Em mercados

"Super quarta-feira" promete agitar o mercado com 3 grandes eventos

Reuniões de Copom e Fomc, além da entrega do projeto de reforma das aposentadorias dos militares deverão deixar os investidores atentos

Investidor com tela de ações
(Shutterstock)

SÃO PAULO - Em meio à luta do Ibovespa para conseguir se firmar acima dos 100 mil pontos, esta quarta-feira (20) promete agitar o mercado com três grandes eventos, o que deve levar a uma verdadeira "super quarta" para os investidores. 

O primeiro evento, sem hora definida, é a aguardada entrega da proposta de reforma da aposentadoria dos militares, que é determinante para o andamento da Previdência no Congresso. Segundo a Bloomberg, o ministro da Economia, Paulo Guedes recebeu o texto na última sexta-feira e aprovou o conteúdo: "esse eu topo", disse.

O evento ganha importância por ter sido colocado como condição por parlamentares para que o texto da reforma da Previdência comece realmente a tramitar no Congresso. Esta "dependência" da proposta se dá para que se mostre que os militares não serão separados do resto da população e também terão de fazer sacrifícios.

Virando os holofotes para o cenário externo, às 15h (horário de Brasília) sai a decisão sobre juros nos Estados Unidos, resultado da reunião do Fomc (Federal Open Market Committee). A projeção do mercado é que as taxas se mantenham na faixa entre 2,25% e 2,50%, mas a grande expectativa está para a atualização das projeções do Fed e o discurso do chairman, Jerome Powell.

No ano passado, a grande discussão do mercado era quantas vezes a autoridade monetária norte-americana iria subir os juros. Porém, a mudança do cenário econômico do país e os dados mais recentes começaram a elevar as apostas de que o Fed poderá cortar as taxas ainda este ano.

Por fim, após o fechamento da bolsa, por volta das 18h, será divulgada a decisão do primeiro Copom (Comitê de Política Monetária) comandado por Roberto Campos Neto. Além dele, também estreiam no colegiado o diretor de Política Monetária, Bruno Serra, e o diretor de Organização do Sistema Financeiro, João Manoel Pinho de Mello.

E assim como no caso do BC dos EUA, aqui a expectativa é que a Selic deve ser mantida em sua mínima histórica de 6,50% ao ano, mas as atenções estarão no comunicado, principalmente por conta da troca de presidente.

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Nos últimos comunicados, o comitê tem argumentado que o balanço inflacionário permanece assimétrico pelo grande peso de riscos de alta à inflação relacionados a uma possível frustração com reformas.

Contudo, diante de índices decepcionantes de atividade, os economistas esperam agora que o comitê eleve a influência dos efeitos baixistas no balanço - e alguns deles passaram a vislumbrar como crescente a possibilidade de corte dos juros ainda em 2019.

Com três eventos desta importância, que têm tudo para mudar análises e projeções de analistas, o mercado deve ter uma quarta-feira de maior tensão e volatilidade. É bom o investidor se preparar.

 

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