Em mercados

Márcio Appel: mercado brasileiro deve performar melhor que exterior

Carta da Adam Capital destaca cenário interno positivo e externo desafiador, e afirma: Brasil pode brilhar

Marcio Appel, da Adam Capital
(Fabio Sala / InfoMoney)

SÃO PAULO - Um dos maiores gestores do Brasil, Márcio Appel,  está mais otimista com a performance brasileira do que com a de mercados internacionais.

Em carta enviada aos cotistas, a equipe de Appel, da Adam Capital, que possui pouco mais de dois anos de existência e R$ 26 bilhões em ativos sob gestão, escreve que a vitória de Jair Bolsonaro (PSL) é positiva e contribuiu no último mês para que os ativos locais se destacassem no portfólio dos investidores, refletindo uma expectativa de retomada gradual da atividade, do mercado de trabalho, além de uma inflação controlada.

Além de estar otimista com Brasil, a equipe afirma que o cenário externo está desafiador. Segundo o gestor, a incerteza quanto ao crescimento no Japão, China e Zona do Euro para os próximos meses, aliada à esperada trajetória da alta das taxas de juros nos EUA, aumentam o risco para os países em desenvolvimento.

“É nesse contexto internacional mais desafiador e instável que o Brasil tem oportunidade de se destacar”, escreve.

Visto isso, a estratégia adotada para outubro foi um portfólio externo mais neutro, com exposição líquida vendida em S&P, e conjugado com posições em ativos internos que se beneficiassem de uma melhora econômica.

Funcionou. Em outubro, o fundo Adam Macro teve ganhos de 1,37% (ou 253,7% do CDI), enquanto o Adam Macro Strategy subiu 1% (ou 185,2% do CDI). Desde o início, em abril de 2016, o Macro sobe 38,81% (146,12% do CDI) e o Strategy, que nasceu em junho de 2017, sobe 16,83% (174,4% do CDI).

No acumulado do ano, o Strategy supera o CDI em 98 pontos base, enquanto o Macro segue com uma performance abaixo do “benchmark”: 3,48% (contra 5,38% do CDI).

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