômicos”.

Lojas Marisa (AMAR3)

A Marisa aprovou a emissão de R$ 175 milhões em notas promissórias. O primeiro vencimento será em 23 de janeiro e da última em 25 de julho.

Segundo a empresa, os recursos captados serão utilizados para a gestão ordinária dos negócios, especialmente de passivos financeiros e de capital de giro.

Yduqs (YDUQ3)

A Yducs, antiga Estácio, informou que foram expedidas, em 26 de agosto de 2019, pelo Secretário de Regulação e Supervisão da Educação Superior do MEC, as Portarias n° 395 e 400 para revogar os efeitos das Portarias nº 72 e 147, as quais suspenderam as propostas de autorização de funcionamento do Curso de Medicina nos municípios de Castanhal/PA e Quixadá/CE, respectivamente, conforme o programa Mais Médicos II.

“Em razão destas revogações, passam a valer os efeitos do Edital SERES/MEC nº 1 de 28 de março de 2018 para autorizar o funcionamento de Curso de Medicina nos municípios em referência, cada um com 50 vagas autorizadas por ano”, afirmou.

A empresa ressaltou que o curso no município de Canindé (CE) já está em fase de construção. “A Companhia informa que com a referida autorização, chegará a 11 campi de Medicina”, acrescentou.

(Com Agência Estado e Bloomberg)