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Oi contrata consultoria para avaliar Conselho, dados prévios da Azul, fintech da B2W compra Bit Capital e mais notícias

Confira os destaques do noticiário corporativo na sessão desta terça-feira (8)

Avião da Azul com as cores da bandeira brasileira. Turbina possui as estrelas
(Divulgação/Azul)

SÃO PAULO – Em destaque no noticiário corporativo desta terça-feira (8), a Azul divulgou suas prévias operacionais do mês de novembro. A Ame, fintech que pertence à Lojas Americanas e B2W, adquiriu a Bit Capital, plataforma de open banking; os valores não foram divulgados.

A Oi anunciou a contratação da consultoria Egon Zehnder para avaliação de seu Conselho de Administração. A companhia afirmou que em assembleia de 16 de outubro a administração firmou o contrato com a consultoria. Confira no que ficar de olho:

Azul (AZUL4)

A Azul divulgou suas prévias operacionais do mês de novembro, quando registrou aumento de 17,5% na demanda de passageiros por voos (RPK) em relação a outubro. Na comparação com novembro de 2019, houve uma queda de 30% no indicador.

A oferta de assentos (ASK) cresceu 12,2% no mês passado na comparação com outubro, e caiu 30,6% em relação a novembro do ano passado. Assim, a taxa de ocupação saiu de 79,3% para 83,1% em um mês. Um ano atrás, esta taxa foi de 82,4%.

A maior parte dos voos está concentrada no mercado doméstico, que teve avanço de 19,3% na demanda e de 14,9% na oferta, em relação a outubro, com a taxa de ocupação saindo de 80,7% para 83,8%. Em relação a novembro de 2019, a demanda caiu 15,1%, e a oferta teve recuo de 16,7%.

Nos voos internacionais, a demanda por voos caiu 5,8% na comparação mensal, e a oferta teve queda de 15,2%. A taxa de ocupação saiu de 65,3% para 72,6%. Na comparação anual, demanda e oferta recuaram 81,6% e 78,8%, respectivamente.

“Em novembro nós acompanhamos uma recuperação de 85% da demanda doméstica, uma das mais rápidas do mundo. Esperamos que essa tendência continue à medida em que aumentamos progressivamente a nossa operação. Iremos voar para 113 destinos até o final de 2020, aproveitando a flexibilidade da nossa frota e da nossa malha exclusiva, que nos permitem adequar rapidamente a capacidade à demanda”, comentou John Rodgerson, CEO da Azul.

B2W (BTOW3)

A Ame, fintech que pertence à Lojas Americanas e B2W, adquiriu a Bit Capital, plataforma de open banking. Os valores não foram divulgados.

Em comunicado, a B2W informa que a Bit Capital é uma plataforma baseada em blockchain e open APIs, que oferece soluções para integração nativa ao ecossistema financeiro, além de integração com o Pix.

Qualicorp (QUAL3)

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A Qualicorp comunicou que  Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) aprovou a compra de 75% do capital social da concorrente Plural Saúde pela companhia.

Oi (OIBR3; OIBR4)

A Oi anunciou a contratação da consultoria Egon Zehnder para avaliação de seu Conselho de Administração. A companhia afirmou que em assembleia de 16 de outubro a administração firmou o contrato com a consultoria.

O processo tem por objetivo subsidiar o próprio conselho na elaboração de uma proposta aos acionistas para a eleição do Conselho de Administração na Assembleia Geral Ordinária de 2021, considerando as necessidades da empresa para os próximos anos e a efetividade do órgão.

“Com esse passo, a companhia inicia a criação do marco dentro do qual será elaborada a proposta aos acionistas de composição do futuro conselho, de forma estruturada, transparente, criteriosa e alinhada com as melhores práticas de governança corporativa, em benefício da empresa e de todos os seus stakeholders”, informou a companhia.

Copel (CPLE6)

A Copel (Companhia Paranaense de Energia) comunicou na terça que foi informada na segunda pelo BNDES, seu acionista, que o banco selecionou, em reunião diretora, o Banco BTG Pactual como líder de oferta pública secundária para venda da participação detida pela BNDESPAR. O braço do banco de fomento detém 24% do capital social da Copel.

O banco ressaltou, no entanto, que o lançamento da oferta pública depende de fatores como existência de condições de mercado favoráveis, “notadamente de preço”, aprovação de governança interna, e análise pela CVM e demais órgãos reguladores e autorreguladores.

Suzano (SUZB3)

De acordo com informações da RISI, serviço de informações especializado do setor de papel e celulose, está elevando os preços de celulose branqueada de eucalipto para US$ 550 a tonelada para o sudeste da Ásia e Oriente Médio.

