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Lucro do BNDES cresce 436,7% no 1º trimestre e atinge R$ 11,1 bilhões

De acordo com o presidente do banco, Joaquim Levy, o lucro foi turbinado pela venda de ações da Petrobras

BNDES
(Shutterstock)

O lucro do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) atingiu R$ 11,1 bilhões no primeiro trimestre de 2019, alta de 436,7% em relação ao lucro obtido no mesmo período do ano anterior. De acordo com o presidente do banco, Joaquim Levy, o lucro foi turbinado pela venda de ações da Petrobras, principalmente, além da negociação dos papéis da Vale, Fíbria e Rede.

As vendas de participações societárias tiveram incremento no primeiro trimestre do ano da ordem de 1.081,0%,para R$ 12,5 bilhões.

A participação total do BNDES na Petrobras caiu de 15% em 31 de dezembro de 2018 para 13,90% em 31 de março de 2109, informou Levy.

Intermediação financeira

O presidente do BNDES disse que apesar da venda de participações societárias terem sido responsáveis por boa parte do lucro do banco no primeiro trimestre deste ano, de R$ 11,1 bilhões, as intermediações financeiras também contribuíram para o resultado.

As intermediações financeiras subiram 45% em relação ao primeiro trimestre de 2018, para R$ 1,1 bilhão, como resultado da redução da dívida com o Tesouro Nacional ao longo de 2018. Esse processo foi retomado em 2019, informou o banco.

O resultado da equivalência patrimonial também ajudou, segundo Levy, com R$ 1,1 bilhão de janeiro a março deste ano, contra R$ 123 milhões em igual período de 2018.

Apesar das vendas de ações, o valor da carteira das participações remanescentes atingiu R$ 108,3 bilhões, crescimento de 12,3% contra dezembro de 2018.

"Esse ganho se explica principalmente pela valorização da carteira de participações em sociedades não coligadas, especialmente dos investimentos em Petrobras, Suzano e Eletrobras", explicou o banco em nota.

Moderfrota

O presidente do BNDES informou que está elevada a demanda pelo Moderfrota, programa de modernização da frota de tratores agrícolas e implementos associados e colheitadeiras.

Ao todo já foram emprestados R$ 529,4 milhões por meio de 12 bancos, de um limite adicional de R$ 509 milhões liberados pela ministra da Agricultura, Tereza Cristina Dias, em abril.

Os dois maiores empréstimo foram feitos por meio da J. Deere, de R$ 150 milhões, ou 28,5% do total, e CNH, que emprestou R$ 101,5 milhões, ou 19,2% do total.

 

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