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Exportações chinesas de aço ao Brasil disparam em meio à guerra comercial com EUA

Em volume, as exportações chinesas ao continente atingiram 7,279 milhões de toneladas, crescimento de 4,2% em igual comparativo

Produção de aço
(Shutterstock)

Diante do confronto comercial entre Estados Unidos e China, a América Latina tem recebido cada vez mais aço chinês, apontou a Associação Latino-Americana do Aço (Alacero). Conforme números da associação, divulgados nesta terça-feira, 14, a exportação de aço laminado para países da América Latina alcançou US$ 5,521 bilhões em 2018, crescimento de 24,6% na comparação com 2017.

Em volume, as exportações chinesas ao continente atingiram 7,279 milhões de toneladas, crescimento de 4,2% em igual comparativo.

Somente para o Brasil, as exportações de siderúrgicos chineses em 2018 atingiram US$ 844,73 milhões em valor e 1,034 milhão de toneladas - crescimento de 37,8% e 20%, respectivamente.

Já no comércio indireto de aço - com produtos que usam a commodity -, os envios da China à América Latina saltaram 16,57% em valor em 2018 na comparação com 2017, para US$ 47,468 bilhões. O Brasil recebeu US$ 10,590 bilhões no ano, crescimento de 37,65%, conforme dados da Alacero.

De acordo com o presidente da Alacero, Máximo Vedoya, tal avanço reflete os confrontos comerciais entre os Estados Unidos e a China. "Dentro desse panorama, podemos ver como a América Latina está sofrendo nesse setor", disse, destacando as dificuldades de competição do setor local. Vedoya defendeu uma proteção para o setor, caso contrário, a siderurgia na região terá problema de competitividade.

No segmento de aços planos da China para a América Latina, a alta no ano foi de 10% na comparação anual em quantidade, e para tubos, 11%.

 

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