O Credit Suisse avalia que a notícia é positiva e, embora a alta não se aplique à China (por enquanto), ela reforça a convicção da Suzano de que o cenário está melhorando de forma sustentável. “Nossa estimativa média de US$ 530 a tonelada para 2021 começa a parecer conservadora”, avaliam.

Dimed (PNVL3)

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A Dimed, dona da Panvel, cancelou na véspera a assembleia especial de acionistas preferencialistas, marcada para esta terça, na qual seriam discutidas a conversão das ações em ordinárias e a migração da empresa para o segmento Novo Mercado.

O Bradesco BBI avalia que o cancelamento adia a movimentação dos papéis da empresa para o segmento Novo Mercado, mas diz que a empresa deve aprovar a transição na assembleia geral de acionistas, que continua marcada para esta terça. Por isso, avalia que o adiamento tem poucas consequências.

Segundo o banco, caso a CVM (Comissão de Valores Mobiliários) não impeça os controladores de votarem na assembleia, haveria pouca chance de que não haja uma aprovação. Isso porque esses acionistas têm 41% das ações, um patamar muito próximo dos votos de 50% mais um necessários para o movimento.

O banco mantém avaliação dos papéis em outpeform, com preço-alvo de R$ 36, frente os R$ 22,33 do fechamento da véspera.

Dommo (DMMO3)

A Dommo Energia comunicou a produção de óleo em Tubarão Martelo em novembro, de  51.892 barris de óleo. Segundo a empresa, o preço de referência mais recente fixado pela ANP é de US$ 35,07 por barril.

GOL (GOLL4)

A GOL Linhas Aéreas anunciou nesta terça-feira que voltará a operar voos com o Boeing 737 MAX a partir de quarta-feira (9), nas rotas comerciais de sua malha. A empresa espera que, até o final de dezembro, todas as sete aeronaves do tipo estejam liberadas para retornar à operação.

Tupy (TUPY3) e Iochpe-Maxion (MYPK3)

A Anfavea (Associação Brasileira de Fabricantes de Veículos Automotores) reportou na segunda a fabricação 238.200 unidades em novembro, um aumento de 5% na comparação com o mesmo mês do ano anterior.

A fabricação de veículos leves e caminhões tiveram alta de 4% e 31% no período, respectivamente. Mas a produção de ônibus teve queda de 17%.

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O Bradesco BBI avalia que a indústria automotiva está se recuperando mais rápido nos Estados Unidos, na Europa e na Ásia do que no Brasil, e recomenda as ações de Tupy, com preço-alvo de R$ 35, frente R$ 21,85 atuais, e Iochpe, com preço-alvo de R$ 20, frente os R$ 15, 42 atuais.

Pearson (NYSE: PSO), Cogna (COGN3) e Arco (NASDAQ: ARCE)

A britânica Pearson está negociando a venda dos sistemas de ensino COC e Dom Bosco, que atendem 250 mil alunos e, juntos, têm receita de R$ 200 milhões.

Entre os grupos que estão participando do processo estão Vasta, braço de prestação de serviços de educação básica da Cogna, e Arco Educação. Segundo o jornal, o Grupo SEB não vai entrar na negociação devido à exigência de que as empresas participantes do processo não contratem funcionários ou parceiros da Pearson durante 18 meses. Os sistemas COC e Dom Bosco pertenciam ao Grupo SEB, que os vendeu há dez anos por R$ 888 milhões.

CVC (CVCB3)

A Eleven Financial Research elevou a recomendação para a CVC de neutra para compra, com preço-alvo de R$ 30, frente os R$ 20,64 do fechamento da véspera. A casa de análise ressaltou o processo de repactuação de debêntures e o avanço do desenvolvimento de vacinas, que pode impulsionar viagens.

Stone (NASDAQ: STNE)

O Morgan Stanley reiniciou a cobertura da Stone, após a aprovação pelos acionistas da compra da Linx, que ainda aguarda aprovação regulatória. O banco afirma que o negócio oferece aos 70 mil clientes da Linx acesso a soluções de pagamento, serviços financeiros e apoio ao cliente da Stone, e abre espaço para a Stone penetrar no mercado de software para pequenos e médios negócios.

O banco afirma que a Stone está operando em quatro frentes: software, crédito, pagamentos e digital banking, o que a coloca em uma posição única no mercado. O Morgan Stanley diz esperar que essa posição de destaque se consolide.

O banco avalia as ações da Stone como overweight (exposição acima da média do mercado), com preço-alvo de US$ 83, ou potencial de valorização de 13% frente os US$ 73,50 de fechamento da véspera na Nasdaq.

(Com Agência Estado e Bloomberg)

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