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Partido do governo é o mais votado na Espanha, mas precisa de alianças

Instabilidade política e avanço da direita marcam pleito

Pedro Sánchez
(Facebook/Pedro Sánchez)

(ANSA) - O partido socialista PSOE, do premier Pedro Sanchez, saiu como o mais votado das eleições legislativas na Espanha. No entanto, a legenda não conseguiu maioria para governar e terá que negociar com outros partidos uma coalizão.

De acordo com as projeções do jornal "El País", com 96,98% das urnas apuradas, o PSOE ficará com 112 cadeiras no Parlamento. O conservador Partido Popular (PP) deverá ficar com 66 assentos, enquanto o Ciudadanos, de orientação liberal, deve ter 58. O Unidas Podemos, da esquerda, com 42, e os nacionalistas de direita do Vox, com 24.

Com isso, o PSOE e o Unidas Podemos somam, juntos, 164 deputados. Não chegam, portanto, à maioria absoluta das cadeiras, o que é necessário para formar o novo governo. Com isso, o bloco de esquerda dependerá dos outros partidos para governar.

Eleições

Mais de 36 milhões de espanhóis foram convocados às urnas neste domingo (28) para renovar o Parlamento do país, composto por 350 deputados e 208 senadores, e formar um novo governo.

Para formar um novo governo, um partido terá que ser apoiado por mais da metade (176) do total dos deputados eleitos. Sánchez foi obrigado a convocar eleições antecipadas depois que legisladores pró-independência da Catalunha se recusaram a aprovar o orçamento de 2019 no Parlamento.

A eleição de hoje ainda deve marcar a entrada no Parlamento de um partido de extrema-direita que, há 40 anos, tinha papel secundário na política da Espanha.

O Vox foi fundado por um ex-membro do conservador Partido Popular (PP), com uma forte postura contra a imigração ilegal, mas acabou ganhando notoriedade contra os separatistas da Catalunha.

Instabilidade

Essa é a terceira vez em quatro anos que a Espanha vai às urnas para eleições legislativas, e em todas as anteriores o resultado foi instabilidade política e longas negociações para se formar um governo.

Sánchez assumiu o poder em junho de 2018, ao angariar o apoio de separatistas catalães para derrubar o então premier Mariano Rajoy, atingido por escândalos de corrupção. A aliança, no entanto, durou apenas até fevereiro deste ano. Ao ver que não conseguiriam apoio para a autodeterminação da Catalunha, os separatistas se juntaram à oposição para rejeitar a Lei Orçamentária. Apesar dos resultados da eleição de novo, a formação do novo governo deve durar semanas. (ANSA)

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